Dia das apaixonadas

O que seria do dia dos namorados sem as mulheres? posivelmente nada, mas o que seria do dia dos namorados sem os homens? É o dia das apaixonadas!

Conto Erótico – Dia das apaixonadas

Tatiana está mais magra do que o costume. Às vezes, observando seus movimentos, admiro sua delicadeza, mas sinto medo de que ela se quebre, como se fosse frágil e indefesa…
– O que disse o médico? – perguntei enquanto estávamos trocando carinhos no sofá da sala.
– Ele disse que estou com hipertireoidismo, o contrário do seu.
– O que mais ele disse?
– Tenho que comer mais e melhor.
Rimos juntas. A Tatiana adora cozinhar e comer, mas também é uma pessoa ativa. Juntas somos mais ativas ainda, já que dizem por aí que sexo queima calorias e fazemos bastante – e, pelo visto, queimamos mais as calorias dela do que as minhas.
– Ele passou alguma dieta? – perguntei.
– Sim, terei que comer muito carboidrato complexo. Isso é mais a sua cara do que a minha – disse Tatiana sem ânimo.
– Eu sei, mas vou te ajudar. Já disse que te amo?
– Na verdade, essa é a primeira vez…
Uma estranha sensação invadiu meu corpo. Era verdade o que a Tatiana tinha dito, em todo esse tempo nos amando, curtindo um clima de eterno romance que vivíamos, eu nunca tinha dito a frase “eu te amo”. E nem ela.
Me senti estranha… Parecia que alguma coisa tinha mudado, mas continuamos o diálogo e os carinhos, que com o charme dela e o meu fogo rapidamente evoluíram para carícias mais quentes, abraços mais apertados e muita risada.
– Hoje é Dia dos Namorados, nosso primeiro – Disse Tatiana me olhando nos olhos.
– Eu sei, por isso disse que te amo – rimos juntas.
– Hum… Então você só me ama porque é Dia dos Namorados?
Embora não fosse preciso responder, disse sussurrando em seu ouvido:
– Eu te amo porque é impossível não te amar, IMPOSSÍVEL te amar e não te querer, te querer e não ter, ter e não poder contar pro mundo o quanto é especial.
Beijei seus lábios da forma mais doce e apaixonada possível e continuei:
– Eu te amo porque antes de você existir na minha vida, ela não tinha cor, era preto e branco.
Sem palavras, ela me beijou… um beijo quente e molhado das lágrimas que rolaram sem sua permissão.
– Porque está chorando, dengo? – perguntei preocupada.
– São lágrimas de alegria, você me faz muito feliz.
Namoramos como duas adolescentes e adormecemos.

Duas horas depois, acordamos com a campainha da porta. Recebemos um entregador que nos entregou uma encomenda.
Era um grande buquê de rosas, que eu adoro, e uma grande cesta com muitas coisas de comer e vários artigos de sex shop, vinho e, claro, chocolate.
Tatiana parecia não saber de nada. Me pediu pra ler o cartão em voz alta e, quando cheguei na assinatura, estava escrito “Seu dengo”.
Reacendemos a chama da noite com os produtos da cesta, principalmente com o vinho, os chocolates e algumas gotinhas de estimulante sexual.
Começamos no chão da sala, com muito beijo e muito toque, e terminamos em minha cama – que, desde aquela noite, cheira a morango.

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