romance erótico Convite a perdicao, aventura 3 parte 2

Convite a perdição, aventura 3 – parte 2

Desisti de comer na rua e resolvi pedir algo para comer no quarto mesmo. Enquanto meu lanche não vinha, tomei um banho e me joguei na cama, fiquei ali um tempo olhando para o teto até que decidi ligar para a Marcela.

– Oi linda, tudo bem? – disse animada.
– Nossa, que surpresa, tudo bem sim, e você?
– Estou bem também.
– Que bom. Eu estava com saudade.
– Ount. Já? – perguntei fingindo surpresa.
– Sim, fazer o que se sou grudenta.
– Que bom, continue assim – disse satisfeita.
– Ah é? Se eu mudar, o que acontece?
– Peço o divórcio.
– Nossa, nem sabia que namorávamos, quando mais que éramos casadas – ela parecia surpresa ao disser isso.
– Poxa, eu não pedi você em casamento? Que falha a minha. Vou corrigir isso quando estiver passando por aí de novo.
– Ah vai? Bom saber.
– Ai, pensava que eu ia ficar te enrolando é?
– Se quisesse, poderia ter pedido antes, ué.
– Nossa, estou sofrendo com isso.
– Exagerada. Mas então, estou esperando – ela estava começando a me pressionar.
– Esperando o que?
– Você pedir em namoro.
– Vou pedir quando passar aí – disse eu.
– Vou ter que esperar? – em sua voz Marcela demonstrava desdenho.
– Quer agora é?
– Ué, pra que esperar, já que você vai pedir mesmo? A menos que você esteja pensando em se despedir da sua solteirice.
– Nossa. Não irei nem responder – era melhor eu não responder mesmo, ela poderia estar certa.
– Hum, não sei se sua falta de resposta é boa ou ruim.
– Para de besteira vai. Liguei porque estou com saudades, não quero que você fique pensando besteira.
– Ok – disse Marcela sem me convencer de que o assunto tinha mesmo acabado.
– Ai, ai. Mais tarde eu ligo de novo pra te dar boa noite. Tudo bem?
– Vou esperar então.
– Pode esperar. Um beijo linda. Tchau.
– Beijo.
Desliguei o telefone e fui atender a porta que meu pedido já havia chegado, recebi meu lanche, agradeci o entregador e fechei a porta. Após matar a minha fome, deixei a bandeja sobre a mesa e me joguei na cama novamente. Eu era garota da cidade, não sei por que, mas calor e maresia me davam cansaço. Sendo assim. Decidi tirar um cochilo antes de planejar minha noite.
Qual não foi a minha surpresa ao acordar. Eu havia sonhado com ela. Isso era um sinal, um sinal de que eu não era para eu deixar as coisas ficarem no 0x0.
Vasculhei minha mochila atrás de uma roupa confortável e agradável, depois de muito tempo resmungando eu finalmente achei, afinal, sou mulher e como toda mulher, nunca tenho nada de bom para vestir.
Improvisei, cortei uma manga aqui, uma gola ali, dobrei a calça um pouco, assim fui ficando mais a vontade e até que bem apessoada, já que era tudo uma improvisação.
Subi na princesa, e fui rumo à praia. Tinha que resolver essa situação mal acabada. Não sei bem o motivo, mas ela me parecia muito arrogante, e isso me incomodava, talvez porque eu tenha esse defeito também, mas não vamos entrar nesse detalhe, não é?!
Chegando à praia, parei a princesa, e fiquei sentada nela olhando para toda a extensão, para ver se achava a Lara, mas nem sinal da bendita. Resolvi dar um tempo antes de descer e ir procura-la
– Procurando alguém? – disse uma voz atrás de mim.
– Nossa, que surpresa. Talvez – eu estava mentindo, mas por uma boa causa.
– Talvez?
– Na verdade estava sim.
– Quem?
– Curiosa ein.
– Não é curiosidade, só estava pensando em te ajudar, ué. Mas ok, continue aí procurando, espero que ache.
– Calma, calma. – A segurei pelo braço. – Eu estava brincando.
– Huum.
– Na verdade, era você mesma que eu queria encontrar.
– Eu? Então quer dizer que decidiu se render a mim.
– Ta louca? Eu acho que você deveria se render, isso sim.
– Olha pra mim, acha que sou mulher de me render?
– Sinceramente? – perguntei debochada.
– Sim.
– Você não me parece ser tudo isso que passa ser não. É um pouco topetuda sim, mas acho que no fundo, é uma meninona carente.
– Se você acha…
– Eu não acho, tenho certeza. Mas pode me provar o contrário se quiser.
– Ai, ai. Querendo me fazer cair na sua lábia?
– Não gata, se eu quisesse, você já teria caído e estaríamos nos beijando nesse momento.
– Você acredita mesmo nesse absurdo?
– Quer pagar para ver?
– Quem sa…
– Não, pensando bem não – eu disse interrompendo a sua resposta.
– Não entendi – ela ficou espantada.
– Não quero gastar meu charme com você – eu estava jogando.
– Hãn?
– Tem meninas muito mais interessantes que você aqui. Aliás, você poderia ser minha guia, né?
– Você tem noção do que esta falando? Meninas mais interessantes do que eu? Não, não tem mesmo.
– Eu não acho você tudo isso vai.
– E você acha que é tudo isso?
– Não, mas finjo melhor que você. Mas sério, olha aquela loirinha ali, quem é?
– Vai lá e pergunta – ela estava morrendo de raiva, eu podia sentir.
Ela terminou a frase e saiu andando, percebi que estava muito brava comigo, mas também percebi que ela estava quase caindo no meu joguinho, só que no fundo, não sabia se eu realmente queria aquilo, afinal, realmente ela me parecia uma meninona carente, o fato de ter criado uma máscara deve ser o motivo que a irmã me contou mais cedo, sendo assim, não queria estragar a única arma que ela tinha contra todos.
Dei uma volta pela praia, andei sem rumo, molhei os pés na água, e na volta, me deparo com a Lara beijando a menina loira que eu havia achado bonita, passei por elas e a Lara olhou para mim com ar de, viu, ganhei. Eu fiquei realmente irritada, ela estava me desafiando. Aquilo não ia ficar barato. Não mesmo.

Continua…

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