Era uma vez parte 7 final7

Era uma vez – parte 7 Final

Meses se passaram, tivemos uma turnê pela Ásia e fiquei sem ver Lea por quase um mês, mas sempre nos falávamos, tudo na base da amizade.
E, até que enfim, chegaram as férias! Depois de meses e meses trabalhando, estava mais do que na hora de descansar… Resolvi ir pra Miami passar Natal e ano novo com a família. Infelizmente, Lea não quis vir e passou o natal e o ano novo sozinha, o que me cortava o coração.
Mas nem tudo estava perdido. Convenci ela a passar uma semana comigo no México, em um lugar chamado Cabo. Lá é incrível e tem uns resorts maravilhosos.
Nos divertíamos muito por lá. Andamos de barco, tomamos banho de sol, até que o tempo começou a mudar.
Apesar do céu estar cinzento, nada me tirava a alegria de estar lá com Lea. Resolvemos alugar a sala de jogos só pra nós, afinal, com o temporal que estava lá fora, não dava para curtir a praia… Jogamos sinuca, ping pong e depois fomos brincar no karaokê. Eu quase surtei quando ela começou a cantar… E não é só porque eu nunca tinha visto ela cantando (e ela canta muito bem) mas pela música que ela cantou: Heaven, a nossa música. Eu fiquei que nem uma boba olhando pra ela, e, com o tempo, ela parou de cantar, e saiu correndo no meio da chuva. Eu fui atrás dela, até que, com muito custo, consegui alcançá-la debaixo de chuva.
– Por que você está correndo de mim, Lea?
– Eu não consigo… Toda vez que eu te vejo, que eu sinto vontade de te beijar, eu lembro daquela manhã, das coisas que você me disse e isso não sai da minha cabeça!!!
– Calma, Lea, calma. Aquilo já passou e eu te amo ainda, eu te amo mais do que qualquer coisa na minha vida.
– Eu preciso ir embora, do resort, do México, da sua vida… Isso não deu certo da outra vez, não vai dar certo agora.
Não podia deixar ela ir, então fiz o que eu quis fazer desde o momento que eu a encontrei. E no meio daquela chuva, segurei sua cintura e roubei um beijo. Foi nessa hora que senti meu coração parando. No começo, senti suas mãos tentando se soltar de mim, mas, depois, ela desistiu.
Quando tirei minhas mãos de sua cintura, seu corpo se soltou e ficamos nos olhando e chorando.
Senti meu corpo acordando depois de quase 10 anos. Os pingos da chuva nem faziam mais efeito em mim. Eu só sabia chorar e olhar pra ela.
Foi então que ela saiu correndo novamente, e, dessa, vez eu fiquei estática olhando ela ir.
Não sei quanto tempo fiquei ali sentada na grama, tomando chuva, mas decidi me levantar e voltar para a casa onde eu e Lea estávamos hospedas. O resort onde ficávamos era uma casa ao invés de apartamento, como se fosse um condômino de luxo.
Fui direto ao quarto de Lea, com medo dela já ter ido embora, e tentei abrir a porta, mas estava trancada. Era um bom sinal de que ela ainda estava ali.
– Eu quero que você saiba, Lea, que eu estou aqui e não pretendo sair. Mesmo ensopada, eu vou estar aqui sentada do lado da sua porta até você conversar comigo.
Só escutava os seus soluços. A minha vontade era de arrombar aquela porta e encher ela de beijo. Era uma tortura ouvir Lea chorando. Fiquei pensando: quantas vezes antes de nos reencontrarmos, ela deve ter chorado por mim, sentindo minha falta? Isso me fazia sentir um monstro: aquela Lea alegre, palhaça e jovem de 22 anos tinha sumido.
A Lea de hoje às vezes sorria, mas nunca com o mesmo brilho do que a de antes e tudo culpa minha. Quantos Natais ela passou sozinha depois que sua mãe se foi? Quantas vezes ela precisou de um abraço e eu não estava lá?
Mesmo sentada perto da porta podia ver a chuva caindo e a noite chegando. Eu estava tremendo de frio, mas eu não iria sair dali por nada nesse mundo.
– Lea, eu só quero que você saiba que eu ainda estou aqui e que vou passar a minha vida inteira fazendo você acreditar em mim, em nós.
Escutei seus passos se aproximando da porta, e pude ver pela sombra embaixo da porta que ela também estava sentada perto da porta.
Comecei a cantar a nossa música Heaven e depois voltei a ficar em silêncio. Vi a sombra de Lea se mexendo e escutei o barulho da porta se destrancando.
Me levantei, mas preferi não abrir a porta. Coloquei minhas mãos na maçaneta.
– Lea…
– Oi, Ally.
– Você é o meu coração.
– Você também é o meu.
Depois disso, eu abri a porta com tudo e a vi parada ali, nossos olhos vermelhos de tanto chorar. Segurei sua nuca, senti suas mãos na minha cintura e nos beijamos, um beijo mais quente e desesperado a princípio, e que foi tomando forma de um beijo lento e gostoso.
Ela me apertava tanto, me trazendo pra junto dela, como se quisesse fazer com que nós duas nos tornássemos uma.
Fui tirando suas roupas aos poucos e devagar. Como ambas estávamos de calça e completamente molhadas da chuva, foi um pouco complicado (risos), mas nada é impossível quando se quer.
Deitei sobre ela em cima da cama e senti suas mãos segurando minhas coxas. Me inclinei e suas mãos seguraram meus seios, nos encaramos por um momento e voltei a beijá-la.
Ela me segurava de uma forma que parecia que suas mãos estavam por toda parte em meu corpo.
Ela puxou meu cabelo e começou a beijar, lamber e morder minha nuca. Comecei a arranhar sua barriga e puxei ela pela blusa, tirando tudo junto com o sutiã.
Os seios de Lea me fizeram pirar e, sem demora, comecei a morder seu queixo, sua nuca, até chegar nos seios. Fiquei dando beijos lentos em volta do bico até eu perceber que ela estava louca de desejo e, sem demora, lambi e dei uma mordidinha de leve. Seu corpo todo se contorceu e senti suas mãos segurando a minha cabeça, era mais do que um sinal de que não era para eu parar com aquilo tudo.
Depois de alguns minutos, voltei a beijá-la e senti suas mãos levantando minha blusa. Parei de beijá-la e deixei ela tirar minha blusa e meu sutiã.
Os olhos dela brilhavam como esmeraldas e eu senti que nós realmente fomos feitas uma pra outra. Só dela me olhar, eu já sentia um prazer que eu não sentia há tempos, há quase 10 anos.
Colei seu corpo junto ao meu e o contato de nossa pele, nossos seios, isso me deixava louca.
Ela se virou e me colocou deitada, ficando em cima de mim, foi até o meu ouvido e disse que estava com saudades.
Desceu a boca até meus seios e começou a sugá-los e não demorou muito para que eu soltasse um gemido. Percebi o sorriso surgindo na boca dela.
Ela desceu até minha barriga e foi lambendo, beijando e mordendo. Sua boca estava em cima da minha calcinha, ela então começou a dar leves mordidas e tudo que eu queria era que ela tirasse minha calcinha e me devorasse logo.
Mas ela soube me torturar e ficou fazendo charme, beijando minha virilha, minhas pernas até que tirou minha calcinha. Abri minhas pernas e senti sua boca quente lambendo meu sexo.
Eu tremia e gemia enquanto ela sugava minha alma, alternando em movimentos leves e movimentos bem rápidos.
Ela conhecia meu corpo tão bem, ela sabia exatamente quando eu iria gozar e, quando ela sentia, ela parava e esperava meu corpo acalmar para começar tudo de novo.
Sua boca voltou a se juntar a minha enquanto eu tirava sua calcinha. Estávamos molhadas, mas não mais da chuva e sim do suor dos nossos corpos em atrito.
– Lea, eu não aguento mais de tesão. Para de me torturar.
– Vou pensar no seu caso.
E ela continuou a tortura, passando a mão bem devagar em meu sexo, um toque que me fazia ficar sem ar, sem rumo.
Minhas mãos tocaram seu sexo. Senti que ela estava completamente excitada e não perdi tempo, penetrei-a com meus dedos e senti seu corpo quente.
Ela começou a rebolar em cima de mim e ao mesmo tempo me penetrar. Ficamos nos tocando até que eu gozei e fiquei sem força alguma.
Lea começou a fazer um vai-e-vem gostoso em cima de mim até que senti suas pernas tremerem e seu gozo escorrer pelo meu corpo.
Abracei-a e ficamos em silêncio por um bom tempo. Adormecemos ali sem falar nada e, quando acordei, ela ainda estava abraçada a mim. Dormia como um anjo. Aproveitei e fiquei passando a mão em seu cabelo até que percebi que ela iria acordar.
– Bom dia, Lea.
– Bom dia, Ally. Nossa, me desculpa, dormi em cima de você.
– Não, não, tá tudo bem. Eu adorei dormir abraçadinha com você.
– Eu também.
Percebi uma certa preocupação vindo da Lea e resolvi perguntar.
– Tá arrependida?
– Não.
– Não parece.
– Só preocupada.
– Com o quê, Lea?
– Deixa isso pra lá.
– Me fala.
– Não, não quero parecer uma idiota.
– Você não vai parecer uma idiota, por quê acha isso?
– É que… Ok, eu não quero que você interprete isso como estar te pressionando, eu só quero entender o que você e eu somos… Até porque, amigas não fazem amor.
– É, amigas não fazem amor… Mas você é minha amiga!
Senti Lea abaixando a cabeça de um modo triste. Por mais que ela tentasse fingir, eu a conhecia bem demais. E continuei falando.
– Você é minha amiga, minha amante, minha namorada, meu amor, meu tudo!
– Namorada?
– Uhum…
– Mas…
– Mas?
– Mas você nem me pediu! (risos).
– É verdade!
Puxei ela pra perto de mim e virei pra ficar em cima dela, olhando nos olhos dela.
– Minha vida, meu primeiro, grande e eterno amor… Aceita namorar comigo?
– Vou pensar no seu caso… (risos) Claro que eu aceito!
O dia amanheceu chuvoso, e, naquela ocasião, a única coisa que eu queria era curtir um bom dia de chuva na cama com a minha namorada. E foi assim!
Passaram-se três anos, muita coisa aconteceu. Por exemplo, eu e as meninas do grupo conversamos e decidimos nos separar. Foi algo, de certo modo, bacana. sem brigas, sem ressentimento. No fundo, todas sentimos que já estava na hora. E seremos sempre amigas, irmãs.
Acho que todas vamos continuar cantando, só que solo… Será algo legal. Estamos no meio de uma turnê mundial, que resolvemos chamar de “ Thank you”. Sim, ‘‘Obrigado’’ em português. É que nós cinco chegamos à conclusão de que o nome tinha que expressar tudo o que sentimos durantes esses anos, e nada melhor do que expressar gratidão. Agradecer a Deus, aos familiares e amigos, e, principalmente, aos fãs por todo o apoio durante esse tempo todo.
Quanto a Lea e eu?
Estamos noivas… Nesses três anos nós amamos muito e brigamos algumas vezes. Confesso que todas as vezes foram por ciúme… Não, não é ciúmes dela comigo! Eu sei que seria o mais comum, afinal, eu que canto e danço pra um monte de gente ver… Mas a verdade é que eu morro de ciúmes dela. Ela é linda, simpática, engraçada e linda… Sim, eu repeti a palavra ‘linda’ duas vezes porque ela é incrivelmente linda!
Da última vez que eu fui no Grammy, eu levei ela como acompanhante e vocês não tem ideia de como ela foi xavecada, na minha frente… O pessoal deu em cima dela mesmo na festa.
Fiquei morta de raiva, apesar de ter que sorrir e fingir que não entendia que a pessoa estava dando em cima dela na minha frente.
Quando fomos embora, briguei com ela. É, eu sei, ela não tinha culpa nenhuma e, como sempre, muito educada, dispensava as cantadas, mas, mesmo assim, brigamos…
Mas nada que uma boa conversa e uma boa cama não resolvam.
Assim que terminar a turnê, vou me casar. O pedido já foi feito e aceito!
Eu tenho uma meta todos os dias e estou dando o melhor de mim pra que ela seja cumprida: fazer com que ela se sinta amada todos os dias e fazer valer cada segundo o que está escrito no meu colar: “Você é o meu era uma vez…’’.

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