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Eu odeio unhas grandes

Comecei a me envolver com garotas quando eu tinha 14 anos. Nessa época eu não gostava muito de ficar com mulheres heterossexuais, não por preconceito, apenas por uma questão de experiência, habilidade e afinidade (em alguns casos flexibilidade).

É difícil explicar para uma mulher muito feminina que ela precisa manter as unhas sempre cortadas, lixadas e de preferência arredondadas já que, caso o contrário, pode machucar a outra mulher. A maioria das “heterossexuais” que eu conheci pareciam que tinham navalhas no lugar das unhas, e isso acaba com o tesão de qualquer pessoa. Sem contar que no começo elas sempre esquecem que eu não tenho pênis, que não precisam apertar meu clitóris com tanta força. Os homens é que gostam disso.
unhas-coloridas-ar-cor-iris_perigo_grandeNa foto as unhas estão cortadas e arredondadas. Unhas grandes podem machucar mesmo sem penetração.
A pintura digital deu um Charme LGBT, mas não precisa ter as cores do Arco-íris.

Mas como assim: se se trata de heterossexuais, porque ficam com outras mulheres?

Essas mulheres estão em busca de aventura, novas experiências. São pessoas de mente aberta que querem experimentar sexo com mulher (ou até mesmo fazer a três). Se você é Lésbica ou bi, e frequenta ou já frequentou salas de bate papo, possivelmente já trocou mensagens com alguma outra mulher e provavelmente já recebeu a seguinte proposta, “Oi, somos um casal liberal e estamos em busca de novas amizades. Meu marido e eu estamos procurando uma mulher que esteja interessada em fazer sexo comigo enquanto ele observa, ele não vai tocar em você, somente em mim”.

Outras vezes, motivadas pela curiosidade, elas saem escondidas do marido ou namorado para conhecer o “universo lésbico”, experimentar um beijo gay ou ter um caso. Dizem que sempre sentiram tesão e que queriam saber como é estar com outra mulher.

Evitei essas mulheres durante bastante tempo. Eu preferia ficar com mulheres mais velhas, porque inevitavelmente elas são mais experientes, já passaram por outras mulheres e aprenderam sobre esse tipo de situação. Eu sempre achei que as mulheres mais experientes eram as únicas que sabiam o que fazer com uma mulher como eu (eu sou taurina e isso diz muito). Mas o tempo muda, e a gente também muda com o tempo. Hoje não se trata mais de uma questão de idade, mas sim de criatividade, flexibilidade e vontade de ir além, aprender mais e explorar novas possibilidades, sem vergonha da própria sexualidade. Isso independe da idade. Tem garotas de 20 anos que me colocam no bolso e existem mulheres de 40 que me tiram o fôlego. Eu tenho 26 anos e ainda tenho muito o que aprender, porque independente da idade ou orientação sexual o objetivo tem que ser o mesmo: DAR E SENTIR PRAZER!

Não gosto muito de classificações, se passiva e ativa. Não me vejo em uma relação onde não dê prazer para minha parceira ou onde eu não sinta prazer, por isso gosto de dizer que sou participativa . Todas as heterossexuais que conheci também eram participativas, mas as unhas… As benditas unhas ofuscavam a participação.

Eu já estive com homens e com mulheres, mas sei que não nasci sabendo tudo, então aprendi a ter paciência e compreender que algumas pessoas precisam de mais instruções do que outras, algumas precisam de mais tempo para se descobrir, mesmo que em alguns casos tal “tempo” se traduza em anos.

Se você é mulher e gostaria de ter uma “experiência”, meu conselho é: mantenha as unhas cortadas, lixadas e arredondadas.

Quando uma mulher está flertando com um homem, ela geralmente olha para o pênis marcando por cima da roupa. Advinha para onde a lésbica irá olhar (claro que não estou generalizando, nem todas são passivas ou participativas, mas pra que arriscar, né!)?
dedos_amigosNossos dedos são nossos amigos!

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