Amor em Preto e Branco

Esta história é ficção. Gostaria muito de ouvir qualquer reação ou comentário de vocês.

Por: Louise Ann Padden

Meu nome é Clara, e eu sou a Americana. Meus pais nasceram ricos – muito ricos. Eu cresci em uma grande casa de pessoas brancas no estado de Nova Iorque. Quando eu era pequena eu brincava com meus amiguinhos, e eles eram todos brancos. Quando fiquei mais velha, no período escolar, na minha escola todo mundo também era branco. Então eu fui para a faculdade e foi mais do mesmo.
Eu tenho cabelos loiros, olhos azuis e traços finos. Acho que naquela época, eu era o que a minha família racista poderia chamar de um puro-sangue, porque meus traços eram muito finos. Naquela época meninas ricas e de família antiga, deveriam ser magras e eu fazia muita dieta para ficar desse jeito e poder usar vestidos muito caros e justos nas festas que eu frequentava.
Eventualmente, um dos meninos em uma das baladas que eu ia, começou a me paquerar e logo ele me pediu em casamento. Sua família era ainda mais rica e tradicional do que a minha. Nós nos casamos em uma grande igreja diante de nossa grande família branca e radiante, em seguida, nos mudamos para nossa própria casa.
Nunca tivemos uma vida sexual muito ativa e talvez por isso, nunca tivemos filhos. Meu marido parou de fazer amor comigo depois de alguns anos de casados e eu nem me importava muito. Eu já tinha ouvido falar sobre orgasmos, mas nunca tinha tido um por isso não sentia falta.
Meu prazer durante anos e anos foi apenas festas, reuniões com amigos, frequentar os melhores lugares e arrecadar fundos para instituições de caridade. Meus pais faleceram e me deixaram com mais dinheiro do que eu poderia gastar, então eu só pensava em ser fina!
Era na verdade uma vida vazia e sem objetivos reais. Então, um dia cheguei em casa depois de uma festa e encontrei uma carta do meu marido em cima da mesa da sala. Em resumo, a carta dizia – Estou saído da sua vida, quero o divórcio e estou com outra mulher.
Chorei um pouco, mas lembrei que ele não merecia minhas lagrimas. Procurei meu advogado e descobrimos quem era a outra mulher. Seu nome, ao que parecia, era Debbie e era 10 anos mais jovem do que eu. Eu vi as fotos! Ela tinha curvas e seios grandes. Confesso que fiquei um pouco irritada, mas não muito, e disse ao meu advogado que eu queria tirar do meu marido, até o último centavo que eu pudesse.
Mas isso não mudou a minha vida, em seguida, voltei a ser praticamente como antes. As baladas. As instituições de caridade. A grande casa luxuosa.
Então um dia eu precisei ir ao centro de Nova Iorque. Eu precisava pesquisar um pouco da história local e descobri que o livro que eu precisava, estava em outra biblioteca, que se chamava New York Public Library. senti-me uma aventureira e disse ao motorista para me deixar na estação ferroviária, pois eu pegaria o trem para Grand Central Station.

Quando cheguei a biblioteca, fui diretor para sala de leitura principal, pedi o meu livro, e, em seguida, sentei em uma das mesas de madeira pesada e comecei a lê-lo.
Em poucos minutos eu senti que alguém estava sentando em frente a mim. Olhei e vi que era uma mulher negra. Ela estava usando uma roupa no estilo africana e sua pele era da cor de chocolate meio amargo, não parecia ter nenhum parente caucasiano em sua árvore genealógica. Seu cabelo ara curto e bagunçado e seu rosto era magnífico.
Ela tinha lábios e nariz grossos e olhos castanhos penetrantes, que estavam olhando de volta para os meus. Ela sorria para mim e seu sorriso era como o brilho do sol.
Eu estava perturbada e envergonhada. Então sem saber o que fazer, baixei os olhos de volta para a leitura, voltei a ler a mesma página. Eu não queria olhar para cima, mas finalmente eu fiz e ela olhou para a minha direita com aqueles lindos olhos. E então, novamente ela me deu seu sorriso bonito. Senti algo novo e assustador mexendo comigo. Baixei os olhos de novo e tentei ler a mesma página mais algumas vezes.
Quando olhei para cima novamente, ela enfiou a mão na maleta e tirou um pedaço de papel branco e uma caneta, em seguida escreveu algo, dobrou o papel e deslizou por cima da mesa. Eu desdobrei o papel e ele dizia “por favor, venha para casa comigo.”
Eu não posso nem imaginar o olhar no meu rosto porque a fazia rir tanto que ela tinha que colocar as mãos sobre a boca para não perturbar os outros leitores. Olhei para ela de novo e me surpreendi com o que eu estava fazendo, pois eu acenei com a cabeça dizendo sim.
Nos levantamos e saímos da sala de leitura e fomos para parte de baixo da biblioteca, O tráfego era muito barulhento, então ela colocou a boca perto do meu ouvido e disse em um charmoso sotaque Brasileiro “Meu nome é Janaina”. Eu disse a ela o meu nome e ela me deu seu sorriso lindo novamente.
Ela fez sinal para eu andar com ela e chegamos no metrô. Eu só tinha ido no metrô algumas poucas vezes em minha vida e não tinha ideia de onde estávamos indo. Todas as pessoas que desceram do trem eram negras, exceto eu. Nós caminhamos alguns passos e logo veio o seu prédio. Ela abriu a porta da frente e nós caminhamos até quatro lances de escada.
Quando chegamos lá em cima, encontramos um estúdio com arte Brasileira nas paredes. Ela me perguntou se eu queria alguma coisa para beber. Minha garganta estava seca como lixa. Eu pedi apenas um copo de água. Ela abriu uma cerveja para ela então sentamos nas cadeiras de cozinha em lados opostos de sua mesa de cozinha.
De repente, percebi que o seu corpo era grande e exuberante, com seios grandes e quadris largos. Fiquei surpresa de não ter notado antes.
– Eu não achei que você viria – Ela disse em seu sotaque brasileiro cadenciado e continuou – Mas eu estou muito feliz que você tenha vindo. Você é tão bonita.
Meu rosto ficou vermelho e eu tinha a sensação entre as minhas pernas que nunca tinha sentido antes.
– Você é a mulher mais linda que eu já vi na minha vida. Perto de você eu me sinto tão magra e simples – Eu disse a ela. Então comecei a chorar e as lágrimas derramaram pelo meu rosto. Peguei um lenço e enxuguei os olhos.
Ela se levantou, deu a volta na mesa, colocou os braços em volta de mim e me beijou. Senti seus grandes lábios nos meus e me rendi como nunca tinha feito antes. Sua língua avidamente sondando minha boca. Senti latejar entre as minhas pernas e eu podia sentir que minha calcinha estava molhada.
Nós caminhamos até a cama. Ela me despiu e depois lentamente se despiu também. Eu me senti esmagada pela sua plenitude. Seus seios eram firmes e seus grandes mamilos eram negros e duros. Nós nos abraçamos e eu podia sentir o cheiro da nossa excitação. Eu descansei minha cabeça em seu ombro por um momento e me senti como se a minha vida estivesse apenas começando.
Nos deitamos na cama. Ela começou a fazer amor comigo, muito lentamente. beijando minhas orelhas e pescoço. chupando suavemente os mamilos duros e minúsculos sobre meus seios pequenos e uma onda de sensação inundou meu corpo inteiro. Eu explorei seus seios grandes com a minha língua e lambi tudo em torno de seus mamilos e depois chupei. Ela, então, beijou-me profundamente novamente e eu senti sua saliva a se misturar com a minha.
Janaina me deitou de costas. Beijou minha boca novamente e, em seguida, beijou minhas orelhas, o pescoço e os meus seios. Em seguida, ela se mudou para baixo e lambeu meus pés, tornozelos e minha panturrilha.
Janaina lambeu e beijou minha parte interna das coxas e depois amorosamente acariciou meus pelos pubianos Loiros. Ela então se mudou para minha buceta e lentamente lambeu meus lábios e enfiou a língua na minha vagina. Eu não conseguia me controlar por mais tempo e através de respirações rasas só poderia sussurrar “por favor, por favor, por favor.”
Ela moveu a língua ao meu clitóris e lambeu com cuidado e devagar. A onda de eletricidade percorreu meu corpo e eu sabia que ia encontrar uma coisa que estava dentro de mim, mas eu não sabia que estava lá. Ela aumentou a velocidade de sua língua e meus quadris começaram a se mover para cima e para baixo por si mesmos.
Então ela parou. Se Inclinou e abriu a gaveta de sua mesa de cabeceira, e tirou um vibrador preto longo de espessura. Devo ter ficado com medo, porque ela disse que “Eu não vou te machucar.”
Ela deslizou o vibrador em mim lentamente. Ele me deu uma sensação de plenitude que foi diferente de tudo que eu já tinha sentido na minha vida. Então ela me fodeu com ele, primeiro lentamente e depois mais e mais rápido empurrando-o profundamente.
Ela, então, ajoelhou-se e novamente começou a lamber meu clitóris duro e rápido. Eu comecei a perder toda a razão. O vibrador fodendo toda brancura dentro de mim e me inundado com todas as cores do arco-íris. Quando a minha emoção chegou a um auge indescritível, eu absolutamente rendida a tudo que estava acontecendo, gozei pela primeira vez na minha vida.
Ondas de indescritível prazer subiram em todo o meu corpo e eu podia sentir minha buceta apertando o dildo com poderosas contrações rítmicas.
Logo que me acalmei Janaina me tomou em seus braços e eu chorei como nunca tinha antes. Eu soluçava de alegria e maravilhada a segurei firmemente como se para nunca deixá-la ir. Em seguida, o choro acabou e eu estava banhada em um brilho de contentamento e de relaxamento total.
Depois de alguns minutos eu olhei para ela e vi a alegria profunda sobre seu rosto, poderia dizer pela sua respiração que ela estava muito excitada. Eu comecei a beijar todo o seu corpo lentamente e amorosamente enquanto ela gemia com prazer e antecipação. Eu me ajoelhei entre suas largas pernas abertas e olhei com espanto para os pelos pretos, encaracolados e grossos de sua buceta.
Eu coloquei minha boca na sua buceta e lambi lentamente, saboreando seu cheiro quente. Minha língua logo tocou o seu clitóris e ela sabia que eu precisava de instruções, então começou dizendo:
– É isso aí, baby – ela disse – Apenas continue me lambendo e chupando aí.
Chupei seu clitóris e sua excitação cresceu cada vez mais.
– Coloque seus dedos dentro de mim – foda-me, por favor – ela implorou e eu deslizei meus dedos em sua boceta escorregadia e quente. Lambi seu clitóris com um ritmo constante. Ela gemeu alto, empurrou seus quadris no ar e teve um delicioso orgasmo. Meus dedos podiam sentir sua buceta espremê-los de novo e de novo e novamente, enquanto ela gritava em puro êxtase. Eu me senti orgulhosa e espantada, pois eu tinha dado a essa bela mulher muito prazer.
Ela logo que se recompôs, me pegou em seus braços amorosos e eu me perdi em sua suavidade. Ficamos deitadas em silêncio por um longo tempo e depois nós finalmente tivemos uma boa conversa.
Ela me contou que tinha ido estudar Relações Internacionais na Universidade de Columbia e que iria receber seu diploma em três meses. Em seguida, ela estaria indo para casa. Eu tlhe contei sobre a minha pequena vida branca.
Ao longo dos próximos três meses nos vimos muitas e muitas vezes. Eu gostava de visitar a sua casa no Harlem, orgulhosamente navegar o metrô sozinha. Ela também me visitava na grande casa branca. Nossos encontros amorosos me fizeram tão bem que comecei a engordar e em pouco tempo passei a ter seios e quadris e, na verdade, parecia muito mais uma mulher madura, do que antes.
E, finalmente, tendo algumas células de gordura para armazenar meus hormônios femininos, e meus orgasmos tornaram-se maiores e mais maravilhosos.

Um dia, ela visitou a minha casa. Fizemos amor lenta e suavemente e alegremente. Depois que chegamos ao clímax e que estávamos nos braços uma da outra por um tempo, eu rolei e enfiei a mão na gaveta de minha mesa de cabeceira. Ela olhou com curiosidade, quando eu tirei o mais longo e grosso dildo do mundo.
– Eu chamo isso de Moby Dick – Eu disse enquanto ele acenava com a cabeça, de tanto espanto e nós rimos tanto que o dildo caiu no chão.
Depois disso Janaina voltou para o Brasil e sua lembrança me deixa saudades até hoje. Ainda nos falamos por e-mail e recordamos os bons momentos que passamos. Eu sou eternamente grata a ela, não só pelas maravilhosas noites de amor que vivemos, mas pelo despertar que ela me proporcionou.
Antes de Janaina me mostrar o caminho, eu estava perdida. Sozinha no meu mundo vazio. Cheio apenas de futilidades e pré-conceitos. Hoje sou livre e acredito no colorido da vida, do amor, e, porque não, no colorido do prazer.

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