Romance erótico Convite a perdicao, aventura 3 parte 3

Convite a perdição, aventura 3 – parte 3

Voltei para onde havia estacionando a princesa, comprei uma garrafa de água de um cara que estava andando por ali, me encostei na princesa, e fiquei observando a cena dela com a loira. Ela sempre que podia olhava em minha direção e percebia-se um olhar vitorioso. Percebi o que eu deveria fazer naquele momento. Novamente fui para a praia e comecei a minha procura por uma pessoa, fiquei ali andando por mais de 1 hora até que no meio de um grupinho, finalmente encontrei.
– Oi Karla.
– Oi Gabi, tudo bem?
– Tudo sim. Só de boa?
– É, bebendo um pouco, jogando conversa fora com os amigos. Vejo que perdeu a viagem.
– Não entendi.
– Não viu a Lara ali com a Talita?
– Vi, o que tem?
– Ué, não vinha falar com ela?
– Na verdade não.
– Aham, sei.
– Mesmo. Eu estava procurando você.
– Sério?
– Sim. Por que o espanto?
– Nada. Quer sentar?
– Prefiro não. Quer dar uma volta?
– Vamos.
Estendi a mão para ajuda-la a levantar, ela bateu a mão no short para limpá-lo e logo em seguida, saímos em direção às pedras. Ela ia me falando o nome de todos os lugares que passávamos em frente. Eu ria e achava graça de sua empolgação. Ela ria também e se empolgava mais.
Chegamos no lugar que ela queria me mostrar, era um conjunto de pedras maravilhosas, e bem imponentes também.
– Vamos?
– Hum? – perguntei espantada.
– Vamos subir?
– Ta louca?
– Vai dizer que está com medo.
– Medo? Bom, não sei se seria essa a palavra, mas certo receio sim.
– Ai ai, medo. Admite.
– Ok, estou morrendo de medo. Satisfeita?
– Sim. Vem eu te ajudo.
Ela começou a subir rindo, e ficou com a mão esticada para trás. Não tive escolha, segurei suas mãos e assim começamos a subir as pedras. Levei uns três escorregões, mas mesmo assim, valeu a pena cada susto. A paisagem vista lá de cima era simplesmente maravilhosa. Deslumbrante. Me arrependi de imediato de não ter levado a minha câmera.
– Você vai ter que voltar aqui comigo munida de uma câmera fotográfica.
– Pode deixar, é só me chamar.
– Ok. Farei isso.
Sentei e fiquei olhando para toda aquela beleza, ela sentou do meu lado e ficamos um tempo em silencio, até que começamos a conversar sobre vários e vários assuntos, ela era deliciosamente engraçada, doce, e meiga, encantadora. Eu estava muito contente em ter querido provocar a Lara, porque no fundo, eu sai no lucro. E não estou falando de nada demais, só da companhia mesmo, mas se querem saber, ela era uma graça em todos os sentidos.
Mais clara que a Lara, cabelos lisos, mas ao invés de castanhos escuros, eram em um tom médio, a altura era a mesma, acho. Olhos bem expressivos, daqueles que não conseguem esconder nada, se ela estiver feliz, os olhos mostram isso, se estiver triste, mostram a tristeza. Gostei também da sua sinceridade, ela conseguia ser sincera, mas não ser dura. E acima de tudo, ela tinha um sorriso lindo.
– Olha Karla, me desculpa, mas preciso fazer uma coisa que já estou com vontade desde que chegamos aqui.
Eu a beijei, no começo, percebi o susto dela com o beijo roubado, mas depois ela se entregou ao beijo e começamos a nos beijar mais rápido, as mãos foram dando volta no corpo da outra. Coloquei uma mão em sua nuca para trazer sua boca mais próxima a minha, e a outra eu depositei em sua cintura, ela colocou as duas sobre meus ombros e nessa posição ficamos um tempo nos beijando. Até que o beijo terminou e ela ficou ali me olhando, sem entender, mas com os olhos agradecendo.
– O que foi?
– Nada.
– E por que está me olhando assim?
– Nada, ué.
– Se você diz.
Me inclinei para beijá-la novamente, e ouvi palmas atrás de nós. Ambas viramos para ver o que era, e demos de cara com a Lara.
– Bonito. Continuem – disse a Lara ironicamente.
– Aff, o que você está fazendo aqui? – perguntei surpresa.
– O que VOCÊ está fazendo aqui com a minha irmã?
– Nada demais, demos uma volta, conhecemos alguns lugares, e ela quis me apresentar a visão daqui de cima, só isso.
– E você estava vendo algo na boca dela com sua língua?
– Epa, pode parar por aí. Você é menor de idade Karla?
– Nã.. não.
– Então posso saber o que está fazendo, Lara?
– Eu fui procurar a Karla e falaram que ela tinha vindo para os lados de cá, sempre que pode, ela vem aqui para cima, só não sabia que havia trazido você.
– E qual o problema de me trazer?
Levantei e fui me aproximando dela, já que realmente estava ficando estressada com aquela situação.
– Você sabe qual é o problema.
– Não, não sei.
– Sabe sim. Você está usando a Karla, você está querendo me atingir.
– Eu querendo te atingir? Não se ache tanto gata. Mas acho que você estava querendo me atingir, já que ficou com uma menina que você nunca havia suportado, isso depois de eu ter dito que a achei interessante.
– Não se auto valorize assim Gabriela. Você não é tudo isso.
– Tudo bem, não posso te obrigar a achar nada. Mas podemos então encerrar esse assunto?
– Podemos.
Ela então veio até mim e me deu um beijo. No susto me deixei levar, mas caiu a ficha assim que ouvi a voz da Karla bem longe.
– Acho que vocês preferem ficar sozinhas.
Quando consegui encerrar aquele beijo, era tarde, só consegui ver a silhueta da Karla la embaixo, andando em direção a oposta das pedras. Eu tive vontade de ir atrás dela, mas jamais conseguiria descer aquelas pedras correndo. Então só fiquei ali assistindo aquela cena.
– Satisfeita?
– Não, eu também não queria isso.
– Então porque fez?
– Não sei, era um jogo, e não gosto de perder, e com isso, infelizmente não me toquei que tinha a minha irmã no jogo.
– Aff, não acredito.
– A culpa é sua, você quis usa-la contra mim.
– Não estava usando-a. Não mesmo.
– Ah sim, claro.
– Não, você veio fazer graça quando resolveu ficar com a menina que eu achei bonitinha. Mas aquilo não me atingiu do jeito que você imaginou, eu não queria ficar com aquela menina, eu não queria nem você.
– Como assim?
– Eu gosto de jogar Lara, eu entrei num jogo, gosto de pessoas interessantes, e você com certeza é uma, mas não estava procurando nada quando fui te conhecer, você é bonita, sexy, e atraente, mas não passou disso. Observar uma bela mulher. Só que você foi arrogante, e isso me deu vontade de brincar um pouco. Porém você também sabe jogar, não é mesmo? Mas era só essa a intenção. Troquei algumas palavras com sua irmã, ela me preveniu sobre você, e eu deixei claro que sabia me cuidar sozinha.
– Hum…
– Quando fui procurar a Karla, sabia que você não gostaria, mas não tinha intenção nenhuma de nada, mas ela é encantadora, doce, engraçada, e eu infelizmente não resisti. E ainda mais porque percebi que ela vive na sua sombra, ela enfiou na cabeça que você sempre é a primeira opção, e quando eu mostro que não penso assim, advinha. Você vem e faz ela ter certeza. Meu, por que isso? Eu vejo que você é tão doce quanto ela. Está no seu olhar.
– Para com isso.
– Não estou brincando, é sério. Olha, sei que dói muito ser magoada, mas você não vai deixar a ferida cicatrizar se não parar de se punir.
– Você não me conhece.
– Não, mas vejo que tem muito de mim em você. Eu já fui assim. Hoje sou muito melhor.
Terminei a frase dando um pequeno sorriso, já que ainda estava meio “assim”, por causa da Karla.
– Hum, não sou esse monstro que pensam, eu só sei me divertir. E a propósito, eu também só estava brincando com você. Não gosto de saber que alguém desdenha de mim e sai de boa.
– Uhum. Brincando, ok.
– É sim, estava. Você não faz o meu tipo.
– Que bom. Mas teremos essa conversa outro dia. Preciso falar com sua irmã.
– Não depois de mim. Preciso pedir desculpas.
– Viu, sabia que no fundo você era uma graça.
– Fica quieta.

Continua…

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