A iniciativa

Conto lésbico A iniciativa, essa é a segunda parte que conta como foi o meu processo de descoberta. Dê uma nota para esse conto e eu aguardo o seu comentário.

Conto lésbico – A iniciativa

Março de 2002
Quase dois meses se passaram desde que conheci Dasha e todas aquelas perguntas ainda continuavam sem resposta. Minha atração por ela parecia aumentar com passar do tempo e, nos dias que ela não aparecia, meu coração apertava e doía.
Mas a boca fala quando o coração está cheio. E o meu estava transbordando.
Em uma tarde no intervalo da aula, senti tanto sua falta que liguei para sua casa antes mesmo de sair do colégio. Queria ouvir sua voz, saber por que ela tinha me deixado, por que faltou aula e, quem sabe, ter coragem de dizer algo mais.

– Oi, Dasha! – disse ansiosa.
– Olá… tudo bom?
– Tudo ótimo, eu é que pergunto se está tudo bem, por que você não veio hoje?
– Probleminhas pessoais… Alguma novidade?
– Claro! Você perdeu aula de novo e temos outro trabalho. Eu tenho vontade de te sufocar.
– Então me sufoca, mas faz isso com beijos, deve ser mais gostoso – ela disse, com a maior naturalidade do mundo, entre gargalhadas.
– Você está certa, mas estou falando sério – tentando esconder a alegria – vou passar na sua casa depois da aula, você vai sair?
– Não, vou te esperar.

Ainda faltavam duas aulas, mas pra minha sorte fomos liberados mais cedo. Não conseguia controlar minha ansiedade. Se eu pudesse teria corrido até a casa de Dasha, puxado ela pela cintura e dado nosso primeiro beijo sem nenhuma conversa.
Sonhei o caminho todo, foram 30 min de caminhada. Eu não sabia exatamente o que estava indo fazer lá, mas estava com o coração cheio de expectativas.
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– Oi, Dasha – disse ao chegar na varanda, onde ela me recebeu.
– Oi, está com sede?
– Não, obrigada. Tem algo que eu preciso conversar com você… Não sei como vai reagir e tenho medo que se afaste de mim, mas não consigo mais manter esse sentimento.
– Por que eu me afastaria de você? – perguntou ela com naturalidade

Minhas mãos suavam, eu estava nervosa, tensa. Me faltavam palavras e eu mal conseguia terminar uma frase. Dasha já sabia o que eu ia dizer, mas ela queria me ver embaraçada. Em nenhum momento me ajudou a terminar e esperou que eu dissesse tudo que eu estava sentindo.
– Dasha, tenho notado que estamos cada vez mais próximas, e isso tem me despertado um sentimento que não sei descrever… Nunca me interessei por mulheres, espero que entenda e não se afaste de mim. Não sei se estou enganada, não sei se você sente o mesmo… São muitas perguntas que guardo ao longo desses dois meses… O que você me diz?
– Eu? – sua gargalhada foi seguida de um gostoso abraço – Não vou me afastar de você. Tudo que você vem sentido é recíproco, eu tenho me sentido atraída também, sinto que temos muita coisa em comum. Nunca me envolvi com mulheres, mas tenho vontade.
– Então era por isso que você sempre me pedia pra fazer massagem?
– Sem dúvida!
– Estou me sentindo bem melhor – ainda entre sorrisos e com olhar maliciosos – precisamos estudar… Temos muito assunto para discutir…
– Eu concordo. O que acha de marcamos para o sábado?
– Claro, eu preparo um lanchinho sabor chocolate e nós discutimos ao pé da minha cama.
– Perfeito, nos vemos no sábado então!
– Sábado? Você não vai à aula essa semana? Hoje é quarta-feira… Temos trabalho.
– Discutiremos no sábado, essa semana eu não vou mesmo poder ir, mas se você puder anotar tudo e depois me passar, será uma grande ajuda. Pode passar aqui depois da aula.
– Certo, vou sentir sua falta, muito mesmo.
– Eu também sentirei, mas o tempo não demora a passar e quando você perceber já será sábado.
– Deus te ouça, Dasha.
Infelizmente Deus não ouviu Dasha e o tempo demorou a passar.

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Leia também a primeira parte desta história e aguarde novas publicações.

Conto lésbico o despertar

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