romance erótico Convite a perdicao, aventura 2 parte 1

Convite a perdição, aventura 2 – parte 1

Depois de seguir viagem, eu andei pensando se subiria o país ou se desceria. Como estávamos próximos do inverno, decidi descer, adoro frio, e passar por locais frios me deixa animada. Parei em mais algumas cidades pelo caminho, mas sem nada de especial na cabeça, só para comer, abastecer a Princesa, tomar um banho, e descansar um pouco. A cada parada, eu dava um jeito de manda um sms nem que fosse com um “oi” para a Margarida, ela havia me encantado imensamente, não conseguiria realmente deixar aquela cidade sem nunca mais ter, nem que fosse o mínimo contato com ela.
“Oi gatinha, estou em uma nova cidade, mas olha preciso dizer, o café daqui nem se compara com o seu. Se é que você me entende =P Beijão”.
“Só você mesmo pra dizer essas coisas, ai, ai… Como anda sua viagem? Conhecendo pessoas interessantes?”
“Se quer saber se conheci alguma menina, a resposta é não, não estou viajando para isso, você foi uma surpresa, e uma surpresa ótima”.
“ Sei…”
“To falando sério, sonho com você quase todas as noites, se não pensasse em você, teria te mandado mensagem? Já que foi você que me deu o número, você não sabia o meu”.
“É você tem razão, mas não estou te cobrando nada, sei que você é uma aventureira da cidade grande, e eu a mocinha do interior. Somos incompatíveis”.
“Nossa, se somos incompatíveis, me diz o que foi aquilo na lavanderia da sua mãe, porque meu Deus, aquilo pra mim foi bem compatível. Risos”.
“Boba. Agora vou voltar ao trabalho. Beijos e se cuida”.
“Beijo gatinha.” – “Ah, estou com saudades da nossa incompatibilidade”.
“É uma tonta mesmo. Tchau”.
Era assim com frequência, eu realmente adorava conversar com ela, mesmo que fosse por mensagem, aquela pequena “proximidade” me deixava contente.
Voltando à estrada, segui viagem sem rumo, até que vi aquela placa na rodovia me apontando Curitiba, ta aí uma cidade que sempre quis conhecer, então segui em sua direção contente sem saber o que estava me esperando.
Ao chegar à cidade, não me surpreendi nada, era tão bonita quanto imaginava. Mentira vai, me surpreendi sim, era até mais bonita do que pensei. Resolvi dar uma volta por ela e então me toquei que ia passar um pouco de frio, já que tudo que eu tinha era a mochila que estava nas minhas costas.
Andando daqui e dali, perguntado para um e para outros, cheguei ao shopping mais perto de onde eu estava, Park Shopping Barigui, um shopping bonito, bem dividido e espaçoso.
Dei uma volta por ele, comprei umas roupas de frio, uma mochila maior, porque a minha iria ficar pequena para tanta roupa, e claro que não pude deixar de parar em uma cafeteria e tomar o meu tão querido café.
Antes de sair, conversei um pouco com a atendente sobre os hotéis da cidade.
– Oi, me desculpa, você sabe me indicar algum hotel bom na cidade?
– Olha moça, hotel aqui é o que não falta, o que você procura especificamente?
– Um lugar confortável para tomar banho, dormir, e comer talvez.
– Quanto tempo pretende ficar na cidade?
– Nossa, pior que não sei.
– Olha, aqui perto tem o Parque Barigui Hotel, tenta lá, quem sabe gosta do local.
– Ok, obrigada. E tenha um bom dia.
Sai do shopping seguindo o caminho que a moça do café havia me indicado, quando cheguei no hotel vi que era uma franquia do Mercure, isso logo me interessou, já que sei que é um ambiente bom, bonito e barato.
Estacionei a Princesa, e entrei na recepção para me hospedar.
– Oi, boa noite, meu nome é Gabriela, gostaria de saber se tem vaga aqui no hotel.
– Boa noite senhora Gabriela, eu sou o Pedro, mas então, sinto lhe informar que não temos mais vagas, ontem chegou uma grande quantidade de turistas na cidade devido a um evento que terá na região e isso fez com que todos os hotéis da cidade ficassem cheios.
– Nossa, sério isso?
– Sim, infelizmente é sério.
– Não tem nenhuma outra opção por aqui?
– Olha, não quero parecer grosseiro, mas acho que além de hotéis, a senhora pode procurar vaga em algum hotel paralelo.
– Hotel paralelo?
Nesse instante entra uma moça interrompendo a conversa.
– Eu acho que você poderia ficar em algum chalé na área metropolitana da cidade.
– Hmm?!
– Chalés pelas redondezas – Disse ela rindo.
– Por mim tudo bem, você pode me ensinar o caminho?
– Posso sim, você vai pegar essa rua até o final e virar a direita no semáforo, depois de três ruas pega a direita de novo…
– Me perdi já, sou péssima em senso de direção.
– Acontece.
– Desculpa, nem me apresentei, me chamo Gabriela e você?
– Marcela, prazer. – Ela me estendeu a mão, mas como boa paulistana que sou, me inclinei para o beijinho no rosto, claro.
– Marcela, posso te fazer um pedido?
– Sim.
– Seria pedir demais para que você me leve até o local, prometo que depois te trago de volta para cá. Isso claro que se ninguém do hotel se incomodar.
– Eu já estava de saída. Mas não sei se devo, me desculpa é que…
– Bom, se estiver preocupada com sua segurança, eu acho que não apresento preocupação nenhuma, mas na verdade, eu ia pedir mesmo para você pegar um taxi até lá e eu iria o seguindo com a moto. Pode ser?
– É, acho que pode, só um minuto.
Ela então saiu de perto e pegou o celular, fez uma ligação que demorou mais ou menos uns 5 minutos e depois voltou dizendo que podíamos ir. Era só esperar o taxi chegar.
Esperamos alguns minutos em silencio e ainda bem que o taxi chegou rápido, porque eu já estava ficando constrangida, ela entrou sorriu timidamente e entrou no carro, eu subi na moto e coloquei o capacete, fiz que sim com a cabeça e o taxi seguiu em frente e eu o seguindo de perto.
Depois de um tempo rodando, chegamos a uma estrada com a placa indicando Joinville, e eu pensando que ia ficar em Curitiba, mas pouco tempo depois de avistarmos a placa que indicava a próxima cidade a 18 km, o taxi parou e a porta de trás se abriu.
– Olha, eu conheço esse hotel, todos dizem que é muito bom, eu acho que você vai gostar daqui.
– Bom, me parece lindo daqui. Acho que vou gostar sim.
Meu celular vibrou e vi que era uma mensagem da Margarida, pedi um segundo para ler e responder.
“Como anda sua aventura, já parou em algum lugar?”
“Cheguei em Curitiba mais cedo, fiz umas compras porque aqui ta um friozinho bom, mas ainda não achei lugar para dormir, pelo que entendi, os hotéis estão cheio por causa de um evento, uma moça do hotel veio me mostrar um outro hotel fora da cidade, espero que tenha vaga.”
“Moça do hotel é?”
“Ei, nada de ciúmes bobos, rsrs, quando eu estiver me instalado te mando mensagem, beijos.”
“Tudo bem, beijo.”
– Mãe ou Pai preocupados? – Perguntou ela.
– Não, é uma… amiga.
– Hmm
– Vamos comigo?
– O que?
– Vamos comigo até a recepção?
– Ah sim, claro.
Ela foi andando na frente e eu a seguindo de perto, fiquei analisando a moça por uns instantes e ela era bem bonita pra ser sincera, não essas belezas que vemos por aí, toda arrumada, e maquiada, mas uma beleza simples, modesta, no fundo, bem mais interessante.
Acho que ela reparou que estava sendo observada, porque olhou para trás e rapidamente se virou novamente, pode ser impressão, mas acho que a vi enrubescer no momento que percebeu estar sendo olhada por mim.
Entramos na recepção e antes que eu pudesse falar, ela falou por mim.
– Oi, boa noite, sou a Marcela do hotel Mercure, essa aqui é a Gabriela, ela chegou na cidade hoje e não encontrou vagas nos hotéis, eu a trouxe até aqui com a esperança de que vocês tenham vagas.
– Boa noite Marcela, boa noite Gabriela, sou a Nicole, temos vagas sim, mas não mais nos apartamentos, só chalés, pode ser?
– Pode ser sim, obrigada, nessa altura até albergue eu aceitaria. – Disse rindo.
– Pode me dar um documento com foto por favor?
– Aqui. – Disse estendendo a mão e entregando a carteira de motorista para ela.
– Só um minuto enquanto faço seu cadastro.
– Ok. Marcela, obrigada por me trazer até aqui, não tenho nem como agradecer.
– Imagina, não foi nada.
– Assim que ela terminar o cadastro, eu levo minhas coisas para o chalé, volto com você e te deixo na sua casa, tudo bem?
– Não precisa se preocupar, eu peço pra ele me levar direito, a corrida é fechada.
– Não, faço questão de te levar…
– Senhorita Gabriela, já fiz o cadastro, a forma de pagamento será como?
– Cartão, aqui.
Depois de tudo acertado, fui até o chalé, deixei minhas coisas e voltei para a recepção onde Marcela me esperava, entrei no taxi com ela e fomos conversando até o local indicado por ela para deixá-la.
Me despedi e agradeci novamente pela gentileza feita por ela, desci também do taxi e resolvi dar uma volta pela cidade.
– Vi que decidiu ficar um pouco mais por aqui. Pensei que estivesse cansada.
Olhei para trás e vi que Marcela estava andando ao meu lado.
– Olá, não estava indo para casa?
– Estava, mas fiquei pensando, “O que uma turista vai fazer sozinha andando por aí?”, ai decidi vir te perguntar.
– Hmm, eu só vou dar uma volta, não sei, talvez comer algo, e depois voltar ao chalé, não estou muito cansada, mas um pouco sim.
– Entendi, e gosta de comer o que?
– Comer não sei, mas adoro café.
– Vem, vou te levar para tomar café.
Ela me levou a uma cafeteria que eu nem prestei atenção no nome, afinal estava mais interessada nela, algumas de vocês irão pensar, “Mas e a Margarida?”, bem, a Margarida está muito longe, e não é esse tipo de interesse, eu não sei por que, mas a Marcela me chamou a atenção.
Conversamos um pouco, e tive certeza de que ela era uma moça tímida, mas também era bem sociável, as vezes eu fazia uma piadinha e ela ficava rubra, ai eu ria dela e ela ria sem graça.
Depois de conhecê-la um pouco mais, tive certeza de uma coisa. Marcela era gay. Isso é muito interessante. E não foi ela que me contou, percebi isso pela forma como agia, vários homens a olhando, e ela os ignorando, alguns tentavam se aproximar, e ela educadamente os cortava, não havia sinal de aliança de compromisso em sua mão, e nem de casamento, ela não comentou nenhum namorado, noivo, marido, e também percebi que meu sorriso a agradava mais do que um convite de um rapaz para pagar-lhe algo. Bingo. Marcela era gay.
O que tem isso? Nada.
Afinal, não viajo a procura de meninas gays, mas foi uma coincidência bem interessante, ah isso foi.
A deixei onde disse que morava e na despedida, novamente te dei um beijo no rosto, esse um pouco mais demorado, percebi sua bochecha ficar quente, sorri para ela e sai andando em busca de um taxi.

——————————————–

Gostou dessa história? Você pode cadastrar o seu email e ficar por dentro das próximas publicações, todo dia temos uma nova aventura, um novo romance, novo conto erótico e até mesmo um novo artigo sobre sexo. Fique por dentro! Cadastro seu email e fique atualizada.

Parte 1 | Parte 2 | Parte 3 | Parte 4 Final

Related Posts

Leave a comment

Your email address will not be published. Required fields are marked.