Era uma vez parte 1

Era uma vez | parte 1

Esse é mais um conto erótico no estilo, romance. Teremos cena de sexo, mas o foto dessa história é o amor entre iguais. Essa história está dividida em 7 partes. Aguardamos o comentário de vocês.
Conto erótico Era uma vez parte 1

– Te amo – disse Lea com sorriso nos olhos. Eu conseguia sentir, do fundo do meu coração, que ela estava falando a verdade, pois eu sentia o mesmo por ela.

– Também te amo – disse tentando retribuir o amor e continuei – Estou com medo de não ser boa o suficiente pra você.

– Meu amor, fique tranquila – sua voz me acalmava, ela poderia dizer qualquer coisa – Eu prometo que se em algum momento você pedir pra parar, eu paro.

– Eu não vou pedir. Te amo. Eu quero perder minha virgindade com você, Lea.

– Tem certeza, Ally? – seu interesse em ter certeza sobre a minha decisão só me deixava mais segura. Ela, com certeza, era a mulher certa.

– Absoluta, Lea! Só te peço: tenha paciência comigo, ok?

– Ok, meu amor.

Essa foi a conversa de ontem, eu sou a garota mais sortuda do mundo, minha namorada é incrível, me respeitou tanto e me fez sentir o real significado da palavra mulher.
Meu nome é Allyson, mas podem me chamar de Ally. Moro em Miami com minha família, tenho 17 anos, sou alta, cabelos castanhos e olhos azuis. Ainda estudo e tenho um sonho, viver de música… Amo cantar.

Lea é canadense, a conheci em um intercâmbio, ficamos amigas e, da amizade, surgiu o amor.

Ela trabalhava em uma livraria perto da escola, e toda vez que eu a via, um sorriso surgia no meu rosto e minhas bochechas coravam.

Lea tem 22 anos, cabelos curtos e loiros, pele bronzeada e os olhos verdes, são os olhos mais lindos que já vi.

A princípio foi complicado, sempre soube que era gay, mas nunca me aceitei. Acho que por meus pais também serem homofóbicos. Eles sabem do meu namoro com a Lea, só que fingem não saber. Eu mesma contei a eles e aos meus irmãos.

Meus irmãos são muito compreensíveis e gostam da Lea, quando ela foi embora pro Canadá, achei que não daríamos mais certo, mas tudo deu certo.

Então posso dizer que sou uma gay dentro do armário para a sociedade, e fora dela para meus pais e irmãos.

Eu confesso que eu também não sou um ser tão legal, já que eu também sou homofóbica. Não ando de mãos dadas com Lea, não faço carinhos em público e sempre estou tensa pensando o que as pessoas pensariam de mim.

Amanhã será um dia especial, irei a um concurso de novos talentos musicais e é um concurso bem visado aqui nos EUA, com jurados famosos e transmissão mundial, fora o prêmio de um contrato de 50 milhões de dólares. Eles querem transformar o vencedor em uma estrela mundial.
Lea me dá todo o apoio do mundo, realmente, ela é mais do que eu acho merecer.

– Bom dia, meu amor! – disse tentando parecer animada.

– Bom dia, futura estrela Ally! (risos) Como está se sentindo, preparada pra deixar os jurados e o público aos teus pés?

– Você está me deixando nervosa, eu não sei se vou conseguir…

– Eu aposto que sim! Fiz um café reforçado pra você, coma direitinho. Já, já sua família passará aqui para te buscar – disse Lea.

– Sinto muito por não poder ficar mais tempo com você – me desculpei.

– Tudo bem, seus pais estão começando a acreditar que nós não somos só um “capricho”, que aqui existe amor de verdade – Lea tinha razão, as coisas estavam indo melhor do que nunca e meus pais parecia finalmente acreditar em nosso amor.

– Muito, amor! Que horas é seu voo?

– Daqui umas três horas, me mande notícias suas assim que puder, ok?

– Ok, amor!

– Ei, antes de você ir, eu comprei uma coisa pra você.

– Amor! – Lea e as suas surpresas, não é a toa que eu amo essa mulher.

– É simples, mas é uma forma de estar sempre perto de você e fazer você se sentir perto de mim.

Quando abri a caixinha, era um colar com um círculo com um furo no meio, e em volta atrás do círculo estava escrito: “Você é o meu era uma vez…’’ – L

– Você é incrível! – E, mais uma vez, ela me deixou sem palavras.

– Eu te amo e sempre vou te amar!

– Eu prometo nunca tirar esse colar! Eu prometo estar sempre com você.

Entrei no carro dos meus pais, com um aperto imenso no coração, não sabia se era pelo nervosismo das audições ou porque tudo que eu queria era ter a Lea ali perto de mim.
Depois de horas e horas de espera, eu fiz o teste… Eram 5 jurados, os “mestres” do mercado musical, e eu passei!

A primeira pessoa para quem eu liguei, claro, foi a Lea. Ela ficou extremamente feliz. Eu fui aprovada em várias fazes, até que fui dispensada, fracassei… E em meio a choros, uma luz no fim do túnel, os jurados resolveram montar grupos com os candidatos excluídos.

Meu grupo é legal, são quatro meninas e eu. A Clara de 16 anos, Dina de 15, Eva de 19 e Nora de 16. Tínhamos gostos parecidos, e foi, de certo modo, fácil o entrosamento, nos tornamos amigas-irmãs.

A correria da competição me fazia ficar mais ausente na vida de Lea e as ligações a noite que antes duravam horas e horas, passou a se resumir em minutos.

Lea sempre foi tão compreensiva, acho que esse tipo de atitude vale mais do que um “eu te amo”. Apoio incondicional.

Chegamos na final e eu mal podia acreditar, já tínhamos fanpages em redes sociais, nossa vida estava uma loucura, mas uma loucura boa! Era o nosso sonho, viver de música.

Antes de entrar no palco, eu mandei uma mensagem para Lea e, pra minha surpresa, ela me mandou uma foto, sentada em um local cheio de gente, foi ai que percebi que ela estava na plateia! Ela comprou ingresso pra me ver na final? Realmente, Lea é a pessoa mais fofa que eu conheço.

O programa foi pura tensão, nervosismo à flor da pele. Quatro oponentes incríveis, mas ganhamos! Acho que naquela noite eu chorei mais do que uma vida inteira. Bom, pelo menos era choro de alegria de vitória. Saberíamos que aquilo era só o começo de um desafio imenso. Mas coragem e cumplicidade não faltavam pra mim e nem para as meninas.

Consegui ficar conversando com Lea alguns minutos nos bastidores assim que o programa acabou. Iria ter uma festa na casa do nosso mentor, e ela não poderia ir, foi algo embaraçoso,
mas ela entendeu.

Nós do grupo tiramos algumas semanas de férias, afinal cada uma vinha de uma parte do país e sentíamos saudades de casa.

Foi assim que aproveitei meus amigos, minha família e Lea, que pegou o avião mais uma vez para podermos passar um tempo juntas.

Dessa vez, ela estava mais triste por problemas de saúde com o pai dela. Vê-la assim me cortava o coração. Tivemos momentos de choro, momentos de intenso amor… Você já se sentiu transbordando de amor? Lea me tratava com tanto cuidado, e, ao mesmo tempo, deixava tão claro quando estávamos nos amando… Sua paixão, seu tesão por mim… Eu me sentia viva, amada e muito desejada.

Saímos um pouco, fomos tomar sorvete, passear pela calçada.

– Feliz por você estar aqui comigo, Lea.

– Eu também, Ally, posso dar um abraço na super estrela?

– Para! (risos) Você pode sim dar um abraço na sua NAMORADA. Eu quero que saiba que, pra você, eu não sou a Ally do grupo. Pra você, eu sempre vou ser aquela Ally desajeitada que começou a comprar livros e mais livros só pra ter um motivo para ver a moça de olhos verdes de cabelo legal. Eu sempre vou ser aquela menina que tremeu toda e até gaguejou quando você pediu meu telefone (risos).

– Aquele momento foi fofo… Ally, me prometa uma coisa… Que sempre vai ser humilde e pé no chão, independentemente dos fascínios que essa carreira possa te trazer. Eu te amo, quero te ver bem, feliz e preparada pra qualquer tipo de situação. Essa carreira é muito instável, meu amor. Eu sei que você é uma excelente cantora. Você e as meninas cantam muito! Mas entende o que eu quero te dizer?

– Entendo e prometo, meu amor.

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| parte 2 |

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