conto erótico Convite a perdicao, aventura 2 parte 2

Convite a perdição, aventura 2 – parte 2

Já de volta ao meu chalé, eu tomei um banho rápido, me joguei na cama e mandei mensagem para a Margarida.
“Oi, já estou hospedada e deitada. Já dormiu?”.
“Oi, que bom que achou um lugar, ainda não, estava esperando para ver se você mandava mensagem, fiquei preocupada de você não achar um lugar”.
“Oun, que fofo, mas nãos se preocupa, achei e já me instalei, um lindo lugar por sinal.”
“Foi a sua nova amiga que te ajudou?”.
“Foi sim, e depois demos uma volta ela me levou em um café, ai foi pra casa e eu vim dormir.”
“Café é?”.
“Mente suja, uma cafeteria, você sabe que eu adoro cafés”.
“Sei sim, to brincando com você. Claro que fico imaginando se você não sai com varias meninas de varias cidades, mas acredito quando você diz que não saiu com mais nenhuma menina. Mas se sair, não se preocupe, eu só falo isso por falar, sei bem a nossa situação”.
“Ok, se alguma outra forasteira aparecer aí, ou forasteiro e você se interessar, me conta também, viu?”.
“ Rsrsrs, pode deixar. Boa noite e dorme bem”.
“Boa noite também, e sonhe comigo”.
“Sonho quase sempre, beijos”.
Fiquei ainda um tempo deitada na cama pensando na vida, pensando na Margarida, e de repente a Marcela entrou em meus pensamentos, eu sorri ao lembrar dela sempre vermelha cada vez que eu dizia algo. Tive que afastá-la de meus pensamentos para poder analisar os fatos. Fazia mais de um mês que eu havia conhecido a Margarida, nós tivemos um momento ótimo, mas e depois? O que nós tivemos depois? Não sei bem a resposta. Sei que nos falamos sempre, que eu gosto quando ela me manda mensagem contando uma novidade, mas acho que é isso. Nenhuma de nós falou nada mais sobre aquela noite, não conversamos sério sobre esse assunto, então no fundo acho que eu e a Margarida somos amigas. Sendo assim, ah, sendo assim nada, achei melhor dormir do que ficar pensando demais.
No dia seguinte pela manhã, tomei um banho renovador, fui até o restaurante do hotel, tomei um belo café da manhã, peguei a Princesa e fui para a cidade, lá chegando fiquei pensando no que faria e decidi ver a Marcela, afinal eu tinha que agradecer a hospitalidade voltada a mim. Passei em uma loja de doces, comprei uma caixa de bombons e fui levar para ela no hotel. Foi um grande impulso, já que não sabia se ela trabalhava todos os dias, o horário, se poderia falar comigo, mas mesmo assim, fui.
– Olá, bom dia, sabe me dizer se a Marcela está?
– Bom dia, quem gostaria?
– Ah, me desculpa, meu nome é Gabriela, eu sou uma… amiga dela.
– Entendo, bem, a Marcela só entra as 13 horas.
– Ok, muito obrigada.
Como ainda era manhã, tive que passear um pouco pela cidade até dar o horário de encontrar a Marcela. Não que isso me fosse algum sacrifício, a cidade era linda, e eu estava adorando conhece-la, mas no fundo estava mesmo era ansiosa para encontrar com a Marcela, queria vê-la novamente, não, mas estava com essa necessidade de falar com ela.
Depois de rodar por quase 4 horas e praticamente conhecer a cidade inteira, voltei para a porta do hotel e ainda consegui chegar antes das 13 horas para ver se conseguia pegá-la chegando.
Dito e feito foi exatamente o que aconteceu. Não demorou muito e a vi atravessando a rua em minha direção. Ao me avistar, percebi que uma vermelhidão já se apossou de sua face, o que me fez sorrir encantada.
– Oi, o que faz aqui?
– Bom, vim agradecer pelo que fez ontem por mim e também pela companhia.
– Mas você já havia feito isso ontem.
– Sim, mas não formalmente.
E entreguei-lhe a caixa de bombons. Ela ficou envergonhada, mas aceitou o singelo presente, na verdade acho que não recusou por educação, vi que ela realmente ficou sem graça pelo meu ato.
– Não precisava.
– Sim, mas eu quis.
– Então muito obrigada, se quiser almoçar comigo, eu deixo você comer alguns.
– Isso foi um convite?
Ela quase teve um ataque nesse instante, sei que se ela pudesse, cavaria um buraco e se jogaria nele só para não olhar para mim, o que estava realmente me divertindo muito, eu estava encantada pela aquela timidez toda.
– Calma, estou brincando, não precisa explodir.
– Hm, não ia explodir, você é muito exagerada.
– Sou só um pouquinho, mas é charme.
– Charme… Sei. Olha, preciso entrar se não me atraso.
– Ah, desculpa, não quero te atrapalhar, obrigada de novo.
Sai andando para voltar a cidade e dessa vez fazer um passeio turístico mais calmo, com guias e tudo mais, quando a ouvi me chamando.
– Gabriela…
– Sim?!
– Saio as 16 para fazer minha hora.
– Ah, as 15:55 estarei aqui.
Sai de lá super contente pela indireta que ficou no ar, ela estava começando a se soltar, timidamente, mas estava, isso era bom, acho que eu estava ganhando sua confiança aos poucos. Não que eu fosse me aproveitar disso, mas era bom.
Como não ia dar tempo de fazer muita coisa, e eu já tinha dado uma volta pela parte da cidade que eu havia conhecido, eu decidi passar pelo shopping e comprar umas coisinhas.
As 16 horas voltei para o hotel e a Marcela já estava esperando na porta.
– Pensei que estaria aqui as 15:55.
– Sim, mas tive uns imprevistos, fui comprar umas coisinhas, fui deixar no chalé e me atrasei na volta.
– Mas pelo jeito não deixou tudo lá, ou comprou mais coisas.
– Não, isso aqui é pra você.
– O que é?
– Toma.
– Um capacete?
– Sim, sobe aí.
– Só se eu pilotar.
– Rum, você sabe?
– Sei.
Ela respondeu com cara de quem estava me desafiando, eu então joguei a chave para ela e passei para a garupa, ela subiu na moto e arrancou, minha surpresa foi a de que ela sabia pilotar, percebia-se que faltava pratica, pode não pilotar com frequência, mas não fazia feio não.
Ela parou a moto de frente a um portão, e desceu da moto, eu fiquei lá sem saber o que fazer, já que ela não tinha dito nenhuma palavra.
– Você vem?
– Hmm?
– Eu volto para a casa na minha hora pra fazer um lanche ou algo ficar sem fazer não, já que a distancia é pequena, melhor do que ficar no hotel não é mesmo?
– É verdade.
Desci da moto, pedi licença e entrei pelo portão que ela havia aberto, nós entramos em sua casa e ela me perguntou se eu estava com fome, disse que não, e era verdade, eu andava comendo muita besteira esses dias, então ela foi para a cozinha e me chamou para podermos conversar enquanto fazia um lanche. Depois ficamos conversando até ela terminar de lavar a pequena louça usada, e fomos até a sala.
– Mora aqui com quem?
– Com meus pais e minha irmã.
– Hmm, e onde eles estão?
– Todos no trabalho.
– Você trabalha no hotel a muito tempo?
– Algum tempinho.
Eu fui surpreendida quando ela chegou um pouco mais perto e levemente encostou seus lábios nos meus, eu então fechei os olhos para acompanhá-la e nos beijamos lentamente, ela vinha sem jeito, um beijo envergonhado, sua língua lentamente entrou em minha boca, e o beijo se tornou mais forte, mas ainda sem graça da parte dela, percebi que no meio do beijo ela sorria, sorriso de timidez entre beijos é algo encantador, não acham?
Ela foi se afastando e me deixou ali sentada querendo sentir de novo o gosto dos seus lábios.
– Eu pensei que não teria coragem de fazer isso.
– Que bom que você fez.
– Fiz porque achei que você não ia fazer.
– Você não sabe o quanto me controlei desde que te vi.
– Posso te perguntar algo pessoal?
– Pode.
– Você tem alguém?
– Olha, não irei mentir para você, não sou casada, nem namoro com ninguém, mas tem uma menina e gosto muito.
– Hum. Isso significa o que?
– Não sei ao certo.
Terminei essa frase dando um sorriso sem graça, porque eu realmente não sabia o que se passava entre mim e Margarida.
Ela olhou para o relógio e levantou dizendo que já era hora de voltar para o trabalho. Eu me levantei também e fomos para a porta, fiquei meio receosa de ela não querer mais falar comigo, mas me enganei quando ela falou assim que passamos pelo portão.
– As chaves.
Eu ri e entreguei para ela.
No trajeto fomos conversando entre gritos sobre coisas banais, em um certo momento ela foi obrigada a desviar rapidamente de um carro que cortou nossa frente e eu a segurei forte pela cintura, senti seu corpo todo estremecer na frente do meu, então para me divertir um pouco, eu continuei segurando e vez ou outra apertava um pouco para ver sua reação.
Todas foram iguais, a cada movimento de meus dedos em sua cintura, seu corpo tremia e me mostrava que eu mexia com ela.
Chegamos no hotel e ela me estendeu o capacete ao tirar.
– Não, é seu.
– Como assim?
– Comprei para você usar, então é seu. Fica com ele de lembrança por quase ter me matado naquela curva ali atrás.
– Exagerada mesmo você ein. Amanhã estou de folga, quer conhecer a cidade pelos olhos de uma moradora?
– Claro, eu ainda não fiz nenhum turismo pela cidade.
– Ótimo, eu te levo para passear.
– Ok, mas eu piloto.
– Nossa, nem fui tão mal assim.
– Não, mas confio mais em mim.
– Tudo bem, eu aceito.
Ela então me virou as costas e entrou no hotel, eu acelerei e fui embora para o chalé tomar um banho e descansar um pouco. Não sei por que, mas estava morrendo de sono, e queria dormir pelas próximas 15 horas, já que tinha a impressão de que ela iria me deixar muito cansada amanhã.

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