Consequência ou destino

Consequência ou destino? quando duas vidas se cruzam, nem sempre as coisas acontecem como a gente espera e o resultado inesperado, nem sempre agrada a todos.

Mila, vamos! O Marquinho já está nos esperando lá no posto!

– Calma, Breno! – Gritei descendo as escadas correndo antes que meu amigo me tirasse a força do apartamento dele.

Me chamo Camila, mas meus amigos me chamam de Mila, sou negra, tenho 1.65 de altura, cabelos na altura do ombro, seios grandes e bumbum empinado e grande. Coloquei um vestido preto daqueles que marcam bem o corpo, um salto alto e estava pronta.

Sou natural de Tiradentes/MG, mas atualmente moro em Juiz de Fora/MG, faço faculdade de Engenharia e moro em uma casa com mais duas meninas. Quando soube de uma festa LGBT perto de minha cidade natal, achei o máximo! Poderia rever meus amigos e depois ir pra casa dos meus pais e ser a menininha do papai estudiosa, comportada e hétero como eles acham que eu sou.

Encontramos um amigo meu, o Luiz, que também chamou um grupo de amigos dele de outra cidade pra fazermos uma pré-festa. Quando chegamos ao posto, vi meu amigo que há muito tempo não via. Ele estava com um amigo fotógrafo que se chama Fábio, um chef de cozinha que se chama Wander e a sua mais nova amiga, a Renata. Renata é uma menina linda!, branquinha, loira, olhos verdes, boca carnuda, deve ter a mesma altura que eu. Tinha seios fartos e uma bunda linda e muito grande, o corpo dela é bonito, é uma gordinha muito sensual. Ela usava uma calça jeans, uma sapatilha e uma blusa vermelha mais soltinha, deixando a alça do seu top à mostra. Eu e Renata conversamos pouco, mas pelo que peguei da conversa, era a primeira festa LGBT dela. Ao que parecia, ela estava ficando com uma menina e essa menina conheceu uma amiga da Renata, e trocou-a por essa amiga. Todos os amigos gays a produziram só pra ela arrasar na festa, para que ela mostrasse às duas traíras o quanto ela estava bem e recuperada da rasteira que deram nela.

– Animada? – Eu perguntei – Acho que sim… Não sei. Estou meio nervosa, curiosa…
– É muito legal! Qual sua idade?
– Tenho 18 anos e você?
– 24 aninhos… Você é muito bonita, tenho certeza de que vão ficar babando por você!
– Agradeço a sua gentileza.
– Gentileza? Meu Deus, quanto tempo não escuto essa palavra! – eu disse rindo. Senti que ela ficou vermelha, mas não foi de uma forma boa…
– Mila, minha amiga tem esse jeito “retrô” de ser… Mas ela não é um ET pra se espantar assim – disse Fábio tentando contornar as coisas, mas daí quem ficou vermelha fui eu.
– Desculpa, Renata.
– Não precisa se desculpar. Chegando na festa, eu me separei da turma e fui dar uma volta. Tinha muita mulher linda e é claro que eu não perdi tempo. Fiquei com uma garota encantadora! Só não me lembro o nome, mas acho que nem perguntei. Fiquei olhando a Renata de longe e ela me surpreendeu, ela simplesmente estava arrasando na pista, comecei a ficar hipnotizada naquele rebolado. Percebi que ela não estava consumido nenhuma bebida alcoólica, apenas água. Vi meninas chegando nela e ela sempre sorrindo, mas não ficando com ninguém! Fui me reaproximando da turma, assim como quem não queria nada… E sempre dançando aonde ela pudesse me ver, sempre olhando ela. Vê-la dançando me deixou bem excitada, não resisti e fui dançar mais pertinho dela, ou melhor, fui dançar colada nela.
– Você dança bem, dona Renata! – disse para puxar conversa.
– Sério? – ela perguntou espantada.
– Claro! Qual é o segredo?
– Não sei, mas você também dança muito bem!
– Você está arrasando! Tantas meninas chegaram em você, e você não quis… É tão difícil assim? – perguntei ansiando pela resposta.
– Não é isso… – disse ela sem graça.
– Gosta ainda daquela garota que está aqui na festa?
– Não!
– Tem certeza?
– Absoluta, é que eu não curto sair beijando nas festas, eu vim aqui pra me divertir, pra me distrair e se rolar de ficar, que seja com uma só.
– Você ficaria comigo? – arrisquei. Ela arregalou os olhos, ficou extremamente envergonhada, mas deu um sorriso e me deu um selinho. Era o que eu precisava pra agarrar aquela loirinha. Segurei em sua cintura e beijei-a ali mesmo! Percebi que nossos amigos começaram a gritar, mas nem me importei, porque enquanto isso nossas bocas pareciam estar grudadas. Sua mão no meu rosto e a sua língua dentro da minha boca faziam mágica com meus instintos…
– Vem comigo! – Como já tinha ido a outras festas LGBT naquele lugar, sabia bem os lugares onde poderíamos ficar bem à vontade, então a sequestrei (no bom sentido, é claro).
– Quer comprar bebida, Mila? – perguntou ela inocente.
– Não, quero ficar sozinha com você, vem!
– Mas e o pessoal? E se a gente se perder?
– Prometo que não vamos demorar. Ela avisou pro Fábio que estaria comigo e fomos até um bosque bem afastado do local. Eu a encostei em uma árvore e comecei a beijá-la e a roçar meu corpo no dela…
– Mila, se alguém nos ver, vai ser uma vergonha – ela disse ofegante.
– Relaxa, tenha certeza de que aqui ninguém nos verá. E mesmo se nos vissem, não seremos as únicas a estarmos num cantinho aproveitando a vida. Ela me beijou e me puxo pra perto de si, eu louca de desejo, comecei a sugar sua língua e ouvi leves gemidos… Tirei a blusa dela, e levantei seu top, e comecei a mamar naqueles seios grandes e lindos, pele macia, biquinho dos seios rosados e, quanto mais eu mamava, mais ela contorcia… Abri sua calça, mandei ela abrir as pernas e senti aquela bucetinha molhadinha… Fiquei brincando com meu dedo enquanto sugava seus seios. Eu não conseguia parar, eram deliciosos demais… E o gemidinho dela era música para os meus ouvidos. Enfiei dois dedos nela e senti ela retorcer de tesão, não tive dó e comi ela ali mesmo, apertei seu corpo no tronco da árvore, puxei seu cabelo pro lado e comecei a lamber a orelha dela, a falar besteiras em seu ouvido, enquanto meus dedos fodiam ela bem gostoso. E só com aqueles gemidos, foi inevitável, eu gozei. E acelerei bem o ritmo daquela foda, até ela gozar nos meus dedos…
– Delícia, loirinha… – Eu nunca achei que fosse capaz de fazer isso, assim correndo risco de alguém ver. – Coloque sua blusa, vamos encontrar com o pessoal, aposto que estão no mesmo lugar. – Ei, espera – ela disse quando estávamos saindo. – O quê? – Eu adorei – Ela disse me abraçando como se fosse uma criança que ganhou um presente. Voltamos pra pista e eu fui buscar cerveja pra mim e ela voltou pra perto do pessoal. Levei uma cerveja pra ela e vi ela dançando com seus amigos. – Loirinha, toma, peguei pra você. – Ah, obrigada, mas eu não tomo cerveja e nem nada alcoólico. – Pena, não sabe o que está perdendo, eu vou beber a sua então. Bebi e dançamos um pouco, até que eu cansei de ficar ali, e fiquei pensando em um jeito de dar uma nova fugida. – Vou ao banheiro, Renata, já volto – eu disse usando como desculpa. – Quer que eu vá contigo? – ela disse oferecendo companhia. – Não, imagina, fica aí dançando que eu já venho. Dando uma volta pela festa encontrei um ex “rolo” meu e acabou que fiquei com ela, ali dançando e beijando. Até que a menina que eu estava ficando disse que tinha alguém me chamando, quando eu olho pra trás estava toda a turma me olhando, inclusive a Renata. Ela estava com uma carinha de choro e todo mundo me encarando como se eu fosse a pior pessoa do mundo. Fiquei sem reação, mesmo quando seu amigo Fábio se aproximou de mim. – Desculpa te atrapalhar, só viemos pra avisar que seu amigo passou mal e estamos indo levá-lo pra casa. De lá, já vamos embora. – Ele vomitou? – eu perguntei. – Sim. – Fábio, por que vocês não me esperaram lá? Eu estava ficando com a Renata! – Olha aqui, o dona gostosona. Primeiro, minha amiga não é um produto que se usa e depois se esquece em um canto. Segundo, a turma inteira percebeu sua jogadinha de mestra! Mas seu amigo passou mal, íamos deixá-lo vomitando no banheiro até você voltar com uma desculpa esfarrapada? – Tem razão. Fui caminhando sem jeito até meu amigo e a Renata, que estava olhando pra baixo. Perguntei pra ele o que tinha acontecido, e resolvi ir embora com eles, afinal com quem eu voltaria? Estávamos em dois carros, e eu fui atrás com a Renata sem ela olhar na minha cara. – Você está calada. Cansada? – Estou sim, Camila – ela disse fria. – Camila? Me Chame de Mila, como todo mundo. – Prefiro te chamar de Camila. – Hum, olha, me desculpa, eu fui com intenção de ir e voltar do banheiro, só que aquela menina me pegou de papo… E me seduziu, eu acabei… – Acabou levando ela pra um lugar afastado? Ou não deu tempo? – Melhor nos falarmos em outra hora… Só estou tentando concertar as coisas. – Relaxa. Não nos falamos mais naquele dia, fiquei no apartamento enquanto eles foram dormir na casa do Luiz e de lá seguiram viagem.- Mila, vamos! O Marquinho já está nos esperando lá no posto!
– Calma, Breno! – Gritei descendo as escadas correndo antes que meu amigo me tirasse a força do apartamento dele.
Me chamo Camila, mas meus amigos me chamam de Mila, sou negra, tenho 1.65 de altura, cabelos na altura do ombro, seios grandes e bumbum empinado e grande. Coloquei um vestido preto daqueles que marcam bem o corpo, um salto alto e estava pronta.
Sou natural de Tiradentes/MG, mas atualmente moro em Juiz de Fora/MG, faço faculdade de Engenharia e moro em uma casa com mais duas meninas.
Quando soube de uma festa LGBT perto de minha cidade natal, achei o máximo! Poderia rever meus amigos e depois ir pra casa dos meus pais e ser a menininha do papai estudiosa, comportada e hétero como eles acham que eu sou.
Encontramos um amigo meu, o Luiz, que também chamou um grupo de amigos dele de outra cidade pra fazermos uma pré-festa.
Quando chegamos ao posto, vi meu amigo que há muito tempo não via. Ele estava com um amigo fotógrafo que se chama Fábio, um chef de cozinha que se chama Wander e a sua mais nova amiga, a Renata.
Renata é uma menina linda!, branquinha, loira, olhos verdes, boca carnuda, deve ter a mesma altura que eu. Tinha seios fartos e uma bunda linda e muito grande, o corpo dela é bonito, é uma gordinha muito sensual. Ela usava uma calça jeans, uma sapatilha e uma blusa vermelha mais soltinha, deixando a alça do seu top à mostra.
Eu e Renata conversamos pouco, mas pelo que peguei da conversa, era a primeira festa LGBT dela. Ao que parecia, ela estava ficando com uma menina e essa menina conheceu uma amiga da Renata, e trocou-a por essa amiga.
Todos os amigos gays a produziram só pra ela arrasar na festa, para que ela mostrasse às duas traíras o quanto ela estava bem e recuperada da rasteira que deram nela.

– Animada? – Eu perguntei
– Acho que sim… Não sei. Estou meio nervosa, curiosa…
– É muito legal! Qual sua idade?
– Tenho 18 anos e você?
– 24 aninhos… Você é muito bonita, tenho certeza de que vão ficar babando por você!
– Agradeço a sua gentileza.
– Gentileza? Meu Deus, quanto tempo não escuto essa palavra! – eu disse rindo. Senti que ela ficou vermelha, mas não foi de uma forma boa…
– Mila, minha amiga tem esse jeito “retrô” de ser… Mas ela não é um ET pra se espantar assim – disse Fábio tentando contornar as coisas, mas daí quem ficou vermelha fui eu.
– Desculpa, Renata.
– Não precisa se desculpar.

Chegando na festa, eu me separei da turma e fui dar uma volta. Tinha muita mulher linda e é claro que eu não perdi tempo. Fiquei com uma garota encantadora! Só não me lembro o nome, mas acho que nem perguntei.
Fiquei olhando a Renata de longe e ela me surpreendeu, ela simplesmente estava arrasando na pista, comecei a ficar hipnotizada naquele rebolado.
Percebi que ela não estava consumido nenhuma bebida alcoólica, apenas água.
Vi meninas chegando nela e ela sempre sorrindo, mas não ficando com ninguém!
Fui me reaproximando da turma, assim como quem não queria nada… E sempre dançando aonde ela pudesse me ver, sempre olhando ela. Vê-la dançando me deixou bem excitada, não resisti e fui dançar mais pertinho dela, ou melhor, fui dançar colada nela.

– Você dança bem, dona Renata! – disse para puxar conversa.
– Sério? – ela perguntou espantada.
– Claro! Qual é o segredo?
– Não sei, mas você também dança muito bem!
– Você está arrasando! Tantas meninas chegaram em você, e você não quis… É tão difícil assim? – perguntei ansiando pela resposta.
– Não é isso… – disse ela sem graça.
– Gosta ainda daquela garota que está aqui na festa?
– Não!
– Tem certeza?
– Absoluta, é que eu não curto sair beijando nas festas, eu vim aqui pra me divertir, pra me distrair e se rolar de ficar, que seja com uma só.
– Você ficaria comigo? – arrisquei.

Ela arregalou os olhos, ficou extremamente envergonhada, mas deu um sorriso e me deu um selinho. Era o que eu precisava pra agarrar aquela loirinha.
Segurei em sua cintura e beijei-a ali mesmo! Percebi que nossos amigos começaram a gritar, mas nem me importei, porque enquanto isso nossas bocas pareciam estar grudadas.
Sua mão no meu rosto e a sua língua dentro da minha boca faziam mágica com meus instintos…

– Vem comigo! – Como já tinha ido a outras festas LGBT naquele lugar, sabia bem os lugares onde poderíamos ficar bem à vontade, então a sequestrei (no bom sentido, é claro).
– Quer comprar bebida, Mila? – perguntou ela inocente.
– Não, quero ficar sozinha com você, vem!
– Mas e o pessoal? E se a gente se perder?
– Prometo que não vamos demorar.
Ela avisou pro Fábio que estaria comigo e fomos até um bosque bem afastado do local. Eu a encostei em uma árvore e comecei a beijá-la e a roçar meu corpo no dela…
– Mila, se alguém nos ver, vai ser uma vergonha – ela disse ofegante.
– Relaxa, tenha certeza de que aqui ninguém nos verá. E mesmo se nos vissem, não seremos as únicas a estarmos num cantinho aproveitando a vida.

Ela me beijou e me puxo pra perto de si, eu louca de desejo, comecei a sugar sua língua e ouvi leves gemidos…
Tirei a blusa dela, e levantei seu top, e comecei a mamar naqueles seios grandes e lindos, pele macia, biquinho dos seios rosados e, quanto mais eu mamava, mais ela contorcia…
Abri sua calça, mandei ela abrir as pernas e senti aquela bucetinha molhadinha… Fiquei brincando com meu dedo enquanto sugava seus seios. Eu não conseguia parar, eram deliciosos demais… E o gemidinho dela era música para os meus ouvidos.
Enfiei dois dedos nela e senti ela retorcer de tesão, não tive dó e comi ela ali mesmo, apertei seu corpo no tronco da árvore, puxei seu cabelo pro lado e comecei a lamber a orelha dela, a falar besteiras em seu ouvido, enquanto meus dedos fodiam ela bem gostoso.
E só com aqueles gemidos, foi inevitável, eu gozei.
E acelerei bem o ritmo daquela foda, até ela gozar nos meus dedos…

– Delícia, loirinha…
– Eu nunca achei que fosse capaz de fazer isso, assim correndo risco de alguém ver.
– Coloque sua blusa, vamos encontrar com o pessoal, aposto que estão no mesmo lugar.
– Ei, espera – ela disse quando estávamos saindo.
– O quê?
– Eu adorei – Ela disse me abraçando como se fosse uma criança que ganhou um presente.
Voltamos pra pista e eu fui buscar cerveja pra mim e ela voltou pra perto do pessoal. Levei uma cerveja pra ela e vi ela dançando com seus amigos.
– Loirinha, toma, peguei pra você.
– Ah, obrigada, mas eu não tomo cerveja e nem nada alcoólico.
– Pena, não sabe o que está perdendo, eu vou beber a sua então.
Bebi e dançamos um pouco, até que eu cansei de ficar ali, e fiquei pensando em um jeito de dar uma nova fugida.
– Vou ao banheiro, Renata, já volto – eu disse usando como desculpa.
– Quer que eu vá contigo? – ela disse oferecendo companhia.
– Não, imagina, fica aí dançando que eu já venho.
Dando uma volta pela festa encontrei um ex “rolo” meu e acabou que fiquei com ela, ali dançando e beijando.
Até que a menina que eu estava ficando disse que tinha alguém me chamando, quando eu olho pra trás estava toda a turma me olhando, inclusive a Renata.
Ela estava com uma carinha de choro e todo mundo me encarando como se eu fosse a pior pessoa do mundo.
Fiquei sem reação, mesmo quando seu amigo Fábio se aproximou de mim.
– Desculpa te atrapalhar, só viemos pra avisar que seu amigo passou mal e estamos indo levá-lo pra casa. De lá, já vamos embora.
– Ele vomitou? – eu perguntei.
– Sim.
– Fábio, por que vocês não me esperaram lá? Eu estava ficando com a Renata!
– Olha aqui, o dona gostosona. Primeiro, minha amiga não é um produto que se usa e depois se esquece em um canto. Segundo, a turma inteira percebeu sua jogadinha de mestra! Mas seu amigo passou mal, íamos deixá-lo vomitando no banheiro até você voltar com uma desculpa esfarrapada?
– Tem razão.
Fui caminhando sem jeito até meu amigo e a Renata, que estava olhando pra baixo. Perguntei pra ele o que tinha acontecido, e resolvi ir embora com eles, afinal com quem eu voltaria?
Estávamos em dois carros, e eu fui atrás com a Renata sem ela olhar na minha cara.
– Você está calada. Cansada?
– Estou sim, Camila – ela disse fria.
– Camila? Me Chame de Mila, como todo mundo.
– Prefiro te chamar de Camila.
– Hum, olha, me desculpa, eu fui com intenção de ir e voltar do banheiro, só que aquela menina me pegou de papo… E me seduziu, eu acabei…
– Acabou levando ela pra um lugar afastado? Ou não deu tempo?
– Melhor nos falarmos em outra hora… Só estou tentando consertar as coisas.
– Relaxa.
Não nos falamos mais naquele dia, fiquei no apartamento enquanto eles foram dormir na casa do Luiz e de lá seguiram viagem.
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Naquela noite, escutei muito dos meus amigos. Me chamaram de insensível, comedora de mulheres, de indelicada. Eu sabia que eles estavam certos, mas fiquei preocupada comigo, nunca fui de me amarrar em menina nenhuma, mas sentia que a Renata era algo diferente.

Às vezes, eu lembrava do seu sorriso, do seu cheiro, da forma carinhosa que ela me tratou, daquele abraço apertado que ela me deu depois de transarmos.

Eu sei que é muita cara de pau, mas solicitei a amizade dela em uma rede social. Depois de umas duas semanas, recebi uma mensagem dizendo que ela tinha aceitado o pedido.
Vasculhei as fotos dela, reafirmei o quanto ela era bonita, percebi que seu senso de humor era incrível! E todas as suas postagens, eu curtia, suas fotos, eu também curtia.

Vi muitas vezes ela online e nada de conversar comigo.

Passaram-se meses, até que em um fim de semana por um milagre fiquei em casa, e a vi online.

– Oi, Renata!

– Oi!

– Tudo bem?

– Sim e você?

– Bem, mande um abraço para o Fábio e o Wander.

– Ok, mando sim.

Como vocês podem perceber, ela estava uma pedra de gelo comigo. Optei pela tática de começar do zero, sermos amigas. Depois de uns meses, funcionou, conversávamos, ríamos e brincávamos muito uma com a outra.

Certo dia, confidenciei a ela que sentia seu cheiro sempre. Ela, a princípio, ficou sem ter o que dizer, então emendei, explicando pra ela que me sentia muito mal com o que eu tinha feito, que, se ela deixasse, eu poderia mostrar que era uma pessoa que poderia fazer ela feliz.

Começamos com conversas picantes ao longo dos dias, era gostoso estar com ela através do Skype, não fazíamos sexo, apenas tínhamos conversas maliciosas.

Renata era uma menina romântica, não que ela me dissesse, na verdade, nem precisa dizer. Ela achava pejorativo dizer “transar”, ela dizia que o certo é “fazer amor”.

Numa sexta-feira, conversando à noite pelo Skype, ela disse que iria jantar na casa de sua avó, que ia desligar para ela poder se trocar. Óbvio que eu não deixei! Ela, muito esperta, se trocou com a câmera ligada. Ela agachou, virou… Mostrou detalhes da sua calcinha de renda…

Eu fui ficando louca com aquilo, minha vontade era de passar por aquele computador e jogar ela em sua cama. Quando ela veio se despedir de mim, eu fiz questão de dizer, que quando ela voltasse eu estaria ali, esperando.

Nessas horas que ela estava com sua família, fiquei pensando que era até divertido e fofo estar flertando com uma menina tão romântica. Apesar de não ser meu perfil, ela mexia comigo.

Era uma ótima menina, trabalhadora, boa amiga, filha, boa aluna e era muito sensual, coisa que eu admirava extremamente, pois falta muita autoestima em mulheres gordinhas.
Mas ela sabia como seduzir, sabia usar seu charme, usar suas curvas a seu favor.

Quando ela voltou, nos falamos um pouco até seus pais irem dormir. Quando já estava de madrugada eu disse que ligaria pra ela… Que seria melhor pra conversar.

– Oi, anjo, achou o fone do celular?

– Oi, loirinha, achei, preciso ser mais organizada como você.

– É verdade e não me venha com a desculpa de que a vida de universitária e blá blá blá… Apagando as luzes aqui…

– Humm… Wstamos no escurinho só eu e você? – perguntei.

– Sim…

– O que você está vestindo? – eu precisava dos detalhes para imaginar.

– Um pijaminha do Mickey, nada sexy.

– Você fica sexy de qualquer jeito, mas e se você tirar ele?

– Hummm, pode ser, você tira sua camisola?

– Tiro sim… – respondi, mas ela nem precisava pedi.

– Prontinho, sem pijama!

– Também já tirei minha camisola, tem mais alguma peça de roupa? – perguntei.

– Claro! Você não? – disse ela espantada.

– Não, durmo somente de camisola, sem calcinha e sem sutiã. Por que não faz como eu? Tira pra mim sua calcinha e o sutiã.

Senti a respiração dela mudar, como quem começava a se excitar com aquilo.
– Prontinho.

– Como eu queria estar aí com você, só pra te encher de beijo.

– Então vem – ela disse.

– Quem me dera, mas façamos o seguinte: use suas mãos pra fazer o que eu faria contigo, prometo fazer o mesmo aqui.

– Feche seus olhos, me imagine perto de você, passando minha língua em seu pescoço, mordendo sua orelha… Sente minha mão apertando seus seios.

– Humm, delícia, Rê…

– De repente, já estou em cima de você, sugando seus seios, sentindo seu corpo, apertando você para bem pertinho de mim – eu dizia enquanto me tocava.

– Ai, que vontade de te morder…

– Abre suas pernas pra mim? Deixa eu sentir seu gosto?

– Deixo…

Estava com uma das minhas mãos em meu seio, a outra já estava sentindo todo aquele tesão, estava completamente molhada, com as coisas que ela me dizia.

Coisas que se estivesse ali, estaria fazendo.

– Minha buceta está toda encharcada, meu anjo… Vem aqui?

– A minha também! Que vontade de sugar e chupar você… O que você está fazendo com sua mão, hein?!

– Nada demais, só mexendo no meu grelinho e sentindo ficar durinho…

– Safada! E se a gente se tocar juntas? Até gozar?

– Queria muito gozar na sua boca…

Senti sua respiração ficar mais ofegante, seus gemidos vieram… Os meus também.

– Vai, loirinha safada! Aumenta a velocidade, vai… Geme pra mim.

E a noite toda foi assim, ficamos até as 5 da manhã, recuperávamos o fôlego e recomeçávamos. Mesmo distantes, ela me fazia gozar como nenhuma outra.

Semanas foram passando e a aproximação era inevitável. Às vezes sentia ela brava quando mencionava que estava indo pra alguma festa, algum carnaval fora de época. Mas, mesmo assim, eu ia!

Vocês devem estar se perguntando se eu nunca a chamei para as festas que eu ia. Lógico que não! Eu sou amante da liberdade, da solteirice. Se ela fosse, iria estragar a festa. Pelo menos, a minha festa.

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E não vou mentir, quando eu ia pra balada eu ficava com outras por lá. Enquanto isso a Renata na sua cidade, vivendo sua pacata vida de trabalho, estudos e família. Sempre saia pouco, e nada de muita zoeira.

Isso me incomodava. Afinal, quando é que aquela menina iria começar a viver?

Mas ao mesmo tempo era bom, porque eu sabia que poderia ligar a qualquer hora, mesmo na madrugada dos fins de semana, que ela me atenderia e também iria satisfazer meus desejos.

Veja bem, eu não achava que estava usando ela, apenas, compartilhávamos alguns momentos juntas. Era confuso pra mim no dia a dia, pois ela me dava bom dia, me contava coisas boas do seu dia, se preocupava comigo e sempre me dava apoio.

E eu ficava por entender, ao mesmo tempo em que eu achava aquilo ótimo.
Depois de algum tempo assim, ela me contou que viria pra uma conferência numa cidade ao lado de Juiz de Fora.

Eu achei aquilo ótimo, seria uma chance de poder ter aquela delícia, de ter ela com mais calma. Ela viria com uma equipe do trabalho, mas a noite poderia dormir comigo. Estava tudo combinado.
Os programas românticos eu deixei por conta dela, obvio. Ela me disse que tinha algo pra me contar e que tinha comprado uma coisa pra mim. Mas não quis me dizer o que era, e eu morrendo de curiosidade.

Eu também comprei algo pra ela, uma lingerie, era usar com ela. Até que finalmente o dia chegou, já tínhamos nos falado e ela estava na conferência, assim que o evento acabasse ela iria me ligar para que eu fosse busca-la, até porque no dia seguinte ela teria que estar lá ás nove da manhã para o mesmo evento.

Quando eu estava arrumando a casa para deixar tudo pronto, o meu telefone tocou, era um amigo, o Felipe.

– Eai nega? Que vai fazer hoje?

– Oi Lipe, então acho que vou receber uma visita, uma amiga minha vai vir aqui.

– Ótimo me apresenta?

– Ela namora…

– Pena, poxa sabe a turma de direito lá da faculdade? Então vai ter uma festa na casa do Eduardo, cheio de gente bonita, bebida na faixa! Precisa nem fazer vaquinha ele vai bancar tudo!
– Não brinca! Bebida de graça? Bom demais! Mas não posso ir.

– Há nega, para meu! Essa mina ai não tem lugar pra ficar não? Tem que ser você pra hospedar?

– Não Lipe, é que ela está vindo de uma conferência, ela teria onde ficar, mas eu já tinha marcado. Ela curte muito esse tipo de festa. Ela é caretinha, nem bebe!

– Puta que pariu, fala pra ela que não é convento não!

– É foda!

– Aqui, despensa a freira, sei que você está louca pra vir, sei que você é ótima de inventar desculpas, vai enrolar ela direito, ás 21h te pego. Beijos nega!

Que encruzilhada, ou teria uma noite romântica e sossegada, ou iria pra uma máster festa?

Horas se passaram até ela ligar novamente.

– Oi anjo! Pode vir me buscar?

– Oh minha linda, aconteceu um problema, um amigo meu sofreu um acidente e eu vou ter que ficar com ele no hospital.

– Nossa que chato! Acidente de que?

– Moto, está bem mal e não tem ninguém por ele aqui, então sobrou pra mim.

– Quer que eu fique lá contigo?

– Imagina Renata! O dia foi cansativo, você precisa relaxar e não passar a noite numa cadeira de hospital comigo.

– Olha, não me importo, claro que não está saindo como eu queria, mas o que eu mais queria era te ver, então, eu podendo segurar sua mão, te olhar é oque importa.

– Que linda, mas não posso judiar de você.

– Bom então eu vou correr, falar com meus amigos dizendo que eu decidi ir pro hotel com eles. Acho que vamos sair pra conhecer a cidade. Mas se precisar pode ligar ok?

– Ok linda, mas não vou te atrapalhar. Beijão, estou morrendo de saudades!

– Eu também estou meu anjo, fique com Deus, tchau.

No fundo fiquei mexida, ela me entendeu e me apoio mesmo que os planos dela tivessem sido estragados e nós moramos no mesmo estado, mas mesmo assim é longe, nem sabia quando essa oportunidade iria surgir de novo.

Fui a festa. Me diverti, bebi muito e Dancei bastante. As vezes ela ligava mas eu não atendia.
Fiquei com duas meninas bem legais e naquele momento eu achava que estava certíssima das minhas escolhas e que nunca a Renata iria saber disso.

No dia seguinte a ressaca era tanta que eu acordei com o dia anoitecendo.
Percebi que tinha muitas ligações, muitas mensagens e comecei a ler:

“Oi anjo, morri de saudades de você, desculpa ligar ontem, foi a força do habito.
Beijão, como seu amigo está? Dê noticias quando puder.”

“Conferencia terminada, foi muito bom! Só não foi melhor porque não te ví, será que não dá tempo de você vir aqui? O pessoal decidiu almoçar por aqui antes de pegar a estrada, vem me ver anjo?.”

“Oi anjo, estou preocupada, acabaram teus créditos? Me de um toque a cobrar que eu te retorno, daqui 20mim pego a estrada ai não terei sinal da operadora.”

“Voltando pra casa, Beijos.”

“Oi, acabei de chegar! tudo bem graças a Deus, vou ficar online aqui no Facebook, dê noticias. Beijão”

“Acho que entendi bem o hospital que seu amigo estava, sabe de uma coisa Camila? Quando se tira fotos em festas, as pessoas publicam no Facebook, e ainda marcam cada pessoa que estava na foto. Mentira tem perna curta, não sabia?

Dei um pulo da cama e peguei o notebook, me marcaram em todas as fotos da festa, todas! Desde as da galera, ou com alguém.

Ví o ícone dela online, esperei um tempo pra ver se ela me chamava e nada. Resolvi tomar a iniciativa, sabia que eu iria escutar.

– Desculpa! – foi a primeira coisa que disse, antes de qualquer coisa.

– Vai se ferrar!

– Calma loirinha.

– Nunca mais me chama de loirinha!

– Eu errei, mas era uma festa super legal!

– E eu não sou legal?

– Não é isso… o Lipe insistiu.

– Vai você e o Lipe tomar no cú!, você acha o que?

– Olha você não tem o direito de falar assim do meu amigo!

– E você tem direito de brincar com meus sentimentos? Alimentar sonhos? Fantasias?… Meu Deus como eu fui burra! Fui idiota em achar que você não me deixaria de reserva…

– Eu gosto de sair! Você sabe disso!

– Me diga então quantas meninas você ficou?

– Nenhuma!

– Pelo amor de Deus não minta mais do que você já mentiu.

– Duas.

– E pensar que eu tinha preparado tudo pra nossa noite de amor.

– Eu só adiei uma transa!

– Pra você poderia ser uma transa, pra mim não!

– Ninguém usa esse seu dialeto! Ninguém usa “fazer amor”.

– Eu não sei ser de outra forma! Eu sou assim! Pacata! Na minha.

– Ou seja, anormal! que não gosta de beber e farrear.

– Se você tivesse me chamado! Eu iria contigo! Importava era da junto de você, não ia ser meu programa predileto, mas eu iria!

– Pra que? Pra ficar num canto enquanto eu bebia com meus amigos?

– Acredite eu sei me portar nestes ambientes, e eu iria me divertir, pelo menos tentar por você!

– Você não iria.

– Entendi, eu iria te atrapalhar não é?

– Quer saber Renata? É sim! Você iria me atrapalhar!

– Ok, só te digo uma coisa, eu sou assim, eu vivo assim, de modo pacato e gosto disso… E eu apesar de ser mais nova que você sei muito bem o que é viver!

– Ah claro…

– O que você fez, foi falta de caráter, e eu condeno é isso! A sua falta de caráter! De assumir seus desejos!… E espero muito, que ninguém faça você passar pelo o que eu senti assim que ví essas fotos tuas…

E ela se foi, achei q iria me adicionar depois, me ligar, me pedir desculpas por me acusar de falta de caráter. Mas nada! Renata sumiu sem deixar brechas.

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Meses se passaram e nada, e nenhuma notícia da Renata. Anos se passaram, mulheres e mais mulheres vieram. E com uma delas eu até digo que sofri, seria castigo isso? Acredito que sim.
Se passaram 8 anos. Eu mudei, me formei e meu “ser humano” também se formou…
Não me tornei tão pacata quanto a Renata, mas preferia ficar em casa.
Sair? Só em ocasiões especiais.
As vezes pensava na Renata, no que será que ela se formou? Será que estava casada? Será que tinha se assumido? E na maioria das vezes pensava o porquê de não ter a maturidade que eu tenho agora. Acho que daríamos certo.
Meu amigo Luiz, disse que em Ouro Preto tem um ótimo carnaval, então decidi ir com meu amigo Lipe, sim, aquele que me desencaminhou da ultima furada com a Renata.
Descobri que ele é gay e ele descobriu que eu sou também, somos como irmãos e cuidamos um do outro. Eu finalmente contei pra ele sobre a historia da Renata e ele se sentiu culpado, sei que ele sente muito e que se soubesse não teria me convencido.
Chegando a Ouro Preto encontro o Luiz, o Fabio e o Wander, fiquei surpresa, não os via desde a festa LGBT que conheci a Renata. Todos estavam muito alegres, eu evitei perguntar da Renata, afinal seria dar bandeira demais, mas estava louca pra saber.
Confesso que o clima entre eu e o Fabio não era dos mais agradáveis, logico que ele na condição de melhor amigo dela, sabia com detalhes todas as merdas feitas há 8 anos atrás.
Luiz recebe uma ligação, percebo que é a Renata na linha, ele passa o endereço do restaurante onde estávamos almoçando.
Entrei em pânico, 8 anos se passaram, é muito tempo, mas eu tinha uma vergonha absurda dos atos mais absurdos ainda que cometi com aquela garota.
Que por sinal nem deve ser chamada de garota mais, se naquela época da ultima furada que eu dei, ela já tinha seus 19 anos, hoje ela estaria com 27.
Depois de alguns minutos o Wander grita o nome dela, na hora que eu me virei, eu não acreditei. O mesmo rosto lindo, aquela garotinha gordinha, tinha se tornado uma mulher linda com suas curvas, não era o exemplo de mulher com corpo saudável ainda era “fofinha” mas a mulher fofinha mais sexy que eu tinha visto em toda minha vida… Seios fartos e aquela bunda maravilhosa, o que mais mudou foi o olhar, percebi isso quando nos cumprimentamos.
Era a Renata, mas ao mesmo tempo não era. Ela estava dura, fria, seca. Eu até entendo, afinal eu fui uma idiota com ela.
O encontro era algo muito bom, todos brincando e falando das expectativas do carnaval, Renata alegre e comunicativa, menos comigo. Ela sentou na minha frente, mas não deu nenhuma palavra. O que de certo modo toda vez que Felipe tentava introduzir um conversa entre eu e ela, nunca dava certo.
Na saída do restaurante resolvi tomar uma atitude, afinal aquela situação era bem constrangedora, Renata fingia que eu nem estava alí. Eu só tinha a certeza de que ela sabia da minha existência, porque quando chegou ela me disse um oi.
– Então Renata… Você mudou.
– Pois é Camila.
– Pode me chamar de Mila.
– Prefiro te chamar de Camila.
– Ok, com o que você trabalha?
– Sou design de automóveis.
– Nossa que chik… já tem algum modelo que foi desenhado por você em circulação?
– Alguns.
– Não vai perguntar nada sobre mim?
– Não.
Aquilo foi pior do que um balde de agua fria com cubos de gelo dentro. Mas eu achei justo eu, usei aquela menina como step, como passa tempo.
Ficamos hospedadas no mesmo hotel, no primeiro dia de carnaval Renata se divertiu muito, bom eu não tanto a pressão de estar perto de Renata me deixava tensa ao ponto de não me encaixar em lugar nenhum.
Antes da nossa turma sair para mais uma noite de festas, eu distraída entrei em um quarto que não era meu. Ví umas malas no chão e escutei a voz de Renata.
– Fábio? Fábio é você?
Droga ela estava esperando o melhor amigo dela, por isso deixou a porta apenas encostada. Se eu ficasse em silêncio iria ser pior, então resolvi engrossar minha voz o quanto eu pude.
– Sim.
– Ótimo, mas olha vou demorar estou lavando a cabeça, vou depilar as axilas então você sente-se ai e relaxem.
– Ok.
Bom, sei que minha voz não foi convincente mas o barulho do chuveiro acho que me ajudou ela nem se importou com meu tom de voz.
Resolvi dar uma espiada em Renata (por favor não me julguem por isso). O box era de vidro então dava, apesar do vapor, pra ver perfeitamente alguns detalhes do corpo dela, seus seios bicos rosados, sua pele, o jeito como ela se ensaboava, fiquei ali por alguns minutos e resolvi sair dali antes que o Fábio chegasse.
A noite toda foi muito boa, apesar que ver Renata rindo com outra menina trocando olhares isso me deixava puta da vida.
Voltei mais cedo para o hotel, tomei um banho e fui me deitar. A imagem do corpo de Renata não saia da cabeça, minha memória se mesclava com o que eu tinha visto recentemente e com o que eu tinha vivido com Renata oito anos atrás, quando dei por mim estava me tocando pensando naquilo tudo.
Gozei muito e tudo que eu queria era ter a Renata, mesmo que talvez ela estivesse ficando com aquela garotinha que eu vi trocando olhares.
No dia seguinte fui até Fábio, na tentativa de pacificar a situação.
– Bom dia Fábio, posso me sentar com você?
– Senta ai.
– Cadê o resto da galera.
– Wander esta dormindo, eu acho… Luiz disse que queria conhecer melhor a cidade e saiu cedinho, já Renata disse que iria dormir fora, saiu acompanhada da Babi, uma mulher que ela conheceu ontem.
– É eu ví um climinha entre elas.
– Climinha? Elas quase pegavam fogo quando se olhavam!
– Ok, não vamos entrar nesses detalhes horríveis.
– Aqui, qual é teu problema? Não pode ver a Renata sendo feliz não? Achou que ela iria morrer depois da palhaçada que você fez?
– Não é isso, eu sei que eu fui uma canalha, a mulher mais idiota do mundo.
– Mulher não, menina! Mulher de verdade não faz o que você fez.
– Ok, eu sei que eu fui a MENINA mais idiota do mundo.
– Só que eu mudei, e eu queria muito me desculpar de verdade com ela. Fazer ela entender que aquela Camila canalha não existe mais e quem sabe assim conseguir a confiança dela, quem sabe o amor dela.
– Tantas piadas ditas em tão pouco tempo, eu não sei em que mundo você vive, mas a Renata pode até te perdoar, mas ficar com você? De novo? Só na próxima encarnação!
– Convença ela a falar comigo? Eu te imploro!
– Nem morto, eu quero o bem dela!
– Eu faço o que você quiser!
– Credo, não quero nada não… eu vou falar com ela, porque eu acho que vai ser até bom pra ela deixar de ser a pessoa amargurada que ela se tornou… Mas vai por mim, sem chances de algum envolvimento sentimental.
– Só umas horas de conversa, é só isso que eu quero.
De onde estávamos pude ver Renata chegando, vendo Fábio na mesa ela apenas acenou e fez um sinal dizendo que iria dormir.
Depois de dois dias de festa, o carnaval acabava e como Fabio não me deu uma resposta sobre convencer Renata a falar comigo, decidi eu mesma falar. Fiquei de olho no corredor do hotel esperando ela chegar.
– Preciso falar com você Renata.
– Que susto garota! De onde você saiu?
– Estava esperando você chegar.
– Por que?
– Eu queria te pedir desculpas pelo passado, dizer que eu mudei… Eu sou uma pessoa melhor do que aquela Camila que te tratou muito mal.
– Fico feliz por você, as pessoas mudam.
– Sim eu também fico feliz por mim, mas eu queria ter a chance de te provar que eu sou uma pessoa melhor.
– Que tipo de chance?
– Eu quero ficar com você! Eu quero namorar com você.
– Ok, eu vou entrar porque você deve estar tonta.
– Não!
Segurei em seu braço impedindo que ela entrasse em seu quarto.
– Camila é melhor você me soltar. Agora!
Soltei-a, afinal essa minha ação só piorava as coisas.
– Desculpa, eu…
– Olha, eu te suportei o carnaval inteiro, eu não sinto nada por você, nem raiva, nem amor. Não vou mentir eu já senti… ambas as coisas e por um bom tempo, mas eu não sinto mais.
Fico feliz de você ter mudado, mas eu e você não dá.
– É aquela menina? A do carnaval?
– Por que me diz isso?
– E esse seu colarzinho cheio de corações foi ela que te deu?
– Não te interessa.
– Me interessa sim que eu te amo!
– Não você não me ama, você nunca me amou e esse colar era a tal ‘’coisa” que eu mencionei que tinha comprado pra te dar, o tal presente de oito anos atrás… Sabe Camila, eu pensei muito em jogar isso no rio, ou em qualquer lugar. Mas como eu comprei para você simbolizando meu coração que eu queria te dar… Eu pensei bem e se é meu coração eu não iria jogar fora e desde então eu uso ele. E sempre vou usar.
– Eu iria amar usá-lo.
– Mas é meu coração e dele eu cuido. A propósito, da próxima vez que entrar no meu quarto sem avisar eu chamo o gerente do hotel, a polícia, o papa…
– Do que você está falando? – disse tentando disfarçar.
– Você sabe do que eu estou falando… Sua voz de homem precisava ser mais convincente. Agora se me der licença, preciso descansar.
Apenas a soltei em silencio, e me retirei o carnaval acabou e eu voltei para visitar minha família.

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Numa tarde de quarta-feira, ouço a voz do Felipe me chamando. Quando olhei pela janela ele estava com o Wander, Fábio e Renata. Sai correndo para recebê-los. Senti Renata mais “leve” me cumprimentou e foi extremamente simpática com a minha família e comigo!

A noite quando todos estavam dormindo, escutei um barulho vindo da cozinha, talvez para minha sorte seria Renata, sendo assim eu poderia tentar novamente conversar.

Chegando na cozinha lá estava ela, tomando um pouco de água.

– Sabia que você iria aparecer Camila.

– Não me julgue essa é a casa dos meus pais.

– Não julgo, eu queria que viesse.

– Então isso foi uma armadilha?

– Sim, eu menti para você na questão de não sentir nada por você… Eu sinto sim.

– Você me ama?

– Não, eu sinto tesão por você.

– Só?

– Bom, é o que eu sinto.

– Eu também sinto isso, além de estar apaixonada por você… Depois que te vi no banho eu me toquei aquela noite.

– Então resolveremos isso amanhã, eu vou despistar os meninos e vou te esperar em frente a igreja principal, aquela azul na praça central às 16hs. Mas já vou avisando, é só tesão. Não conte com mais nada.

– Porque você está me tratando assim? É uma vingança?

– Não, é que eu estou sendo sincera contigo. Coisa que você não foi comigo a anos atrás, eu sei como eu sofri. E acho que se você tivesse a cabeça que você tem hoje naquela época, nossa… seriamos muito felizes, mas eu não posso te iludir.

As coisas mudaram pra mim, daqui a duas semanas eu vou me mudar para Roma, na Itália. Uma empresa de automóveis me chamou e eu decidi ir, não tem nada que me prenda no Brasil, por isso saiba que se você aparecer amanhã naquela praça. Será apenas uma vez. Vou indo, boa noite.

Aquilo me fez perder o sono, eu estava num beco sem saída, ou eu aproveitava e sentia ela pela última vez e corria o risco de sofrer depois. Ou, eu não iria e talvez eu me sentisse melhor, ou pior. Eu não sabia.

No dia seguinte tudo estava normal, os meninos foram embora e Renata disse que iria para outro lugar assim os despistando.

Resolvi correr o risco de sofrer e comecei a me arrumar, coloquei um vestido florido com botões e uma lingerie amarela que ressaltava ainda mais minha cor e fui. Bati no vidro do carro dela e entrei, ela estava de óculos escuros, blusa regata amarela e shortinho jeans.

– Achei que você não viesse.

– Eu também achei, mas prefiro correr o risco tendo feito, do que me arrepender por não ter vindo.
– Ok, podemos sair daqui?

– Sim.

– Sabe me dizer onde tem um motel aqui?

– Sim, eu sei.

Fui guiando Renata até um motel na saída da cidade, ela optou por ficar na suíte de luxo com banheira e piscina. Como ela mesma me disse, se estamos aqui, teremos o que há de melhor.

Chegando no quarto coloquei minha bolsa em uma mesa, esperei ela entrar e subimos para o segundo andar.

Fiquei andando conhecendo o ambiente enquanto ela me olhava com toda a sua seriedade, me analisava como se fosse uma presa.

De repente ví ela vindo em minha direção, me abraçando de um jeito forte e beijando minha boca, com toda sua força.

Aquilo me surpreendeu, ela é tão forte! Depois de alguns minutos terminamos aquele beijo, ela foi me conduzindo até a cama, tentei tirar a sua blusa, mas ela prendeu minhas mãos e disse que não.

Ela me encostou na parede onde ficou colocando pressão sobre o meu, se afastou um pouco abriu os primeiros botões do meu vestido, segurou e rasgou a frente do meu vestido.

– Calma Renata.

– Calada.

– Como vou voltar pra casa?

– Relaxa, vira vai.

Encostei na parede enquanto sentia sua mão desabotoando meu sutiã. Me virou e começou a sugar meus seios, me prensou na parede, levantou minhas pernas me segurando.

Sua boca estava por toda parte em mim, nuca, boca e seios. Me jogou na cama e começou a tirar sua roupa na minha frente. Me puxou pelos pés e levou meu pé até sua boca, começou a me lamber e aranhar minhas pernas.

– Você continua uma delícia.

Disse ela enquanto mordia meus pés, foi subindo e começou a encostar o bico dos teus seios nos meus, roçando eles de proposito enquanto enfiava seus dedos em minha boca.

Puxou meu cabelo e começou a lamber minha orelha, senti sua mão em cima de minha calcinha, sua respiração demonstrava quanto tesão ela estava.

Senti sua boca descendo, enquanto suas mãos arrancavam minha calcinha, e de repente senti sua língua sugando meu clitóris, eu gritava de tanto prazer, me retorcia.

– Tá gostoso é safada? É só o começo.

– Me come vai.

– Repete, o que você quer? Fala pra mim Camila!

– Me come!

– Grita vai! Faz a cidade inteira escutar o que você quer.

– Me come.

Mal terminei de implorar e senti os dois dedos de Renata me arrombando com força. As vezes doía, mas isso nem era empecilho pra mim, eu estava adorando aquela Renata animal, que hora ou outra parecia que iria arrancar minha pele.

Gozei em seus dedos e mesmo assim ela não parava, ela pediu para que eu ficasse de quatro e assim o fiz. Senti seu dedo roçando meu clitóris, bem devagar, sentia o suor de Renata pingando em mim, fui ficando sem forças com a massagem dela em meu clitóris e foi só ela perceber isso e aumentou a velocidade, grudou seu corpo no meu e me puxou junto ao seu corpo.
Senti aquela sensação de gozo, ela levou minha mão até seu clitóris e pediu para que eu fizesse o mesmo que ela. Senti minha mão molhada, e ela gemia como louca.

Deitamos um pouco para descansar, eu bem que queria ficar deitada abraçadinha com ela, mas Renata desde que eu a ví se tornava tão dura comigo, que preferi evitar um clima tenso.

– Sabe Camila, não quero que me ache insensível… Sei que devo ter passado essa impressão.

– Eu não estou reclamando.

– Deveria.

– Bom, já que estamos aqui assim, posso te pedir uma coisa?

– Pode!

– Me abraça.

Aquele pedido foi a coisa mais fofa e eu prontamente aceitei, ficamos ali em silencio, aproveitei e perguntei o porque dela não ter deixado eu toca-la, ela me disse que tudo teria o momento certo.

Chamei ela para entrarmos na piscina, assim que entramos eu a segurei bem forte, fomos até a beirada e ela sentou-se fora da piscina para que eu chupasse ela, ficamos ali um bom tempo, seus gemidos, sua mão segurando minha cabeça, indicava que ela não queria que eu saísse de lá tão cedo.

Puxei suas pernas fazendo ela cair na piscina e prensei-a na beirada, ela colocou suas pernas em minha cintura, suguei seus seios enquanto meus dedos sentiam seu clitóris.

Aquela tarde foi incrível, repetimos tantas vezes, no chuveiro, na cama e em cima da mesa.

Mas como tudo que é bom dura pouco, estava na hora de ir embora, chegando em frente de casa nos abraçamos por um bom tempo.

– Se cuida Camila.

– Se cuide você com aquelas italianas.

– Elas que me aguardem! (risos)

– Ei!

– Estou brincando eu sou tranquila, na minha… Você vai ficar bem?

– Sim, eu acho que sim.

– Olha, você tem meu Facebook, Skype sempre que quiser conversar sobre qualquer coisa, se somente ouvir for útil pra você, eu vou estar lá, ok?

– Não tem previsão de quando você volta ao Brasil?

– Não… Mas quando eu tiver eu aviso… E você se algum dia quiser conhecer Roma, é só falar!

– Tá certo, bom eu vou indo pra não te atrasar.

– Fique bem, se cuide ok?

– Você se cuide também e boa viagem.

Dei um selinho e sai, aprendi muita coisa com a Renata, principalmente em como é bom ser honesta com nossos sentimentos, ela se tornou uma grande mulher, bom, pelo menos eu acho. Sua postura, sei lá, meninas vocês podem achar que poxa essa história não tem um final feliz! E quase nenhum romantismo.

Mas essa minha história com a Renata me serviu tanto, hoje eu sei que tudo que a gente faz tem consequência, inclusive como tratamos os outros.

Hoje me sinto mais madura para viver um romance, para partilhar a vida seja com Renata ou com qualquer outra mulher.