romance erótico O amor pode dar certo parte 1

O amor pode dar certo – Parte 1

Sempre achei que site de relacionamento era para pessoas com extrema carência e desesperadas por uma companhia. Sempre julguei quem se cadastrava nestes sites, e ainda mais agora, com essa modinha de aplicativos para achar a “pessoa certa’’.
Me chamo Ana Julia, mas prefiro que me chamem pelo primeiro nome, Ana. Sou do interior de Minas Gerais, moro em uma cidade muito pacata, onde todo mundo conhece todo mundo.
Sou de estatura mediana, cabelos curtos (estilo Chanel), olhos castanhos, sou magra, porem seios fartos e bunda bem durinha. Minha pele é bem clara e eu tenho 23 anos.
Eu estava passando por um momento difícil, me encantei por alguém nesse imenso mundo virtual, onde eu me expus, me abri, falei de meus sentimentos e ela me disse dos dela. Passei noites no telefone com ela, trocamos segredos, fizemos planos, inclusive de nos vermos, já que ela morava a quase cinco horas da minha cidade.
Mas de uma coisa eu não tinha me dado conta, só eu estava apaixonada, eu era apenas um passatempo até ela achar alguém mais próximo e tudo começou como terminou. De repente!
Fiquei depressiva, triste, magoada me sentindo usada… Não sei quantas milhares de vezes eu escutei aquela musica: Mentiras, poesias e flores do Matheus Herriez. (Recomendo essa musica pra quem está com o coração partido assim como eu).
Nós mineiros usamos a expressão “pagar língua’’, que é quando a pessoa fala mal, desdenha de algo e depois começa a usufruir daquilo. Foi o meu caso. De tanto pensar sobre a carência alheia ao ponto de usar sites de relacionamentos e aplicativos, eu comecei a usar um aplicativo para mulheres homossexuais. Eh! realmente “paguei língua’’.
Usando o aplicativo conversei com muitas meninas, mas nenhuma que me fizesse pensar em algo. Isso até ver o perfil de Aline. Além de linda, ela ainda tínhamos gostos musicais parecidos, nosso perfis se combinavam. Então adicionei ela e depois de alguns dias recebi uma mensagem e fomos trocando mensagens até coincidir de estarmos online no mesmo momento.
Aline era uma mulher muito legal, um papo muito agradável, conversamos muito e ela me contou que tinha um filho, o Théo de 5 anos. Confesso que na hora eu fiquei meio apreensiva, afinal se ela era gay, sempre foi gay, como ela engravidou?
Aline riu muito de meus questionamentos, e me explicou que quando tinha seus 19 anos ela se apaixonou perdidamente por uma mulher, achou que ela era a mulher de sua vida, e planejava construir uma família com ela, porem, assim como eu, Aline parecia viver e sentir aquilo tudo sozinha.
Mesmo assim ela então saiu da casa de seus pais e entrou pra fila de adoção, e depois de muita espera, o Théo apareceu na vida dela, na época o Théo já estava com 2 anos, e ela com 23.
Depois de algumas semanas trocando mensagens, resolvi chamá-la pra sair. Combinamos de nos encontrar numa cidade entre a minha e a dela. O
domingo seria o melhor dia para ela, porque assim o Théo poderia ficar tranquilo na casa da avó.
Quando vi Aline descendo de seu carro, foi mágico, tão linda, tão simpática. Cabelos loiros longos, pele morena, olhos escuros, um pouco mais baixa do que eu, corpo lindo, seios pequenos, uma cintura fina, porém, com o quadril largo.
Deixei meu carro num estacionamento e resolvemos sair apenas com o dela. Conhecemos um pouco da cidade, fomos visitar a estação de trem.
– Ana, você já tinha vindo aqui?
– Não, mas estou amando isso tudo, acho lindo.
– É bem lindo sim, você aguarda só um minuto? Quero ligar para minha mãe, saber como está o Théo.
– Claro, sem problemas.
Para algumas mulheres isso pode ser um saco, mas eu achava lindo esse lado maternal da Aline, eu sou apaixonada por crianças e não me importaria de modo algum se o Théo tivesse vindo.
Continuamos o nosso passeio, almoçamos num lugar muito bacana, rimos bastante. Parecíamos turistas. Depois de horas juntas, estava na hora de cada uma voltar para casa.
Aline era uma mulher linda e ambas tínhamos consciência de que aquilo não era um simples passeio entre amigas.
Antes de irmos eu a abracei e tentei beijá-la, afinal estávamos em um lugar fechado, e o estacionamento vazio.
– Melhor não Ana.
– Ok, me desculpa, é que eu te acho linda e adorei sua companhia
– Eu fico feliz com todos seus elogios, e eles são totalmente recíprocos.
Mas acho que está cedo para um beijo, eu e você estamos machucadas por pessoas que só queriam se divertir, brincar… Você pode estar 100% recuperada, mas eu não. Eu sei que o que me aconteceu, foi há anos atrás, mas eu não estou 100% e eu não acho justo me doar pra uma pessoa apenas pela metade.
– Tem razão, eu realmente te entendo.
– Sendo bem sincera, eu estou realmente interessada em você. Ana, eu quero muito viver uma historia bacana e pelo o que conversamos durante todo esse tempo, e inclusive hoje, eu acho que eu temos muita chance. Só que você terá que ter muita paciência, pois termos que ir devagar.
– Eu terei, eu também quero viver algo bacana com você, mas pra eu não te pressionar todas as vezes que nos vermos, deixo claro que se um dia você quiser me beijar, saiba que eu vou ficar esperando que você me beije ou um intimado teu ok?
Rimos juntas e nos abraçamos em despedida. Fiquei extremamente encantada com Aline, tão simples, tão tudo de bom (risos).
Duas semanas de mais e mais conversa se passaram, até que resolvi chamá-la para conhecer minha cidade, são exatamente duas horas de carro que nos separam mas a diferença entre nossas cidades são grandes, a minha com características mais simples, sem muitos atrativos.
A dela já tinha muitas industrias, cinema, teatro e um leque de restaurantes e opções de laser incontáveis. Mas, para a minha surpresa ela aceitou vim ao meu encontro e sugeriu trazer o Théo. Claro que eu aceitei.

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