romance erótico O amor pode dar certo parte 2

O amor pode dar certo – Parte 2

Chegou o dia, e eu estava um poço de ansiedade para revê-la e para conhecer o Théo. Combinamos de nos encontrar na praça principal de minha cidade e na hora marcada, lá estavam os dois. Théo é um menino lindo ruivo e pele clara como a neve. Abracei ela e cumprimentei o Théo.
– Mas que príncipe! Oi Théo! Tudo bem?
– Tudo – disse Théo me dando um abraço apertado, algo tão espontâneo.
– Que abraço gostoso, você é muito bonito Théo.
– Obrigado, mamãe quero sorvete.
– Eu conheço uma sorveteria bem bacana aqui – eu disse olhando pra Aline, que me olhava com uma cara de surpresa.
Peguei o Théo no colo e fomos andando e conversando e ao mesmo tempo mostrando um pouco da cidade.
Chegamos na sorveteria e o Théo fez a festa, eu e Aline ficamos conversando por um tempo sobre o Théo e quando eu menos esperava ela se vira pra mim e diz:
– Estou impressionada com sua desenvoltura com o meu filho!
– Eu amo crianças, e ele é tão lindo! Você não tinha me dito que ele é ruivo.
– Pois é… acho que eu esqueci. Nunca o vi tão confortável com alguém, ele é muito na dele. Quando alguém o elogia ou fala oi. Eu tenho que ser aquela mãe chata que fica: diga oi pra fulano meu filho. Já com você nem precisei disser nada!
– Ah, é sempre assim. Todos me adoram!
Disse em um tom mais brincalhão, Aline ficou me olhando séria.
– Estou começando a achar que sim, eu, por exemplo, já te adoro!
Trocamos uns sorrisos, e aquele clima de flerte permaneceu durante todo o passeio, até jogar futebol num campinho abandonado nós 3 jogamos!
Estava anoitecendo e eles precisavam ir embora.
– Tia, obrigado pelo sorvete e pelos doces.
– Obrigada você por me ensinar a jogar futebol! Posso te dar outro abraço?
– Pode tia, quando você vai conhecer minha casa?
Aline interrompe a conversa e pede pro Théo subir no carro. Ajudei-a colocá-lo na cadeirinha de segurança, dei um beijo nele e fechei a porta.
– Meu filho tem razão, quando você vai conhecer a minha casa?
– Assim que for solicitada minha humilde presença!
Aline segurou minha mão e disse:
– Semana que vem, será o aniversário dele… Será num domingo, como sempre será um almoço na casa da minha mãe e alguns parentes, mas tudo muito simples. Quer ir?
– Sério?
– Sério você pode ir no sábado assim passeamos um pouco no shopping, cinema. O que você acha?
– Ótimo! Você me passa o telefone de um hotel pra eu fazer minha reserva?
– Hotel? Pra você?
– Éh!
– De modo algum, meu apartamento é pequeno, não tem nenhuma mordomia, mas faço questão que você fique comigo, digo conosco, o Théo vai amar. Eu também.
– Eu também vou amar ficar perto de vocês, ficamos combinadas então!
– Ótimo! – rimos juntas.
– Quando chegar em casa me mande uma mensagem, vou ficar preocupada, sei que você dirige bem, mas estrada é algo muito perigoso.
– Pode deixar, obrigada por tudo Ana.
– Pelo o que? Não me lembro de ter feito nada.
– O jeito que você tratou o Théo, e como você me trata, acho muito bonito seu jeito.
Enquanto ela dizia essas coisas, eu fiquei hipnotizada com o toque de sua mão em meu rosto, ela deu um leve sorriso e me deu um beijo na bochecha. Entrou em seu carro e foi embora.
A semana foi passando, conversávamos por mensagens de textos, chat de Facebook e às vezes no fim da noite ligações antes de dormirmos.
Aline sempre me dizia que o Théo sempre perguntava de mim, de quando eu iria. Ela não o disse nada sobre eu ir, seria surpresa.
Sábado depois do meio dia saí da gráfica e peguei as coisas e fui embora a direção a cidade da Ana e do Théo.
Cheguei ao endereço, toquei o interfone e ela disse que iria descer pra abrir o portão da garagem para que eu colocasse meu carro numa vaga.
Subimos e quando eu entrei o Théo estava jogando vídeo game na sala, ele abriu um sorriso tão lindo e veio correndo pra me abraçar. Fiquei brincando com ele um pouco até ele dormir.
Eu e Aline ficamos batendo papo na sala, vendo TV.
Assim que o Théo acordou saímos para o Shopping e nos divertimos muito com direito a cinema 3D!
Chegando em casa ele tomou um banho e ficou brincando com a mãe dele enquanto eu fazia o jantar, Afinal eu queria fazer minha propaganda de uma ótima cozinheira.
O Théo dormiu rapidinho, depois que coloquei ele na cama, fui ajudar a Aline com a cozinha.
– Você está me saindo uma bela companhia.
– Sério?
– Sim, o Théo é simplesmente louco por você, estou até com ciúmes. Estou com medo de perder meu lugar como mãe – riu e continuou – já pensou em ter filhos? Ter uma família?
– Você é uma excelente mãe, e o Théo te ama! Mas sim, penso em ter uma família e ser mãe, será que eu seria tão boa mãe assim como você?
– Fico feliz em saber disso, bom acho que você seria uma ótima mãe. Eu pretendo adotar mais uma criança, mas pra isso acho que eu preciso de uma companheira.
– Fico feliz em saber disso.
Começamos a rir e voltamos a árdua tarefa de lavar a louça.
Depois de um tempo, pra ser bem sincera depois de um bom tempo terminamos tudo e quando eu estava distraída, me escorando na pia e olhando pra ela, ela me surpreendeu com um beijou.
Seu beijo era calmo, como se quisesse conhecer aos poucos cada parte da minha boca, passei minha mão em sua cintura, segurando-a, estava louca por ela. Ainda mais sentindo seu beijo. De repente ela para de me beijar, me olha e me abraça dizendo:
– Vamos devagar ok?
– Ok, como você quiser.
– Não quero me precipitar em nada, não estou dizendo que te beijar foi precipitação, eu só não quero parar aqui por enquanto, me desculpe.
– Aline, juro que está tudo bem, pra ser bem sincera depois de um beijo desses. Está tudo ótimo! Vou devagar, eu sou paciente, eu te espero.
– Sério?
– Super sério, está tudo bem.
– Você é incrível!
– Eu não sou tão paciente com tudo e todos, eu abri uma exceção só pra você ok?
– Nossa que honra! Por quê?
– Porque você vale a pena.
Ela abriu um sorriso lindo pra mim, me abraçou forte me deu um selinho e foi pro seu quarto.
No dia seguinte nos arrumamos e fomos para a casa da mãe da Aline, sua mãe e seu pai eram pessoas super agradáveis e me receberam muito bem, assim como o resto da família conforme eles iam chegando.
Cantamos parabéns para o Théo e todos aqueles rituais de festa de aniversário infantil, no começo da tarde me sentei do lado de Aline para conversarmos um pouco a sós.
– Posso me sentar ao lado da mãe do aniversariante?
– Claro, gostando daqui?
– Sim, seus pais, seus parentes são uns amores.
– Éh… eu tenho sorte.
– Muita!
– Todos aqui estão avaliando você, sabia disso?
– Por quê?
– Porque eles acham que você é minha namorada.
– Bom, eu estou torcendo para ser promovida a isso – caímos na risada.
Enquanto isso o Théo brincava com seus primos. A tarde passou de uma forma bem agradável, mas estava na hora de voltar a minha cidade.
Como estávamos na frente de todos, eu não me atrevi a um abraço mais demorado ou coisa do gênero.
Conversando por mensagens e ligações, na verdade Aline se tornava mais presente em minha vida do que a pessoas mais próximas a mim.
Estávamos conversando por mensagens em um sábado a tarde quando ela me disse que sábado que vem, queria que eu fosse até a sua cidade para passarmos o fim de semana juntas.
Chegando o tão esperado sábado (pelo menos para mim) fui assim que sai do meu serviço.
Chegando no apartamento, Aline estava me esperando toda linda, veio me deu um forte abraço e fomos almoçar.
– Estou morrendo de fome.
– Eu também! Nem belisquei enquanto fazia o almoço.
– Isso ai, se não perdia o apetite.
– Exato!
– Cadê o Théo?
– Bom, eu dei férias de mim pra ele – disse rindo e continuou – ele vai passar o sábado inteiro na casa da avó dele, ai amanhã depois do almoço eu e você podemos busca-lo, o que acha?
– Ótimo! mas vou morrer de saudades dele.
– E eu já estou morrendo de saudades do meu príncipe, só que, toda vez que você vem eu nunca posso fazer programas da nossa idade, como ir numa boate ou assistir um filme que não seja infantil – ela sorriu e continuou – e eu sei, deve ser chato pra você, que não é mãe…
– Claro que não é chato, eu gosto! me sinto uma criança perto dele, e ficar do seu lado já é valido pra mim, independente da forma que aconteça.
– Muito feliz em saber disso, mas hoje sairemos da nossa rotina ok?
– Sim senhora!
Passamos uma tarde muito bacana, jogamos um colchão na sala pegamos travesseiros e cobertores e fomos fazer uma maratona de filmes.
Primeiro uma comédia chamada: As bem armadas (gente é muito bom! Eu passei mal de tanto que eu ri), depois vimos um filme chamado Um homem de sorte (um romance muito bacana) e o terceiro eu e ela desistimos, ficamos deitadas de conchinha conversando, e depois ambas dormimos.

————————————————-

Você é nova por aqui? Então leia também as outras partes! E se lembre de voltar aqui, queremos saber o que você achou.

Parte 1 | Parte 2 | Parte 3 | Parte 4 | Parte 5 Final

PS: Lembrem-se de compartilhar nosso conteúdo, pra nós isso é muito importante!

Related Posts

Leave a comment

Your email address will not be published. Required fields are marked.