conto erótico Convite a perdicao, aventura 1 parte 1

Convite a perdição – parte 1

Sinopse: As vezes sair, fugir, viajar, é a melhor coisa que se pode fazer para dar uma levantada na vida. E quando digo melhor, é melhor mesmo. As surpresas que se pode encontrar podem ser as mais inesperadas, porém também podem ser as melhores.

Convite a perdição – parte 1

Sinopse: As vezes sair, fugir, viajar, é a melhor coisa que se pode fazer para dar uma levantada na vida. E quando digo melhor, é melhor mesmo. As surpresas que se pode encontrar podem ser as mais inesperadas, porém também podem ser as melhores.
Não agüentava mais aquela cidade, não agüentava mais a rotina, acordar todo dia de manhã, ir ao trabalho, sair para o almoço, voltar para o trabalho, voltar para a casa, tudo aquilo estava me deixando completamente louca. Foi quando tive um surto e resolvi mandar tudo pro espaço. Graças a Deus que eu podia me dar ao luxo de fazer isso, o final do ano me rendeu uma quantia interessante que poderia me deixar alguns meses sem me dar ao trabalho de ter que enfrentar aquela rotina entediante.
Cheguei em casa, joguei a pasta em um canto, peguei minha mochila preferida, e comecei a arruma-la, não sabia o que colocar, tanto porque, não sabia nem para onde iria, só sabia que subiria na Princesa e deixaria o vento me guiar para onde quer que fosse.
Mochila arrumada, já trocada, capacete na mão, desci do apartamento, olhei se a Princesa precisava de alguma coisa, mas que bom que ela estava em ordem. Então subi, acelerei e a única preocupação que vinha a minha cabeça era se virava para direita ou esquerda. Nada mais me importava nada mais na cabeça, só queria paz, tranqüilidade, ar puro. Estava tão absorvida pelos meus pensamentos que quando dei por mim estava entrando em uma cidadezinha daquelas que só vemos em filme, onde existe apenas um posto de gasolina, uma lanchonete, e todo mundo se conhece.
Resolvi parar para dar uma geral na Princesa, afinal, estava pilotando a mais de 3 horas e não tinha parado ainda. Deixei a moto no posto e me dirigi para a lanchonete, precisava urgente de um café e uma garrafa de água trincando.
– Boa tarde, o que posso servir?
– Boa tarde senhor, um café por favor e uma garrafa de água com gás.
– Claro. Trago em um instante. Margarida, vem aqui por favor.
– Sim tio.
– Uma xícara de café e uma garrafa de água com gás. Ela já trás senhorita.
– Obrigada.
– A propósito, a moto é sua?
– Sim senhor. Por quê?
– Nada, só a achei muito bonita. Ah, me desculpe, meu nome é Francisco.
– Prazer Sr. Francisco, eu me chamo Gabriela.
– Muito prazer. Vou deixar você em paz. Já a minha sobrinha trás seu pedido.
– Tudo bem.
Passados alguns minutos, a menina de olhos azuis, cabelos castanhos claros, sorriso tímido, que atendia pelo nome de Margarida veio com o meu pedido.
– Aqui está, um café e uma água com gás. Posso servir mais alguma coisa?
– Por enquanto não Margarida, obrigada.
– De nada. Mas como sabe meu nome?
– Ouvi seu tio lhe chamar.
– Ahh, e seu nome é?
– Gabriela. Prazer.
– Margarida, não incomode a cliente. – ‘gritou o seu tio do lado de dentro do balcão.’
– Imagina Sr. Francisco, não me incomoda em nada. Pelo contrário, a companhia está agradável. – ‘o rebati, já que realmente estava gostando de olhar para aquela menina linda’.
– Obrigada, rsrs, meu tio às vezes me da uns puxões de orelha, ele acha que incomodo os clientes, mas não sou assim, só gosto de conversar com pessoas que me parecem interessantes.
– Hmm, então quer dizer que você me achou interessante?
– Não é todo dia que vemos uma pessoa como você por aqui.
– Como eu, como?
– Ah, você me parece ser diferente, tem um estilo não muito comum do pessoal da redondeza. Não sei você me chamou atenção.
– Nossa tudo bem, quando você tiver mais tempo, eu deixo você me entrevistar, ok? Hehehe.
– Desculpe isso foi ironia?
– Não, é que seu tio já está te olhando com uma cara não muito boa. Hehe. Façamos assim, para você ter mais uma desculpa pra vir aqui, me traz algo para comer.
– O que?
– Me indica o que você acha mais gostoso.
– Gosta de maçã?
– Sim, muito por sinal.
– Temos a melhor torta de maçã da região. Te trarei um pedaço.
– Tudo bem, vou esperar.
E assim fiquei mais de 2 horas na lanchonete daquela cidadezinha perdida, quando dei por mim, a menina já estava sentada a minha frente tagarelando sem parar e rindo das coisas que ela mesma falava. Eu estava achando tudo uma graça. Ela era encantadora. Olhei para o relógio e vi que já era quase 7 horas da noite. Então me levantei de repente e lembrei que a moto ainda estava no posto.
– Desculpa, acabei de me lembrar que deixei a minha moto no posto.
– Hmm, não se preocupe, meu pai e meus irmãos cuidarão bem dela.
– Nossa, o senhor que me atendeu no posto é seu pai?
– Sim.
– Que engraçado. Seu pai dono do posto, seu tio da lanchonete, quase donos da cidade ein?!!
– Na verdade, podemos dizer que a família é quase dona da cidade mesmo. Minha tia é dona da venda e minha mãe da lavanderia.
– Nossa, coisas que só se vê em filmes.
– Hehehe, sim, é mesmo. Os forasteiros acham engraçado mesmo.
– È, até que é engraçado. Bom moça, o papo está muito bom, mas eu infelizmente tenho que ir. Foi um prazer enorme te conhecer. Pode ficar com o troco.
– Nossa, obrigada. O prazer foi todo meu.
Deixei a lanchonete pensando no belo sorriso que ficou para trás, se fossem em outras circunstancias eu não deixaria aquele sorriso passar sem roubar um beijo daquela boca convidativa. Cheguei ao posto com um sorriso safado estampado no rosto, e fiquei muito sem graça ao perceber que o pai da menina que estava me deixando com aquela cara de boba, estava olhando para mim.
– Oi, a senhorita está feliz pelo jeito ein!
– Rsrs, desculpe, só estava pensando em algumas coisas. Quanto lhe devo?
– Então, sinto te dar uma noticia ruim.
– Ruim? Como assim ruim?
– Calma moça, calma, sua moto está em perfeito estado, ótima, funcionando perfeitamente bem, mas o problema é que com a gasolina que você tem no tanque, não da nem pra chegar à metade do caminho da cidade vizinha, e aconteceu um acidente e a bomba do posto entupiu, só vamos conseguir dar jeito nisso amaná pela manhã.
– Ai meu Deus, mas tudo bem, dos males o menor. Eu não tinha nada programado mesmo. Me diz uma coisa, tem algum lugar que eu possa passar a noite aqui na cidade?
– Tem sim, a senhorita segue até a lanchonete de novo, lá a senhorita vira à esquerda e verá uma casa verde, lá eles alugam quartos.
– Obrigada.
– De nada. Amanhã lá pelas 7 da manhã, a senhorita pode vir buscar a moto.
– Lá pelas 7 da manhã vou estar dormindo ainda, hehe. Boa noite.
Fui até a pensão indicada, e acertei tudo com a dona, deixei a mochila no quarto indicado, peguei somente a carteira e sai em direção à lanchonete novamente, mas sem segundas intenções, somente para poder comer de verdade agora, já que ficaria ali pelas próximas 10 horas no mínimo.

– Voltou senhorita?
– Ah sim, tive um problema com a moto.
– Vai passar a noite na cidade então?
– Sim, já fiz reserva na pensão, vim aqui comer algo e me abastecer para noite.
– Entendo. Já sabe o que vai pedir, ou quer dar uma olhada no cardápio?
– Eu aceito o cardápio.
– Margarida, vem aqui servir a Srta. Gabriela.
– Sem senhorita, por favor.
– Hehe, me desculpe.
– Tudo bem.
Ele então saiu e deu lugar para a mais nova beldade da minha vida, ai, ai. Fico imaginando como seria a minha noite pensando naquela menina com a boca mais linda que já vi.
– Voltou é?
– Ai, todos me perguntando isso, assim vou pensar que não me querem aqui.
– Imagina. Não é isso, é que pensei que estivesse indo embora.
– Estava, mas aconteceu um probleminha com a moto, então tive que ficar.
– Que bom.
– Como?
– Nada não. Olha o cardápio.
– Obrigada.
Depois de jantar e comprar todos doces possíveis e imagináveis, revistas e livros sem noção que se possa vender em lugares assim, eu decidi pedir um cafezinho antes de ir embora. Isso foi uma péssima idéia, ou uma ótima, depende do ponto de vista. Minha mais nova beldade acabou tropeçando em algo e o café ao invés de vim parar sobre a mesa parou sobre mim, eu tinha tirado a jaqueta quando entrei no quarto da pensão e coloquei uma camisa mais fresca sobre a regata que estava usando, o problema era, a camisa era branca. Mas o pior de tudo foi que a pobre menina ficou tão, mas tão preocupada que eu fiquei morrendo de dó dela.
– Desculpa, por favor, mil desculpas.
– Imagina, não precisa se preocupar.
– Como não, eu te sujei toda.
– Já falei, tudo bem, não precisa se preocupar.
– Me da um minuto, a minha mãe está logo ali.
Ela então saiu de perto e foi para uma mesa que estava localizada ao fundo da lanchonete, uma mesa bem animada, cheia de pessoas rindo e conversando, mas mesmo assim, não pude deixar de ouvir uma parte da conversa.
– Mamãe, eu sujei a roupa daquela pobre moça ali – ‘começou ela, olhando para uma mulher que aparentava ter no máximo uns 40 anos e era tão bonita quanto, pelo jeito, beleza era hereditário’ – Posso usar a lavanderia para dar um jeito na roupa dela.
– Sim filha, mas não pode esperar até amanhã? Melhor não é mesmo?
– Acho que amanhã ela vai embora cedo, e eu estou me sentindo mal pela roupa.
– Sim Magda, a moça só esta esperando encher o tanque da moto, ela foi ao posto hoje, a moto dela está quase sem gasolina. – ‘disse o pai dela para a tal de Magda, que era a mãe da menina’.
– Então tudo bem, mas cuidado ein, quando entrar, tranque a porta. Já estamos indo para a casa, qualquer coisa, liga.
– Sim mãe.
– Tio…
– Pode ir, eu fecho tudo.

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Convite a perdição Parte 2 Final

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