Conversas íntimas

Como de costume, Tatiana e eu repousávamos no sofá, em minha casa. Deitada em seu colo, desfrutava dos seus carinhos e da intimidade que ia além do sexo.

– Você nuca me contou sobre sua primeira vez – disse Tatiana.
– Você nunca perguntou.
– Como foi?
– Com homem ou com mulher? – perguntei.
– Você já esteve com homens? – perguntou Tatiana Surpresa.
– Sim, logo depois que perdi a virgindade com mulher, estive algumas vezes com homem.

Muitas vezes ouvi a frase “Como pode dizer que não gosta de homens se você nunca provou?” ou ainda “você só está nessa porque não encontrou um homem que faça direito”! Essa era a maior babaquice que eu já tinha ouvido. Eu também nunca fumei cigarro, mas eu sei que não gosto, mas mesmo assim eu tive de provar, ter uma opinião formada, saber descrever o que me agrada e não ter nenhuma dúvida sobre o assunto.
Tatiana pareceu confusa, mas permaneceu calada, então continuei.

– Achando que era o certo fui em frente. Eu gosto de sexo e então achei que seria bom…

mas não foi como eu esperava. Dói sempre que eu tento e eu não fico a vontade com os comandos masculinos. Parece que estão me dando ordem e é como se estivesse fazendo tudo em prol do prazer deles e não do meu, nunca consegui confiar e me sentir segura, mesmo quando eles me tocavam…

– E com mulher? – interrompeu Tatiana – O que você sente quando estou no controle?
– Eu também me sinto submissa às vezes, mas é diferente, eu gosto. Gosto de tudo. Quando

estou no controle e você também quer estar, lutamos pelo mesmo objetivo, é uma troca que no fim recompensa as duas… Quando estou com você me sinto completa, não importa se você está rebolando em minha boca, coisa que eu também adoro, ou se você está em cima de mim.
Aquela conversa investigativa de Tatiana era sempre uma forma de a gente se conhecer melhor. Eu gostava das suas perguntas e ficava satisfeita em aprofundar a nossa intimidade, eu sentia que podia confiar e contar tudo pra ela e ela também sentia o mesmo.

Ficamos por um bom tempo naquele sofá conversando, como dois gatinhos tentando se aquecer do frio. Embora Salvador não tenha o mesmo inverno de São Paulo e Curitiba, temos o frio ideal para casais apaixonados se aquecerem das melhores formas possíveis.
E foi o que fizemos, nos aquecemos, namorando sem pressa. Saboreamos os lábios uma da outra, provamos o gosto íntimo e nos entregamos ao prazer intenso, ali em nosso segundo ninho.
Chupando, mordendo, apertando, penetrando em nossos orifícios, descobrindo novos caminhos, me embriagado entre suas pernas, compartilhando o seu prazer. Cada noite era uma noite nova e, como de costume, adormecemos de exaustão.

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