Romance erotico conhecendo o amor parte 1

Conhecendo o amor – parte 1

Bom dia meninas, mais um conto meu aqui no Blog. Esse não é só um conto erótico lésbico, eu gosto de seguir a linha romântica também, Por isso esse é um conto lésbico romântico e erótico. ele está dividido em 4 partes.

Tudo começou com um favor para o meu pai. Minha irmã é fisioterapeuta, tem sua própria clínica, e também trabalha em uma casa de repouso. Admiro muito o trabalho dela, mas juro que não sou de ter muita paciência. Ah, esqueci de me apresentar. Eu me chamo Luíza, tenho 25 anos e sou dona de uma agência de publicidade. Moro em São Paulo capital e vivo na correria de casa, trabalho e balada. Vivia, melhor dizendo. Eu ralo muito, mas também me divirto pra caramba. Minha programação dos finais de semana? Adorava ir a boates LGBT’s; sempre ia sozinha, mas nunca saía de lá desacompanhada. Algumas pessoas sabem de mim, até porque não me escondo da sociedade. Não, como eu disse anteriormente, paciência não é meu forte. Toda a minha família sabe: minha mãe, minha irmã e meu cunhado, mas mesmo assim não posso dizer que sai do armário por um pequeno detalhe. Digamos que o meu pai não sabe. Bem, ele sempre veio com um discursinho homofóbico irritante. Como ainda moro no teto dele, resolvi me resguardar de aborrecimentos.

Admito que sou um pouco antissocial. Não me apego a amizades e nem me apegava a mulheres. Sempre achei que ainda estava pra nascer mulher que iria me prender durante mais do que uma noite. Será que me enganei?

Vocês devem estar perguntando como eu sou. Bem, eu sou loira, de cabelos compridos e lisos, olhos esverdeados (infelizmente não são verdes por completo). Sou baixinha, de certo modo: 1,64 de altura, corpo médio, nem gordinha (nada contra, acho as cheinhas uma delícia) e nem magrinha. Digamos que me encontro no meio termo. Seios médios e um bumbum bastante elogiado!

Como ia dizendo, meu pai me pediu um favor e antes que eu chegasse a agência, tive que ir até a clínica da minha irmã levar uns documentos pra ela.

– Oi Sr. Aladir. Bom dia!
– Bom dia menina! Como você está?
– Atrasada! Mas meu pai me alugou. Onde está minha irmã?
– Está na sala de exercícios com uma paciente. Vai lá!
– Ai Deus! É a última sala?
– Sim.
– Ok. Vou correr porque meu tempo está completamente esgotado!

Andando, ou melhor, correndo, pelos corredores, alguns me olham assustados, outros já até se acostumaram com essa minha pressa.

Depois de uma correria cansativa, enfim achei! A sala era a 403. Rumores diziam que ela estava com uma paciente com lesão medular (cadeirante).

– Vamos, Clara… Isso mulher! Estou gostando de ver! – escutei, do lado de fora.

Minha irmã, Dra. Heloísa, meu maior orgulho.

Entrei e me deparei com uma paciente linda, uma japonesinha incrivelmente bonita… Cabelo Chanel liso e preto, pele branca. Magra. Claro que eu não deixei de reparar nos lindos seios que ela tem… E que boca linda. Nossa!

– Luíza? Oi Luíza?? LUÍZA!!!!

Depois de um bom tempo admirando a maravilhosa paciente, percebi minha irmã me gritando para que eu acordasse da viagem que eu havia entrado.

– Ahn? Quer dizer, oi Heloísa.
– Estava longe hein?
– Pra ser sincera não estava muito longe não – disse, pensando na minha estupidez diante da beleza da paciente. Ah, como ela era bonita… Já falei isso, né?
– Esquece… – disse minha irmã, sorrindo maliciosamente. – Bom, essa é minha paciente, Clara Seiko.

Clara abriu um sorriso pra mim! E que sorriso lindo! A minha cara, nesse momento, deve ter sido a cara de uma completa imbecil.

– Oi. Prazer em conhecê-la! Eu me chamo Luíza Fernandes, mas pode me chamar de Luíza, de Lú, enfim, do que você preferir!

Um pouco atirada? É, eu sei que fui.

– Prazer é todo meu! Lamento por nos conhecermos nesta ocasião. Eu toda suada.
– Sem problemas!

De imediato me curvei um pouco e a abracei.

Senti que minha irmã ficou me olhando com uma cara de “não acredito que ela está interessada na minha paciente!”. Sim, minha irmã sabe bem das minhas peripécias sexuais, assim como sabe que nenhuma mulher havia conseguido meu “amor”.

De imediato minha irmã resolveu se manifestar.

– Então Lú, o que você veio fazer aqui?
-Aqui onde?
– Lú acorda! (risos)
– Ah ta. Então… Nosso pai pediu pra deixar esses documentos com você, disse que você precisava muito deles e eu vim!
– Ótimo, preciso disso sim! Viu só Clara, como minha irmã é um doce?

Clara ficou me olhando e deu um sorriso tão lindo!

– Lú, quer ficar pra ver a sessão da Clara?
– Não quero incomodar e infelizmente eu preciso correr pra agência.

Na verdade, acho que eu nunca quis tanto estar em algum lugar… Estranho isso.

– Foi um prazer conhecê-la, Lú. – Clara disse.

Eu, óbvio, me derreti toda. Pensei: “Oh, Deus! Ela me chamou de Lú. Que linda ela!”.

– O prazer foi todo meu, Clara. Espero que possamos nos encontrar… Você tem Facebook?

Eu sendo atirada novamente.

– Sim, meu face é Clara Seiko. Não tem como errar.

Não tinha como errar mesmo não: era linda, inesquecível…

– Assim que chegar na agência, depois da reunião, eu envio o pedido de amizade.
– Ok! Assim que chegar eu aceito!
– Ok! É que… Enfim, estou indo. Tchau, Clara!
– Tchauzinho.

E saí, mas queria mesmo era ficar olhando ela ali, por horas e horas.

– Luíza, vai dar tchau pra sua irmã não?
– Ah, ta. Tchau Helô!
– Tchau!

As duas ficaram rindo de mim, certeza! Podia escutar minha irmã me chamando de desnaturada, mas era impossível não ficar boba com a beleza da Clara.

Segui meu caminho. Na reunião a cabeça estava longe, tentando entender o que foi aquilo que aquela mulher fez comigo sem fazer absolutamente nada.
Chegando à minha sala ligo o computador e entro no facebook. Entrei no face da Heloísa, minha irmã, e foi fácil achar a Clara. Vasculhei aquilo tudo! Foto por foto! Status de relacionamento: solteira! Observei páginas que ela curtia e nem um sinal de gostar de meninas. As horas se passaram e, à noite, quando entro pra falar com um cliente ela me manda um recadinho: “Oi!!! Obrigada por me adicionar, foi um prazer conhecê-la mesmo na correria do dia a dia”.

Eu quase gritei de alegria. Ok, isso é absurdo, afinal toda pessoa educada e simpática pode vir a fazer isso. Como vi que ela estava online, pensei: bom, porque não puxar assunto?

– Oi! Pois é, Clara, me desculpe a correria.
– Relaxa, foi bom te conhecer! Mas nem parece ser irmã da Dra Heloísa!
– Ah, eu sei que sou mais bonita do que ela!
– (risos) e humilde também!
– (risos) apenas realista! Mas é brincadeira. Eu não sou convencida e acho minha irmã muito mais linda do que eu!
– Bom, eu diria que as duas são bonitas, só que belezas distintas!
– É um bom modo de se pensar! Eu e Helô agradecemos, mas e você? Fazendo o quê de bom por aí?
– Nada. Na verdade, hoje não teve aula na faculdade aí estou aqui de bobeira. Geralmente essa hora estou na sala de aula.
– Legal você faz que curso?
– Faço Gastronomia.
– Muito legal! Começou agora?
– Não, já faz um tempo que estou cursando. Já passei mais da metade do curso.
– Muito bacana!
– E você? Tem uma agência de modelos?
– Não, eu tenho uma agência de publicidade. Faz uns 3 anos que tenho a agência. Apesar da dor de cabeça, é o que eu amo fazer!
– Todo trabalho é assim, mas quando se faz o que se gosta isso vira um detalhe.
– É verdade.
– Olha, convidei sua irmã para o meu aniversário, daqui há 2 semanas. Vai ser uma confraternização aqui na minha casa. Se quiser vir, é algo simples, mas será legal!
– Claro que vou!
– Sua irmã tem um convite com endereço e tudo certinho. Você, como dona de agência de publicidade, por favor não repare. Eu que fiz em casa e imprimi aqui também, então não é nada incrível. É super simples.
– Pode deixar que vou vendar meu olhar crítico (risos)
– Bom, vou sair aqui. Qualquer dia nos falamos. Beijo!
– Ok. Boa noite e beijo!

Eu fiquei boba comigo mesma: minha cara de idiota perante o computador era de assustar. Eu já ficava nervosa só de pensar que daqui a duas semanas eu poderia vê-la.

Os dias se passaram e eu me questionando apenas cinco coisas:

* Por que ela mexeu tanto comigo?

* O que dar pra ela de presente de aniversário?

* Será que ela é gay?

* Será que eu estou apaixonada?

* Será que ela tem alguém?

Pensei: “Bom, sobre o presente eu posso resolver hoje. Minha irmã vai jantar aqui e é só perguntar”.

– Helô, posso falar contigo em particular?

Ela me acompanha em silêncio até meu quarto.

– Fecha a porta.
– Diga.
– A Clara me chamou para comemorar o aniversário dela.
– Humm. Desde quando você resolve ficar “amiga” das minhas pacientes?
– Senti um sarcasmo teu na parte da palavra amiga. Não posso não?
– Você pode, claro! Mas eu te conheço e sei que você não estava olhando pra ela só pensando em amizade.
– Impressão sua.
– Você estava babando pela Clara. Eu que te conheço bem, Lú, percebi isso na hora.
– Será que ela percebeu?
– Acho que não, ela é muito tranquila e acho que só te achou louca mesmo.
-Sem graça você! Mas, enfim, eu não sei o que fazer! Eu não paro de pensar nela.
– Ah, que linda! Finalmente você sentindo o que mortais sentem. Está apaixonada.
– Você bebeu muito vinho, só pode.
– Está sim! Caidinha por ela! Que fofo…
– Me ajuda a dar um presente legal pra ela?
– Bom, ela adora musica MPB. Ela me disse essa semana que gosta das músicas tipo Marcelo Camelo, Tulipa Ruiz e Tiago Iork, entendeu?
– Hum… Ok! Já tive uma ideia aqui. Obrigada.

Eu já ia levantando, quando ela me puxou.

– Lú…
– Oi.
– A Clara é uma mulher muito especial, veja bem o que você quer. Ela não é mulher pra divertimento, uma noite ou algo assim. A vida foi muito cruel com ela, mas enfim… Isso cabe a ela contar pra você, não eu.
– Ok e obrigada pela dica.

Aquilo que minha irmã me disse me deixou mais “acordada”. Não que antes minha intenção fosse ficar com ela apenas por ficar. Mas, de certo modo me fez ver que talvez minha irmã estivesse certa. Talvez eu estivesse apaixonada…

Não falei mais com Clara. Não a via online e não tinha seu telefone. Mas não teve um dia sequer que eu não entrasse no seu perfil do Facebook para ver fotos, o que ela andou curtindo e postando. Agradeço muitíssimo ao Facebook, afinal, através dele, eu conheci mais um pouco da Clara. E quanto mais eu conhecia, mais eu ficava encantada.

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