romance erótico consequencia ou destino parte 4

Consequência ou destino – parte 4

Consequência ou destino? Essa é a quarta parte do romance erótico, consequência ou destino escrito por Paula. Acompanhe essa história sobre traições e reviravoltas.

Consequência ou destino parte 4

Meses se passaram e nada, e nenhuma notícia da Renata. Anos se passaram, mulheres e mais mulheres vieram. E com uma delas eu até digo que sofri, seria castigo isso? Acredito que sim.
Se passaram 8 anos. Eu mudei, me formei e meu “ser humano” também se formou…
Não me tornei tão pacata quanto a Renata, mas preferia ficar em casa.
Sair? Só em ocasiões especiais.
As vezes pensava na Renata, no que será que ela se formou? Será que estava casada? Será que tinha se assumido? E na maioria das vezes pensava o porquê de não ter a maturidade que eu tenho agora. Acho que daríamos certo.
Meu amigo Luiz, disse que em Ouro Preto tem um ótimo carnaval, então decidi ir com meu amigo Lipe, sim, aquele que me desencaminhou da ultima furada com a Renata.
Descobri que ele é gay e ele descobriu que eu sou também, somos como irmãos e cuidamos um do outro. Eu finalmente contei pra ele sobre a historia da Renata e ele se sentiu culpado, sei que ele sente muito e que se soubesse não teria me convencido.
Chegando a Ouro Preto encontro o Luiz, o Fabio e o Wander, fiquei surpresa, não os via desde a festa LGBT que conheci a Renata. Todos estavam muito alegres, eu evitei perguntar da Renata, afinal seria dar bandeira demais, mas estava louca pra saber.
Confesso que o clima entre eu e o Fabio não era dos mais agradáveis, logico que ele na condição de melhor amigo dela, sabia com detalhes todas as merdas feitas há 8 anos atrás.
Luiz recebe uma ligação, percebo que é a Renata na linha, ele passa o endereço do restaurante onde estávamos almoçando.
Entrei em pânico, 8 anos se passaram, é muito tempo, mas eu tinha uma vergonha absurda dos atos mais absurdos ainda que cometi com aquela garota.
Que por sinal nem deve ser chamada de garota mais, se naquela época da ultima furada que eu dei, ela já tinha seus 19 anos, hoje ela estaria com 27.
Depois de alguns minutos o Wander grita o nome dela, na hora que eu me virei, eu não acreditei. O mesmo rosto lindo, aquela garotinha gordinha, tinha se tornado uma mulher linda com suas curvas, não era o exemplo de mulher com corpo saudável ainda era “fofinha” mas a mulher fofinha mais sexy que eu tinha visto em toda minha vida… Seios fartos e aquela bunda maravilhosa, o que mais mudou foi o olhar, percebi isso quando nos cumprimentamos.
Era a Renata, mas ao mesmo tempo não era. Ela estava dura, fria, seca. Eu até entendo, afinal eu fui uma idiota com ela.
O encontro era algo muito bom, todos brincando e falando das expectativas do carnaval, Renata alegre e comunicativa, menos comigo. Ela sentou na minha frente, mas não deu nenhuma palavra. O que de certo modo toda vez que Felipe tentava introduzir um conversa entre eu e ela, nunca dava certo.
Na saída do restaurante resolvi tomar uma atitude, afinal aquela situação era bem constrangedora, Renata fingia que eu nem estava alí. Eu só tinha a certeza de que ela sabia da minha existência, porque quando chegou ela me disse um oi.
– Então Renata… Você mudou.
– Pois é Camila.
– Pode me chamar de Mila.
– Prefiro te chamar de Camila.
– Ok, com o que você trabalha?
– Sou design de automóveis.
– Nossa que chik… já tem algum modelo que foi desenhado por você em circulação?
– Alguns.
– Não vai perguntar nada sobre mim?
– Não.
Aquilo foi pior do que um balde de agua fria com cubos de gelo dentro. Mas eu achei justo eu, usei aquela menina como step, como passa tempo.
Ficamos hospedadas no mesmo hotel, no primeiro dia de carnaval Renata se divertiu muito, bom eu não tanto a pressão de estar perto de Renata me deixava tensa ao ponto de não me encaixar em lugar nenhum.
Antes da nossa turma sair para mais uma noite de festas, eu distraída entrei em um quarto que não era meu. Ví umas malas no chão e escutei a voz de Renata.
– Fábio? Fábio é você?
Droga ela estava esperando o melhor amigo dela, por isso deixou a porta apenas encostada. Se eu ficasse em silêncio iria ser pior, então resolvi engrossar minha voz o quanto eu pude.
– Sim.
– Ótimo, mas olha vou demorar estou lavando a cabeça, vou depilar as axilas então você sente-se ai e relaxem.
– Ok.
Bom, sei que minha voz não foi convincente mas o barulho do chuveiro acho que me ajudou ela nem se importou com meu tom de voz.
Resolvi dar uma espiada em Renata (por favor não me julguem por isso). O box era de vidro então dava, apesar do vapor, pra ver perfeitamente alguns detalhes do corpo dela, seus seios bicos rosados, sua pele, o jeito como ela se ensaboava, fiquei ali por alguns minutos e resolvi sair dali antes que o Fábio chegasse.
A noite toda foi muito boa, apesar que ver Renata rindo com outra menina trocando olhares isso me deixava puta da vida.
Voltei mais cedo para o hotel, tomei um banho e fui me deitar. A imagem do corpo de Renata não saia da cabeça, minha memória se mesclava com o que eu tinha visto recentemente e com o que eu tinha vivido com Renata oito anos atrás, quando dei por mim estava me tocando pensando naquilo tudo.
Gozei muito e tudo que eu queria era ter a Renata, mesmo que talvez ela estivesse ficando com aquela garotinha que eu vi trocando olhares.
No dia seguinte fui até Fábio, na tentativa de pacificar a situação.
– Bom dia Fábio, posso me sentar com você?
– Senta ai.
– Cadê o resto da galera.
– Wander esta dormindo, eu acho… Luiz disse que queria conhecer melhor a cidade e saiu cedinho, já Renata disse que iria dormir fora, saiu acompanhada da Babi, uma mulher que ela conheceu ontem.
– É eu ví um climinha entre elas.
– Climinha? Elas quase pegavam fogo quando se olhavam!
– Ok, não vamos entrar nesses detalhes horríveis.
– Aqui, qual é teu problema? Não pode ver a Renata sendo feliz não? Achou que ela iria morrer depois da palhaçada que você fez?
– Não é isso, eu sei que eu fui uma canalha, a mulher mais idiota do mundo.
– Mulher não, menina! Mulher de verdade não faz o que você fez.
– Ok, eu sei que eu fui a MENINA mais idiota do mundo.
– Só que eu mudei, e eu queria muito me desculpar de verdade com ela. Fazer ela entender que aquela Camila canalha não existe mais e quem sabe assim conseguir a confiança dela, quem sabe o amor dela.
– Tantas piadas ditas em tão pouco tempo, eu não sei em que mundo você vive, mas a Renata pode até te perdoar, mas ficar com você? De novo? Só na próxima encarnação!
– Convença ela a falar comigo? Eu te imploro!
– Nem morto, eu quero o bem dela!
– Eu faço o que você quiser!
– Credo, não quero nada não… eu vou falar com ela, porque eu acho que vai ser até bom pra ela deixar de ser a pessoa amargurada que ela se tornou… Mas vai por mim, sem chances de algum envolvimento sentimental.
– Só umas horas de conversa, é só isso que eu quero.
De onde estávamos pude ver Renata chegando, vendo Fábio na mesa ela apenas acenou e fez um sinal dizendo que iria dormir.
Depois de dois dias de festa, o carnaval acabava e como Fabio não me deu uma resposta sobre convencer Renata a falar comigo, decidi eu mesma falar. Fiquei de olho no corredor do hotel esperando ela chegar.
– Preciso falar com você Renata.
– Que susto garota! De onde você saiu?
– Estava esperando você chegar.
– Por que?
– Eu queria te pedir desculpas pelo passado, dizer que eu mudei… Eu sou uma pessoa melhor do que aquela Camila que te tratou muito mal.
– Fico feliz por você, as pessoas mudam.
– Sim eu também fico feliz por mim, mas eu queria ter a chance de te provar que eu sou uma pessoa melhor.
– Que tipo de chance?
– Eu quero ficar com você! Eu quero namorar com você.
– Ok, eu vou entrar porque você deve estar tonta.
– Não!
Segurei em seu braço impedindo que ela entrasse em seu quarto.
– Camila é melhor você me soltar. Agora!
Soltei-a, afinal essa minha ação só piorava as coisas.
– Desculpa, eu…
– Olha, eu te suportei o carnaval inteiro, eu não sinto nada por você, nem raiva, nem amor. Não vou mentir eu já senti… ambas as coisas e por um bom tempo, mas eu não sinto mais.
Fico feliz de você ter mudado, mas eu e você não dá.
– É aquela menina? A do carnaval?
– Por que me diz isso?
– E esse seu colarzinho cheio de corações foi ela que te deu?
– Não te interessa.
– Me interessa sim que eu te amo!
– Não você não me ama, você nunca me amou e esse colar era a tal ‘’coisa” que eu mencionei que tinha comprado pra te dar, o tal presente de oito anos atrás… Sabe Camila, eu pensei muito em jogar isso no rio, ou em qualquer lugar. Mas como eu comprei para você simbolizando meu coração que eu queria te dar… Eu pensei bem e se é meu coração eu não iria jogar fora e desde então eu uso ele. E sempre vou usar.
– Eu iria amar usá-lo.
– Mas é meu coração e dele eu cuido. A propósito, da próxima vez que entrar no meu quarto sem avisar eu chamo o gerente do hotel, a polícia, o papa…
– Do que você está falando? – disse tentando disfarçar.
– Você sabe do que eu estou falando… Sua voz de homem precisava ser mais convincente. Agora se me der licença, preciso descansar.
Apenas a soltei em silencio, e me retirei o carnaval acabou e eu voltei para visitar minha família.

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