Convite a perdição, aventura 3 – Completa

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A despedida não foi fácil, deixar a Marcela e seguir viagem foi algo bem complicado para mim, mas mesmo ouvindo meus instintos, mesmo não tendo planejado nada especifico, eu precisava ir em frente. Conhecer novos lugares, experimentar outros temperos, outros climas, essas coisas.
– Você vai voltar?
– Claro. Não conseguiria não te ver mais.
– Está falando isso só para não me deixar triste.
– Não. Estou falando porque é verdade.
– Se você diz…
– Boba, é verdade sim. Eu vou passar aqui na volta, pode me esperar.
– Vou esperar então.
Eu a beijei levemente sobre os lábios, um beijo mais carinhoso do que quente. Lhe dei um abraço apertado e subi na moto, antes de colocar o capacete lhe olhei mais uma vez e disse:
– Eu vou voltar, me espera.
Daí acelerei e fui embora daquele lugar que havia me encantado. Deixei para trás uma doce pessoa que havia me feito apaixonar. É, acho que estava me apaixonando de verdade. Ixi, e agora? Será que isso seria algo bom? O que é que eu ia fazer se me apaixonasse de verdade pela Marcela? Como íamos manter esse relacionamento?
Parei na estrada e olhei para trás, uma vontade louca de voltar me consumia, mas não, eu não faria isso, eu precisava seguir em frente. Novamente acelerei a princesa e segui viagem.
Dessa vez fui rumo a Floripa, sim, Florianópolis. Cidade linda, encantadora, apaixonante e cheia de mistérios para ser desvendado, calor na medida certa, um friozinho para dormir à noite, e muitas pessoas bonitas para se admirar.
Cheguei ao anoitecer na cidade. Pelo avançado da hora, não deu para se ver muita coisa, dei uma volta de moto pela orla da praia e fiquei ali admirando as ondas, antes de procurar um hotel onde pudesse repousar, resolvi descer e dar uma volta pela praia, dar uma volta e admirar a beleza do local. Tirei meu tênis, coloquei-o dentro da mochila a joguei nas costas e sai andando.
Perdi o tempo que fiquei ali passeando, vendo as pessoas passarem por mim, vendo os grupos de amigos brincando, vendo os companheiros bebendo, vendo as meninas dançando. Nossa, nem vi o tempo passar, nem vi nada passar. Até que me perdi indo em direção a uma garota sentada na areia. Ela estava olhando para o mar, uma prancha de surf do lado, e jeito de moleca marota que encantava.
Me vi ali hipnotizada pela aquela garota e não sabia dizer porque, mas antes que eu me aproximasse, ela levantou, passou a mão pelo corpo para tirar a areia, pegou sua prancha, virou as costas para o mar e saiu em direção à rua.
Fiquei ali parada a observando ir embora. Depois eu segui seu exemplo e fiz o mesmo. Voltei todo o caminho até a princesa e subi para ir atrás de um lugar para ficar. Achei um hotel perto da praia onde estava, hotel Mar de Canavieiras, perto da praia do mesmo nome e também mais algumas que ficavam pelas redondezas. O lugar era bonito e agradável, fui bem recebida e muito bem hospedada. Olhei para o relógio, e decidi tomar um banho.
Depois do banho eu guardei minhas coisas no armário e desci para comer algo. Fui até um restaurante que ficava na rua lateral do hotel e lá sentei enquanto decidia meu pedido. Resolvi mandar mensagem para a Margarida.
“Ei gatinha, tudo bem? Agora estou em Florianópolis, ainda não conheci a cidade, mas me parece ser muito bonita. Beijo.”
Depois enviei também uma mensagem para a Marcela, fazia horas que havia deixado aquela menina, mas confesso que já estava morrendo de saudades.
“Oi linda, só para dizer que já estou com saudade de você. Cheguei bem, já me hospedei, e agora estou prestes a comer algo, depois irei deitar e amanhã de manhã desbravar essa cidade.”
Não deu nem tempo de escolher o que queria comer e a resposta logo chegou.
“Saudades é? Eu também estou. Eu conheço a cidade, é linda mesmo. Quem sabe não iremos juntas um dia.”
“Hmm, isso foi um convite?”
“Quem sabe… Já pediu sua comida? Vai dormir cedo? Pensei que poderia ouvir sua voz hoje, mas eu vou cobrar amanhã viu!?”
“Ok, amanhã prometo que te ligo, é que muito tempo pilotando cansa.”
“Tudo bem, não se preocupa, come direitinho e dorme bem. Um beijo.”
“Um beijo.”

Quando as mensagens terminaram, meu prato de salada havia chegado, eu estava com fome, mas não ia arriscar comer nada pesado para depois dormir.
No dia seguinte acordei animada para conhecer a cidade, dar uma volta, talvez conhecer algumas pessoas. Desci, tomei um café rápido, subi na princesa e fui embora. No caminho, algo me disse para voltar a praia onde estava na noite anterior, não sei porque, mas alguma coisa dizia que eu ia gostar de ir lá. Virei a moto e voltei o caminho.
Quando cheguei, ainda em cima da moto, tirei meu capacete e olhei ao meu redor, a visão foi realmente maravilhosa, eu não tinha certeza, mas apostaria que era a mesma menina da noite passada. Porém hoje ela estava diferente, um brilho maior no olhar, um sorrido maroto.
Me atrevo até a descrevê-la. Garota, marota, com a pele bronzeada de sol, um sorriso lindo no rosto onde se via toda a sensualidade e agressividade escondida por debaixo daquela feição de quem acabou de cometer uma arte, olhos feito um mar negro onde dava vontade de mergulhar só para desvendar o mistério que nele era estampado, seu corpo traduzia a vontade de viver, jeito de quem enfrentava a vida sem medo, de quem quando caía, levantava. Com sua prancha debaixo do braço, sua silhueta sendo moldada a luz do sol, sua pele dourada brilhava a cada movimento, a bermuda de neoprene deixava clara as curvas de seu corpo, a parte superior do biquíni segurava as gotas que escorriam do seu pescoço e colo, eu não tinha mais o que observar, só tinha uma coisa à fazer, eu tinha que conhecê-la.
Me aproximei de mansinho, esperei ela parar de falar com as pessoas próximas e então me posicionei ao seu lado. Fiquei olhando para o mar com cara de quem estava interessada, até que meu objetivo aconteceu.
– Você surfa?
– Não, só estou admirando o mar.
– Hm. Garota de cidade sem praia né?
– Como sabe?
– Primeiro você exala ser turista. Segundo, quem fica com essa cara de boba olhando o mar, é quem não o vê com frequência.
– Boba?
– Desculpa, não quis ofender. O “boba” foi de uma admiração infantil. Entendeu?
– É, acho que entendi sim. Mas na verdade, não estava olhando o mar com admiração infantil, foi uma tática que resolvi usar.
– Tática?
– Sim. Chamar sua atenção.
– É brincadeira isso, não é?
– Não, por quê?
– Não acredito que cai numa coisa tão besta dessas.
– Não foi besta. E se eu fosse você, me sentiria lisonjeada. Afinal, uma pessoa quis chamar sua atenção.
– E você acha que é a única que quer minha atenção.
– Olha, eu poderia não ser a única, mas com certeza, você perdeu uma admiradora.
– Perdi?
– Com certeza.
Dei dois passos para o lado e continuei olhando o mar, mas dessa vez, resolvi ignorar a presença ao meu lado. Não vou mentir, sua arrogância também era de um charme provocante, mas odeio concorrência, e percebi que ela era muito parecida comigo, isso era perigoso.
– Então vai ficar aí longe de mim?
– Hum?
– Você queria chamar minha atenção, conseguiu, e agora?
– Agora nada. Uai.
– Sério?
– Você quer o que? Acha que vou ficar dando moral pra você? Me diz, se você tem muita gente querendo sua atenção, por que está aqui querendo justo a MINHA?
– Porque eu quero a SUA atenção agora.
Pronto, se eu tinha dúvidas, agora tinha toda a certeza possível, ela queria jogar. O problema era, eu adorava um desafio.
– Bom, a minha atenção você terá quando merecer. Até lá…
– Até lá o que?
– Eu não poderei fazer muito por você.
– Hum, a moça é nervosinha então?
– Eu? Não, muito pelo contrário, sou estressada, mau humorada, mas nervosa não.
– Se você diz…
– Bom, eu vou dar um mergulho, quem sabe a gente se cruza por aí.
Sai andando em direção a moto para guardar meu chinelo e óculos escuros. E quando me virei dei de cara com a moça parada atrás de mim.
– Eu acho falta de educação sair e deixar a pessoa falando sozinha.
– Eu acho muita coisa falta de educação, mas não vou comentar.
– Você saiu e nem me disse seu nome. Me chamo Lara.
– Prazer Lara, Gabriela.
– Só isso? Gabriela e nenhum beijinho no rosto?
– Ai, ai. Ok.

Me inclinei para cumprimentá-la e só para provocar resolvi dar um beijo não na bochecha e sim mais pra trás, quase perto do pescoço. Senti sua respiração ir a fundo, e depois voltei ao meu lugar.
– Pronto, agora estamos devidamente apresentadas. Posso ir para o meu mergulho?
– Pode sim, mas se precisar de ajuda, só fazer sinal.
– Ajuda?
– Sim, você tem cara de que não sabe nadar direito.

Ela terminou a frase e saiu andando sem olhar para trás, eu fiquei ali parada, revoltada com a petulância da menina. Quando cai em mim, ela já estava em uma distancia razoável, e agora foi a minha vez de correr atrás dela.
– Você não disse que era falta de educação deixar as pessoas falando sozinhas?
– Ué, você não disse que queria mergulhar?
– Sim, mas…
– Então… Sem mas. Ué.
– Nossa, você consegue ser irritante, em menos de 1 hora eu já descobri que não deveria ter ido falar com você.
– Corrigindo. Eu falei com você. Você ficou lá parada, dizendo que era uma tática, mas eu acho que é porque não tinha o que falar.
– Não acredito que ouvi isso. Você se acha muito, não é mesmo?
– Pelo que percebi você não é nenhum poço de humildade também. Sua cara não nega.
– Não sou, mas isso não lhe diz respeito.
Dessa vez desisti de nadar e voltei para a moto, ela ficou parada e não veio atrás de mim, nem eu fui. Sentei na moto e fiquei olhando o mar para ver se a minha vontade voltava, não queria deixar aquela menina petulante estragar meu dia, afinal.

Não demorou muito e levantei para ir ao mar, mergulhei nele e fiquei alguns minutos viajando em sua água. Sai depois de um tempo, e a brisa fria tomou conta do meu corpo, corri para a moto a fim de vestir minha camiseta para poder dar mais uma volta ali pelo litoral e depois comer algo.

– Que bonita, é sua?
Olhei para trás e vi uma menina inclinada sobre a princesa.
– É sim. Obrigada.
– Legal andar de moto por aí, tá fazendo mochilão?
– Mais ou menos isso.
– De onde você é?
– São Paulo.
– Hum, legal. Sou Karla, prazer.

Ela se inclinou e me deu um beijo no rosto, um beijo como quem diz “oi” de verdade.

– Prazer Karla, sou Gabriela.
– Gabriela. Posso chamar de Gabi?
– Pode sim.
– Vai ficar muito tempo aqui em Floripa?
– Não sei ainda, tudo depende do que vai acontecer.
– Se estiver falando da Lara, hum, acho bom desistir.
– O que? O que tem a menina?
– Eu vi vocês duas conversando, e percebi um clima tenso no ar.
– Você a conhece?
– Sim, somos irmãs.
– E por que diz isso de desistir?
– Hum, digamos que a Larinha tem um problema muito grande de auto-confiança, e por isso gosta de brincar com as pessoas.
– Ah é?
– Sim, ela curte uns joguinhos de sedução.
– Hum, e já se deu mal alguma vez?
– Já se apaixonou uma vez, e acho que por isso que ficou assim, depois disso, tá aí o resultado.
– Quer dizer que ninguém consegue colocar a moça no cabresto?
– Mais ou menos isso.
– Bom saber.
– Por quê?
– Porque agora faço questão de tentar.
– Hum, pelo visto você é como ela.
– Não, não estou sofrendo de amor, e nem sou conquistadora, e nem nada do tipo, só gosto de desafios.
– Boa sorte então.
– Obrigada.
– Não agradeça, eu desejei porque você vai precisar.
– Nossa, agora que fiquei mais atiçada ainda.
– Você é doida, isso sim.
– Bom, gatinha, eu vou comer alguma coisa, e ir para o hotel, mas antes, faz um favorzinho para mim?
– Depende.
– Me diz onde sua irmã vai estar mais tarde.
– Hum, não sei se eu quero me envolver nisso.
– Não vou fazer nada de ruim, relaxa.
– Olha lá. Ela sempre fica aqui na praia mesmo. Pode aparecer que ela estará por aqui.
– Obrigada. Tchau gatinha.

Subi na princesa, e voltei para o hotel.

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Desisti de comer na rua e resolvi pedir algo para comer no quarto mesmo. Enquanto meu lanche não vinha, tomei um banho e me joguei na cama, fiquei ali um tempo olhando para o teto até que decidi ligar para a Marcela.

– Oi linda, tudo bem? – disse animada.
– Nossa, que surpresa, tudo bem sim, e você?
– Estou bem também.
– Que bom. Eu estava com saudade.
– Ount. Já? – perguntei fingindo surpresa.
– Sim, fazer o que se sou grudenta.
– Que bom, continue assim – disse satisfeita.
– Ah é? Se eu mudar, o que acontece?
– Peço o divórcio.
– Nossa, nem sabia que namorávamos, quando mais que éramos casadas – ela parecia surpresa ao disser isso.
– Poxa, eu não pedi você em casamento? Que falha a minha. Vou corrigir isso quando estiver passando por aí de novo.
– Ah vai? Bom saber.
– Ai, pensava que eu ia ficar te enrolando é?
– Se quisesse, poderia ter pedido antes, ué.
– Nossa, estou sofrendo com isso.
– Exagerada. Mas então, estou esperando – ela estava começando a me pressionar.
– Esperando o que?
– Você pedir em namoro.
– Vou pedir quando passar aí – disse eu.
– Vou ter que esperar? – em sua voz Marcela demonstrava desdenho.
– Quer agora é?
– Ué, pra que esperar, já que você vai pedir mesmo? A menos que você esteja pensando em se despedir da sua solteirice.
– Nossa. Não irei nem responder – era melhor eu não responder mesmo, ela poderia estar certa.
– Hum, não sei se sua falta de resposta é boa ou ruim.
– Para de besteira vai. Liguei porque estou com saudades, não quero que você fique pensando besteira.
– Ok – disse Marcela sem me convencer de que o assunto tinha mesmo acabado.
– Ai, ai. Mais tarde eu ligo de novo pra te dar boa noite. Tudo bem?
– Vou esperar então.
– Pode esperar. Um beijo linda. Tchau.
– Beijo.
Desliguei o telefone e fui atender a porta que meu pedido já havia chegado, recebi meu lanche, agradeci o entregador e fechei a porta. Após matar a minha fome, deixei a bandeja sobre a mesa e me joguei na cama novamente. Eu era garota da cidade, não sei por que, mas calor e maresia me davam cansaço. Sendo assim. Decidi tirar um cochilo antes de planejar minha noite.
Qual não foi a minha surpresa ao acordar. Eu havia sonhado com ela. Isso era um sinal, um sinal de que eu não era para eu deixar as coisas ficarem no 0x0.
Vasculhei minha mochila atrás de uma roupa confortável e agradável, depois de muito tempo resmungando eu finalmente achei, afinal, sou mulher e como toda mulher, nunca tenho nada de bom para vestir.
Improvisei, cortei uma manga aqui, uma gola ali, dobrei a calça um pouco, assim fui ficando mais a vontade e até que bem apessoada, já que era tudo uma improvisação.
Subi na princesa, e fui rumo à praia. Tinha que resolver essa situação mal acabada. Não sei bem o motivo, mas ela me parecia muito arrogante, e isso me incomodava, talvez porque eu tenha esse defeito também, mas não vamos entrar nesse detalhe, não é?!
Chegando à praia, parei a princesa, e fiquei sentada nela olhando para toda a extensão, para ver se achava a Lara, mas nem sinal da bendita. Resolvi dar um tempo antes de descer e ir procura-la
– Procurando alguém? – disse uma voz atrás de mim.
– Nossa, que surpresa. Talvez – eu estava mentindo, mas por uma boa causa.
– Talvez?
– Na verdade estava sim.
– Quem?
– Curiosa ein.
– Não é curiosidade, só estava pensando em te ajudar, ué. Mas ok, continue aí procurando, espero que ache.
– Calma, calma. – A segurei pelo braço. – Eu estava brincando.
– Huum.
– Na verdade, era você mesma que eu queria encontrar.
– Eu? Então quer dizer que decidiu se render a mim.
– Ta louca? Eu acho que você deveria se render, isso sim.
– Olha pra mim, acha que sou mulher de me render?
– Sinceramente? – perguntei debochada.
– Sim.
– Você não me parece ser tudo isso que passa ser não. É um pouco topetuda sim, mas acho que no fundo, é uma meninona carente.
– Se você acha…
– Eu não acho, tenho certeza. Mas pode me provar o contrário se quiser.
– Ai, ai. Querendo me fazer cair na sua lábia?
– Não gata, se eu quisesse, você já teria caído e estaríamos nos beijando nesse momento.
– Você acredita mesmo nesse absurdo?
– Quer pagar para ver?
– Quem sa…
– Não, pensando bem não – eu disse interrompendo a sua resposta.
– Não entendi – ela ficou espantada.
– Não quero gastar meu charme com você – eu estava jogando.
– Hãn?
– Tem meninas muito mais interessantes que você aqui. Aliás, você poderia ser minha guia, né?
– Você tem noção do que esta falando? Meninas mais interessantes do que eu? Não, não tem mesmo.
– Eu não acho você tudo isso vai.
– E você acha que é tudo isso?
– Não, mas finjo melhor que você. Mas sério, olha aquela loirinha ali, quem é?
– Vai lá e pergunta – ela estava morrendo de raiva, eu podia sentir.
Ela terminou a frase e saiu andando, percebi que estava muito brava comigo, mas também percebi que ela estava quase caindo no meu joguinho, só que no fundo, não sabia se eu realmente queria aquilo, afinal, realmente ela me parecia uma meninona carente, o fato de ter criado uma máscara deve ser o motivo que a irmã me contou mais cedo, sendo assim, não queria estragar a única arma que ela tinha contra todos.
Dei uma volta pela praia, andei sem rumo, molhei os pés na água, e na volta, me deparo com a Lara beijando a menina loira que eu havia achado bonita, passei por elas e a Lara olhou para mim com ar de, viu, ganhei. Eu fiquei realmente irritada, ela estava me desafiando. Aquilo não ia ficar barato. Não mesmo.

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Voltei para onde havia estacionando a princesa, comprei uma garrafa de água de um cara que estava andando por ali, me encostei na princesa, e fiquei observando a cena dela com a loira. Ela sempre que podia olhava em minha direção e percebia-se um olhar vitorioso. Percebi o que eu deveria fazer naquele momento. Novamente fui para a praia e comecei a minha procura por uma pessoa, fiquei ali andando por mais de 1 hora até que no meio de um grupinho, finalmente encontrei.
– Oi Karla.
– Oi Gabi, tudo bem?
– Tudo sim. Só de boa?
– É, bebendo um pouco, jogando conversa fora com os amigos. Vejo que perdeu a viagem.
– Não entendi.
– Não viu a Lara ali com a Talita?
– Vi, o que tem?
– Ué, não vinha falar com ela?
– Na verdade não.
– Aham, sei.
– Mesmo. Eu estava procurando você.
– Sério?
– Sim. Por que o espanto?
– Nada. Quer sentar?
– Prefiro não. Quer dar uma volta?
– Vamos.
Estendi a mão para ajuda-la a levantar, ela bateu a mão no short para limpá-lo e logo em seguida, saímos em direção às pedras. Ela ia me falando o nome de todos os lugares que passávamos em frente. Eu ria e achava graça de sua empolgação. Ela ria também e se empolgava mais.
Chegamos no lugar que ela queria me mostrar, era um conjunto de pedras maravilhosas, e bem imponentes também.
– Vamos?
– Hum? – perguntei espantada.
– Vamos subir?
– Ta louca?
– Vai dizer que está com medo.
– Medo? Bom, não sei se seria essa a palavra, mas certo receio sim.
– Ai ai, medo. Admite.
– Ok, estou morrendo de medo. Satisfeita?
– Sim. Vem eu te ajudo.
Ela começou a subir rindo, e ficou com a mão esticada para trás. Não tive escolha, segurei suas mãos e assim começamos a subir as pedras. Levei uns três escorregões, mas mesmo assim, valeu a pena cada susto. A paisagem vista lá de cima era simplesmente maravilhosa. Deslumbrante. Me arrependi de imediato de não ter levado a minha câmera.
– Você vai ter que voltar aqui comigo munida de uma câmera fotográfica.
– Pode deixar, é só me chamar.
– Ok. Farei isso.
Sentei e fiquei olhando para toda aquela beleza, ela sentou do meu lado e ficamos um tempo em silencio, até que começamos a conversar sobre vários e vários assuntos, ela era deliciosamente engraçada, doce, e meiga, encantadora. Eu estava muito contente em ter querido provocar a Lara, porque no fundo, eu sai no lucro. E não estou falando de nada demais, só da companhia mesmo, mas se querem saber, ela era uma graça em todos os sentidos.
Mais clara que a Lara, cabelos lisos, mas ao invés de castanhos escuros, eram em um tom médio, a altura era a mesma, acho. Olhos bem expressivos, daqueles que não conseguem esconder nada, se ela estiver feliz, os olhos mostram isso, se estiver triste, mostram a tristeza. Gostei também da sua sinceridade, ela conseguia ser sincera, mas não ser dura. E acima de tudo, ela tinha um sorriso lindo.
– Olha Karla, me desculpa, mas preciso fazer uma coisa que já estou com vontade desde que chegamos aqui.
Eu a beijei, no começo, percebi o susto dela com o beijo roubado, mas depois ela se entregou ao beijo e começamos a nos beijar mais rápido, as mãos foram dando volta no corpo da outra. Coloquei uma mão em sua nuca para trazer sua boca mais próxima a minha, e a outra eu depositei em sua cintura, ela colocou as duas sobre meus ombros e nessa posição ficamos um tempo nos beijando. Até que o beijo terminou e ela ficou ali me olhando, sem entender, mas com os olhos agradecendo.
– O que foi?
– Nada.
– E por que está me olhando assim?
– Nada, ué.
– Se você diz.
Me inclinei para beijá-la novamente, e ouvi palmas atrás de nós. Ambas viramos para ver o que era, e demos de cara com a Lara.
– Bonito. Continuem – disse a Lara ironicamente.
– Aff, o que você está fazendo aqui? – perguntei surpresa.
– O que VOCÊ está fazendo aqui com a minha irmã?
– Nada demais, demos uma volta, conhecemos alguns lugares, e ela quis me apresentar a visão daqui de cima, só isso.
– E você estava vendo algo na boca dela com sua língua?
– Epa, pode parar por aí. Você é menor de idade Karla?
– Nã.. não.
– Então posso saber o que está fazendo, Lara?
– Eu fui procurar a Karla e falaram que ela tinha vindo para os lados de cá, sempre que pode, ela vem aqui para cima, só não sabia que havia trazido você.
– E qual o problema de me trazer?
Levantei e fui me aproximando dela, já que realmente estava ficando estressada com aquela situação.
– Você sabe qual é o problema.
– Não, não sei.
– Sabe sim. Você está usando a Karla, você está querendo me atingir.
– Eu querendo te atingir? Não se ache tanto gata. Mas acho que você estava querendo me atingir, já que ficou com uma menina que você nunca havia suportado, isso depois de eu ter dito que a achei interessante.
– Não se auto valorize assim Gabriela. Você não é tudo isso.
– Tudo bem, não posso te obrigar a achar nada. Mas podemos então encerrar esse assunto?
– Podemos.
Ela então veio até mim e me deu um beijo. No susto me deixei levar, mas caiu a ficha assim que ouvi a voz da Karla bem longe.
– Acho que vocês preferem ficar sozinhas.
Quando consegui encerrar aquele beijo, era tarde, só consegui ver a silhueta da Karla la embaixo, andando em direção a oposta das pedras. Eu tive vontade de ir atrás dela, mas jamais conseguiria descer aquelas pedras correndo. Então só fiquei ali assistindo aquela cena.
– Satisfeita?
– Não, eu também não queria isso.
– Então porque fez?
– Não sei, era um jogo, e não gosto de perder, e com isso, infelizmente não me toquei que tinha a minha irmã no jogo.
– Aff, não acredito.
– A culpa é sua, você quis usa-la contra mim.
– Não estava usando-a. Não mesmo.
– Ah sim, claro.
– Não, você veio fazer graça quando resolveu ficar com a menina que eu achei bonitinha. Mas aquilo não me atingiu do jeito que você imaginou, eu não queria ficar com aquela menina, eu não queria nem você.
– Como assim?
– Eu gosto de jogar Lara, eu entrei num jogo, gosto de pessoas interessantes, e você com certeza é uma, mas não estava procurando nada quando fui te conhecer, você é bonita, sexy, e atraente, mas não passou disso. Observar uma bela mulher. Só que você foi arrogante, e isso me deu vontade de brincar um pouco. Porém você também sabe jogar, não é mesmo? Mas era só essa a intenção. Troquei algumas palavras com sua irmã, ela me preveniu sobre você, e eu deixei claro que sabia me cuidar sozinha.
– Hum…
– Quando fui procurar a Karla, sabia que você não gostaria, mas não tinha intenção nenhuma de nada, mas ela é encantadora, doce, engraçada, e eu infelizmente não resisti. E ainda mais porque percebi que ela vive na sua sombra, ela enfiou na cabeça que você sempre é a primeira opção, e quando eu mostro que não penso assim, advinha. Você vem e faz ela ter certeza. Meu, por que isso? Eu vejo que você é tão doce quanto ela. Está no seu olhar.
– Para com isso.
– Não estou brincando, é sério. Olha, sei que dói muito ser magoada, mas você não vai deixar a ferida cicatrizar se não parar de se punir.
– Você não me conhece.
– Não, mas vejo que tem muito de mim em você. Eu já fui assim. Hoje sou muito melhor.
Terminei a frase dando um pequeno sorriso, já que ainda estava meio “assim”, por causa da Karla.
– Hum, não sou esse monstro que pensam, eu só sei me divertir. E a propósito, eu também só estava brincando com você. Não gosto de saber que alguém desdenha de mim e sai de boa.
– Uhum. Brincando, ok.
– É sim, estava. Você não faz o meu tipo.
– Que bom. Mas teremos essa conversa outro dia. Preciso falar com sua irmã.
– Não depois de mim. Preciso pedir desculpas.
– Viu, sabia que no fundo você era uma graça.
– Fica quieta.

Continua…

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Descemos da pedra, claro que desci com ajuda da Lara, que jogou isso na minha cara o caminho inteiro, e resolvemos dar uma volta na praia para encontrar a Karla. Andamos por algum tempo, e nada. Até que a Lara disse que como ela não estava nas pedras, e nem na praia, só havia um lugar que ela poderia estar.
Formos até o apartamento delas. Lara me convenceu a subir dizendo que seus pais estavam viajando, então eu aceitei. Ela abriu a porta, e já se pôde ouvir o som de Elis Regina vindo de um dos ambientes.
Lara me convidou para entrar com um aceno de cabeça, e eu entrei, ela pediu que eu esperasse no sofá e entrou no ambiente de onde vinha o som.
– Toc, toc, posso entrar? – ouvi Lara perguntar.
– Já está dentro – respondeu uma voz familiar, sem dúvida era a Karla.
– É mesmo. Podemos conversar?
– Já estamos conversando.
– Para vai, não me trata assim.
– Assim como?
– Fria. Você sabe que me dói.
– Você acha que o que você faz não dói Lara?
– Sei que dói.
– E por que faz?
– Porque sou uma cabeça dura. Me desculpa.
– Desculpo. Claro que desculpo. E vou desculpar toda vez, como já desculpei tantas vezes, não é mesmo?
– Sim, mas não precisa fazer assim. Eu prometo que não irei mais te magoar assim, prometo do fundo do meu coração.
– Uhum.
– Olha, não quero a menina que estava com você. Não sei nem o que você viu nela.
– Se não queria, porque a beijou?
– Porque sou idiota. Você sabe.
– Sei mesmo. Mas não importa se você a quer ou não. O que importa é que ela te quer, e não a mim. O pior é que eu a achei tão legal, tão…
– Credo, para. Garotinha insuportável ela. E ela não me quer também.
– A tá, não – disse Karla debochada.
– Não mesmo, vem aqui na sala – Lara estava tentando fazer uma espécie de surpresa, esperava que desse certo.
Apareceu a Lara puxando a mão da Karla até a sala, e colocou ela na minha frente.
– Viu? Ela não está aqui por mim, tenha certeza – disse a Lara tentando acertar as coisas.
– Não mesmo. E insuportável é você. Olha Karla, eu só me deixei levar por um beijo, e sinceramente, sua irmã nem beija bem… – agora era a minha vez de tentar consertar as coisas, isso se não bagunçasse mais ainda.
– Ta louca menina? – a Lara era pavio curto.
– Deixa ela terminar de falar Lara – Karla realmente era um doce – Iiiii, serio isso?
– Sério! Eu curti te conhecer e bater aquele papo legal, curti seu beijo, e realmente eu e a Lara só estávamos em um joguinho de sedução. Nada demais. As duas por birra quase cometeram uma grande merda. E me desculpe a má palavra, mas ia ser bem assim. Eu não quero que você fique pensando que sou uma das meninas que prefere a sua irmã a você. E que fique claro, eu a acho uma graça, estou falando da sua irmã agora. Ela só se faz de badgirl, mas no fundo é só uma guria perdida.
– Bem, não vou mentir que penso isso também – Karla concordou comigo meio sem querer.
– Ei, eu estou aqui – Lara não queria ouvir tudo aqui, mas no fundo acho que ela precisava.
– Opa, desculpa. E então Karla, você me desculpa pela mancada?
– Sim. Quer dar uma volta?
– Sim. Vamos.
– Isso, vão, me deixem aqui sozinha, largada.
– Sério mesmo que vai ficar fazendo drama Lara? Olha, sei que você é uma meninona, mas não precisava ser tão explicita assim.
– Aff, vão logo.

Saímos do apartamento delas e resolvemos andar pelo calçadão para conversarmos um pouco mais, não lembro como aconteceu, mas quando dei conta, estávamos aos beijos na porta do meu quarto. Entramos com dificuldade porque eu não conseguia abrir a porta.
Mal entramos, ela fechou a porta com força e me encostou nela, começou a me beijar passando a mão pelos meus cabelos, deslizava pela minha nuca, e ia me deixando completamente arrepiada, não pensei direito, só sei que fui a guiando para a cama, ela sentou da cama e eu por cima dela, a beijava puxando seu cabelo. Ela gemia entre meus lábios, eu arranhava sua nuca e ela tremia sob minhas mãos. Fui jogando meu corpo sobre o dela para que ela deitasse e assim me levantei e rapidamente tirei sua calça que só atrapalhava aquele momento.
Subi beijando sua perna toda, dei uma leve mordida quando cheguei em sua coxa, ela gemeu alto para mim. Continuei beijando, beijei seu sexo sobre a calcinha, subi passando a língua pelo abdômen e levantando sua camisetinha regata. Ao chegar na altura dos seios qual não foi minha surpresa ao ver que eles não estavam cobertos por mais nada só aquele pequeno pedaço de pano que estava prestes a sair de cena.
Ela levantou a cabeça para me ajudar a tirar sua camiseta, e logo em seguida, eu desci beijando sua orelha, seu pescoço, seu colo, antes que pudesse chegar em seus seios, ela começou a tirar a minha camiseta, e com rapidez já estava com as mãos no fecho do meu sutiã. Os abriu e jogou o acessório por algum canto que não notei, já que estava muito ocupada.
Desci então beijando seus seios, os mordi delicadamente e ouvi um gemido abafado, enquanto acariciava um deles com uma das mãos, a boca engolia o outro com fome. Eu sentia seu corpo tremer embaixo do meu e isso ia me excitando cada vez mais. Deixei então seus seios para descer pelo seu corpo mordendo cada pedaço do caminho. Cheguei ao final de seu abdômen e fiquei passando a língua bem de leve por ali. Ela se contorcia e tremia cada vez mais forte.
– Para, você vai me matar assim – disse ela entre gemidos.
– Matar? Só se for de prazer. Vira – disse tentando me controlar para não avançar ainda mais sobre ela.
A ajudei a ficar de bruços, e comecei a lamber e passar a unha em suas coxas, ela abafava o som que saia de sua boca mordendo o colchão. Eu ria de leve sabendo que estava a deixando quase que incontrolável. Subi beijando, arranhando e mordendo.
Quando cheguei em sua bunda, ela não se segurou e gemeu alto, era o que faltava para que eu terminasse a tortura, subi beijando suas costas, me posicionei sobre seu corpo, abri um pouco suas pernas, afastei sua calcinha, e penetrei-a lentamente, seu sexo molhado me facilitou o objetivo, e assim, comecei a mexer meu dedo dentro dela. Ela gemia e rebolava pra mim, eu ia aumentando o ritmo e adorando aquele contato.
Ela empinou um pouco mais e facilitou ainda mais meu objetivo, que era roubar o melhor orgasmo dela. Então enfiei com força e fiquei mexendo meu dedo dentro dela, ela foi aumentando os movimentos e seus gemidos foram se transformando quase que em gritos, eu não deixei que ela gozasse ali, rápido. Tirei meu dedo de dentro dela, e quando percebi que ela ia reclamar, a virei de frente para mim e a beijei.
Ela abriu as pernas e ao invés de um, a penetrei com dois dedos, ao enfiar meus dedos dentro dela, um grito ecoou pelo quarto, e suas mãos apertaram minhas costas. Continuei enfiando com mais vontade, e quando dei por mim, ela estava sentada na cama empurrando seu sexo com força para que meus dedos não saíssem de dentro dela.
– Vai, não para. Continua assim – ela gemia enquanto pedia mais, isso me deixava louca.
– Mexe pra mim, assim, isso.
– Vai, vou gozar. Ai…
– Goza, goza que quero te lamber.
– Aaah… aaah…
– Vai, goza pra mim…
– Não para. Aaah… aaah…
Então senti seu corpo tremer com espasmos fortes, seu grito aumentar, suas mãos me apertarem e ela se jogar para trás pesadamente. O líquido escorreu pelos meus dedos, e antes mesmo que ela pudesse se recuperar, levantei e tirei sua calcinha, olhei para ela, dei um sorriso, olhei para seu sexo molhado. E lambi, passei a língua vagarosamente de baixo para cima. Ela gemeu alto. Repeti o processo. E senti sua respiração ofegar. Então segurando suas pernas, enfiei minha língua bem fundo em seu sexo, ela grudou em meus cabelos e começou a gemer e rebolar em minha boca.
– Ah, que delícia, ai assim…
Eu sugava seu sexo com vontade com a língua ainda dentro dela.
– Agora me chupa, vai.
Acatei seu pedido, e subi com minha língua até aquele nervo rijo. Primeiro passeei minha língua em torno dele, lambi demoradamente.
– Vai! me chupa – ela suplicava.
Finalmente coloquei-o inteiro na boca e o chupei. Chupei com vontade, com força, ela bagunçava meus cabelos, puxava-os e ao mesmo tempo pressionava minha cabeça sobre seu sexo, como se não quisesse me deixar parar.
– Assim… assim… aaaai, continua… vaaai. Aaaah… aaaah…
Eu estava adorando ouvi-la gemer para mim, aquilo estava me deixando mais faminta ainda, fui acelerando o ritmo, até que suas mãos afrouxaram e ela gritou.
Levantei rindo, apoiei minha cabeça sobre sua coxa e fiquei ali observando o movimento do seu peito subindo e descendo rapidamente por culpa do orgasmo intenso.
– Você é uma delicia – falei com toda sinceridade.
– Para!
– Não, sério, uma delicia.
– Sério, para, estou ficando com vergonha – disse ela envergonhada
– Ai, ai, não estava com vergonha nas ultimas duas horas, não é mesmo?
– Para, por favor.
– Ok, parei. Posso subir ai para te dar um beijo?
– Não precisa pedir.
Então subi sob seu corpo, deitei ao seu lado e a beijei demoradamente, por tabela ela sentiu seu próprio gosto, já que minha boca estava cheia do sabor que escorreu pelo seu sexo minutos antes.
– Tem certeza que não posso falar que você é uma delicia?
– Para. Mas já que acha que sou uma delicia, concorda que tenho direito de saber se você também é?
– Claro. Sinta-se a vontade.
E foi assim que passamos a noite, uma aproveitando o gosto da outra, rindo, conversando, até pegar no sono.

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No dia seguinte acordei com o telefone tocando.
– Alô
– Dona Gabriela, é o Tomaz aqui da recepção, tem uma senhorita te procurando.
– Hum? Quem?
– Dona Lara.
– Nossa.
– Alô. Alô.
– Oi, desculpa.
– Ela pode subir?
– Pode sim. Só segura ela uns 5 minutos por favor.
– OK.
– Karla… Karla…
– Hmmm.
– Acorda.
– Hmmm.
– Sua irmã está subindo.
– O que?
– Isso mesmo.
Ela então saiu correndo da cama, foi ao banheiro, jogou uma água no rosto, se vestiu numa velocidade quase impossível. Antes de terminar, duas batidas na porta fez com que a gente se assustasse.
– Um minuto.
– Não, abre logo, preciso falar com você.
– Estou indo.
Abri a porta devagar para que ela não entrasse de uma vez.
– Você brigou com a Karla ontem, vocês discutiram? Você a deixou em casa? Ela não dormiu lá na noite passada. Ela não é de fazer essas coisas.
– Calma.
– Calma porque não é sua irmã
– Calma, ela está aqui.
– O queeeeeeeeeeee?
– Oi, bom dia La.
– Bom dia? Você está louca?
– O que foi?
– Você quase me matou do coração e ainda pergunta o que foi?
– Não seja exagerada vai.
Enquanto as duas discutiam, fui me distanciando lentamente para não sobrar para mim, coisa que sabia que aconteceria mais cedo ou mais tarde.
– E você, certeza que isso foi ideia sua.
– O que? Calma, aconteceu poxa.
– Então quer dizer que acontece de você dormir com toda menina que encontra nas suas viagens?
– Sim. NÃO. NÃO. Aconteceu, surgiu o clima. Por favor, a Karla é maior de idade, e não fizemos nada de errado.
– Não estou questionando isso, mas sim por ela não ter avisado.
– Desculpa La, eu realmente não me lembrei.
– Percebe-se. Foi bom pelo menos?
– Eeeeei, não sei qual papo de irmãs vocês tem, mas estou aqui.
– Menina mole. Ok, depois você me conta Ka.
– Aff.
– Eu irei para casa, preciso de um banho e trocar de roupa. A gente se vê mais tarde Gabi?
– Sim, claro.
– Vamos Lara.
– Estou indo, pode ir na frente.
Karla saiu do meu quarto e me deixou lá sozinha com a Lara me olhando fixamente, pela minha cabeça havia passado várias possibilidades, uma delas era que Lara me mataria, mas o contrário aconteceu.
– Então quer dizer que a senhorita pegou minha irmã?
– Nossa!
– Relaxa, sou de boa com isso. Só não quero que ela se machuque, mas fora isso, gosto de saber que ela está se dando bem.
– Que bom. Olha, sua irmã é muito especial. Só isso.
– É eu sei. Somos opostos.
– Não Lara, pode desistir de usar essa mascara comigo, isso não vai colar.
– Ai, ai, lá vem você com essa de novo.
– Não, não é isso. Você se finge de mazinha, mas no fundo, já disse, é uma meninona. Tem opinião forte, é sim uma menina forte, mas só uma menina.
– Tudo bem, não irei discutir.
– Que bom, digo mais, tem uma música que acho que é sua cara. Acredito que você ira curtir.
– Qual?
“Só vou te contar
Porque você já é de casa.
Eu tenho um lado doce.
Que quase ninguém vê
Se dou festa, trato bem
Até quem chega de penetra
Quem me beija
Não consegue me esquecer…”

– E o resto?
– Ai você vai ter que procurar.
– Chata.
– Eu sei, mas você já está apaixonada por mim, confessa.
– Não confesso nada se você não confessar primeiro.
– Sério isso?
– Cala a boca e vamos logo dar uma volta.
Fim
Nota da autora: Meninas lindas que moram no coração da Katinha aqui, não fiquem triste, as aventuras da Gabi continuam. Sugestões de cidades e situações que ela possa viver, só enviar por e-mail ou deixar nos comentários que prometo que todas serão respondidas e utilizadas. Um super beijo.
Ps.: Saletinha, ainda terá a cena de sexo pela cam, aguarde.

Uma pena ter chegado ao fim né? mas se você gostou dessa história é só deixar um comentário abaixo que isso irá nos motivar a escrever mais. Ah… e se você puder, faça uma visita no anúncio abaixo, isso ajuda a manter o site no ar.