romance erótico consequencia ou destino parte 3

Consequência ou destino – Parte 3

Consequência ou destino? quando duas vidas se cruzam, nem sempre as coisas acontecem como a gente espera e o resultado inesperado, nem sempre agrada a todos.

Consequência ou destino parte 3

E não vou mentir, quando eu ia pra balada eu ficava com outras por lá. Enquanto isso a Renata na sua cidade, vivendo sua pacata vida de trabalho, estudos e família. Sempre saia pouco, e nada de muita zoeira.

Isso me incomodava. Afinal, quando é que aquela menina iria começar a viver?

Mas ao mesmo tempo era bom, porque eu sabia que poderia ligar a qualquer hora, mesmo na madrugada dos fins de semana, que ela me atenderia e também iria satisfazer meus desejos.

Veja bem, eu não achava que estava usando ela, apenas, compartilhávamos alguns momentos juntas. Era confuso pra mim no dia a dia, pois ela me dava bom dia, me contava coisas boas do seu dia, se preocupava comigo e sempre me dava apoio.

E eu ficava por entender, ao mesmo tempo em que eu achava aquilo ótimo.
Depois de algum tempo assim, ela me contou que viria pra uma conferência numa cidade ao lado de Juiz de Fora.

Eu achei aquilo ótimo, seria uma chance de poder ter aquela delícia, de ter ela com mais calma. Ela viria com uma equipe do trabalho, mas a noite poderia dormir comigo. Estava tudo combinado.
Os programas românticos eu deixei por conta dela, obvio. Ela me disse que tinha algo pra me contar e que tinha comprado uma coisa pra mim. Mas não quis me dizer o que era, e eu morrendo de curiosidade.

Eu também comprei algo pra ela, uma lingerie, era usar com ela. Até que finalmente o dia chegou, já tínhamos nos falado e ela estava na conferência, assim que o evento acabasse ela iria me ligar para que eu fosse busca-la, até porque no dia seguinte ela teria que estar lá ás nove da manhã para o mesmo evento.

Quando eu estava arrumando a casa para deixar tudo pronto, o meu telefone tocou, era um amigo, o Felipe.

– Eai nega? Que vai fazer hoje?

– Oi Lipe, então acho que vou receber uma visita, uma amiga minha vai vir aqui.

– Ótimo me apresenta?

– Ela namora…

– Pena, poxa sabe a turma de direito lá da faculdade? Então vai ter uma festa na casa do Eduardo, cheio de gente bonita, bebida na faixa! Precisa nem fazer vaquinha ele vai bancar tudo!
– Não brinca! Bebida de graça? Bom demais! Mas não posso ir.

– Há nega, para meu! Essa mina ai não tem lugar pra ficar não? Tem que ser você pra hospedar?

– Não Lipe, é que ela está vindo de uma conferência, ela teria onde ficar, mas eu já tinha marcado. Ela curte muito esse tipo de festa. Ela é caretinha, nem bebe!

– Puta que pariu, fala pra ela que não é convento não!

– É foda!

– Aqui, despensa a freira, sei que você está louca pra vir, sei que você é ótima de inventar desculpas, vai enrolar ela direito, ás 21h te pego. Beijos nega!

Que encruzilhada, ou teria uma noite romântica e sossegada, ou iria pra uma máster festa?

Horas se passaram até ela ligar novamente.

– Oi anjo! Pode vir me buscar?

– Oh minha linda, aconteceu um problema, um amigo meu sofreu um acidente e eu vou ter que ficar com ele no hospital.

– Nossa que chato! Acidente de que?

– Moto, está bem mal e não tem ninguém por ele aqui, então sobrou pra mim.

– Quer que eu fique lá contigo?

– Imagina Renata! O dia foi cansativo, você precisa relaxar e não passar a noite numa cadeira de hospital comigo.

– Olha, não me importo, claro que não está saindo como eu queria, mas o que eu mais queria era te ver, então, eu podendo segurar sua mão, te olhar é oque importa.

– Que linda, mas não posso judiar de você.

– Bom então eu vou correr, falar com meus amigos dizendo que eu decidi ir pro hotel com eles. Acho que vamos sair pra conhecer a cidade. Mas se precisar pode ligar ok?

– Ok linda, mas não vou te atrapalhar. Beijão, estou morrendo de saudades!

– Eu também estou meu anjo, fique com Deus, tchau.

No fundo fiquei mexida, ela me entendeu e me apoio mesmo que os planos dela tivessem sido estragados e nós moramos no mesmo estado, mas mesmo assim é longe, nem sabia quando essa oportunidade iria surgir de novo.

Fui a festa. Me diverti, bebi muito e Dancei bastante. As vezes ela ligava mas eu não atendia.
Fiquei com duas meninas bem legais e naquele momento eu achava que estava certíssima das minhas escolhas e que nunca a Renata iria saber disso.

No dia seguinte a ressaca era tanta que eu acordei com o dia anoitecendo.
Percebi que tinha muitas ligações, muitas mensagens e comecei a ler:

“Oi anjo, morri de saudades de você, desculpa ligar ontem, foi a força do habito.
Beijão, como seu amigo está? Dê noticias quando puder.”

“Conferencia terminada, foi muito bom! Só não foi melhor porque não te ví, será que não dá tempo de você vir aqui? O pessoal decidiu almoçar por aqui antes de pegar a estrada, vem me ver anjo?.”

“Oi anjo, estou preocupada, acabaram teus créditos? Me de um toque a cobrar que eu te retorno, daqui 20mim pego a estrada ai não terei sinal da operadora.”

“Voltando pra casa, Beijos.”

“Oi, acabei de chegar! tudo bem graças a Deus, vou ficar online aqui no Facebook, dê noticias. Beijão”

“Acho que entendi bem o hospital que seu amigo estava, sabe de uma coisa Camila? Quando se tira fotos em festas, as pessoas publicam no Facebook, e ainda marcam cada pessoa que estava na foto. Mentira tem perna curta, não sabia?

Dei um pulo da cama e peguei o notebook, me marcaram em todas as fotos da festa, todas! Desde as da galera, ou com alguém.

Ví o ícone dela online, esperei um tempo pra ver se ela me chamava e nada. Resolvi tomar a iniciativa, sabia que eu iria escutar.

– Desculpa! – foi a primeira coisa que disse, antes de qualquer coisa.

– Vai se ferrar!

– Calma loirinha.

– Nunca mais me chama de loirinha!

– Eu errei, mas era uma festa super legal!

– E eu não sou legal?

– Não é isso… o Lipe insistiu.

– Vai você e o Lipe tomar no cú!, você acha o que?

– Olha você não tem o direito de falar assim do meu amigo!

– E você tem direito de brincar com meus sentimentos? Alimentar sonhos? Fantasias?… Meu Deus como eu fui burra! Fui idiota em achar que você não me deixaria de reserva…

– Eu gosto de sair! Você sabe disso!

– Me diga então quantas meninas você ficou?

– Nenhuma!

– Pelo amor de Deus não minta mais do que você já mentiu.

– Duas.

– E pensar que eu tinha preparado tudo pra nossa noite de amor.

– Eu só adiei uma transa!

– Pra você poderia ser uma transa, pra mim não!

– Ninguém usa esse seu dialeto! Ninguém usa “fazer amor”.

– Eu não sei ser de outra forma! Eu sou assim! Pacata! Na minha.

– Ou seja, anormal! que não gosta de beber e farrear.

– Se você tivesse me chamado! Eu iria contigo! Importava era da junto de você, não ia ser meu programa predileto, mas eu iria!

– Pra que? Pra ficar num canto enquanto eu bebia com meus amigos?

– Acredite eu sei me portar nestes ambientes, e eu iria me divertir, pelo menos tentar por você!

– Você não iria.

– Entendi, eu iria te atrapalhar não é?

– Quer saber Renata? É sim! Você iria me atrapalhar!

– Ok, só te digo uma coisa, eu sou assim, eu vivo assim, de modo pacato e gosto disso… E eu apesar de ser mais nova que você sei muito bem o que é viver!

– Ah claro…

– O que você fez, foi falta de caráter, e eu condeno é isso! A sua falta de caráter! De assumir seus desejos!… E espero muito, que ninguém faça você passar pelo o que eu senti assim que ví essas fotos tuas…

E ela se foi, achei q iria me adicionar depois, me ligar, me pedir desculpas por me acusar de falta de caráter. Mas nada! Renata sumiu sem deixar brechas.

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