romance erótico O amor pode dar certo parte 3

O amor pode dar certo – Parte 3

Quando acordei, ela estava dormindo com uma cara tão gostosa, um semblante cheio de paz, tranqüila. Não sabia como acordá-la, então fui fazendo carinho na sua mão até ela acordar.
Fomos ao um sushi bar e resolvemos ir para uma balada GLS conhecida na cidade.
– A fila está enorme!
– Vai ser legal ver você dançando Aline, confesso que não imagino isso.
– Vai se surpreender! Eu danço bem demais!
– Imagino!
– Para de me zoar, eu sei passos incríveis!
Rimos juntas, até que chegou na nossa vez, uma recepcionista da boate veio até nós.

– Boa noite, vocês são um casal?
– Não
Fiquei olhando pra Aline, afinal ela respondeu com tanta rapidez um não, que eu fiquei sem entender.
– Ok, nós trabalhamos com pulseiras que identificam se a pessoa esta disponível para uma possível abordagem, pulseira rosa – relacionamento sério e pulseira verde – solteira. Ambas são solteiras?
– Não, eu vou usar a rosa, a verde é só para a minha amiga.
Senti que depois da resposta Aline ficou sem jeito, mas não pediu para mudar a cor.
Tentei relevar aquilo, afinal Aline era uma mulher complexa, tudo aos poucos em doses homeopáticas.
Nos divertimos muito, fomos chegando perto para ver quem era a Dj porque tocava muito bem!
Quando chegamos perto do palco, a fisionomia da Aline mudou, como se estivesse em pânico, ficamos ali por pouco tempo, ela queria ficar mais retirada do palco… A alegria dela acabou, estava tensa olhando para os lados, tentando se esconder.
– Desculpa mas está insuportável isso, dá pra você me explicar o que houve? Você viu a Dj e ficou tensa, de onde você a conhece?
– Desculpa não queria estragar a noite, não precisamos falar disso ok?
– Precisamos sim, me fala
– Ela é a minha ex…
– A que te causou trauma? Que te abandonou?
– Exatamente!
– Que filha da mãe, ok, vamos embora
– Não! Nós estamos dançando!
– Não, eu estou dançando! e você tensa mexendo os pés é bem diferente.
– Não se preocupe, ela não deve ter nem me visto… e estamos longe demais do palco para ela me ver, quer saber? VAMOS DANÇAR! Ela não tem poder nenhum sobre mim, se ela me encontrar, só verá que eu estou muitíssimo bem acompanhada.
– Você que sabe…
Tentei descontrair, ela pelo menos estava super tranquila, já eu por dentro meio com medo.
Depois de quase meia hora dançando, vejo a fisionomia de Aline mudar, quando me viro a Dj estava atrás de mim. Ela me cumprimentou e foi direto falar com a Aline.
– Meu Deus quanto tempo linda!
– Oi Katia!
– Meu Deus você continua incrivelmente linda!
– Agradeço.
– Vejo que está solteira.
– Como sabe?
– Sua pulseira verde! Adivinha que cor é a minha? VERDE! Acho que é o destino nos juntando… Nem que seja por essa noite.
– Te apresentar, minha amiga Ana.
Eu não acreditava naquilo que eu estava vendo, aquela canalha que tanto machucou a Aline, dando em cima dela, na maior cara de pau, como se não tivesse feito nada…
– Ela já tinha me cumprimentado Aline, parabéns você toca muito bem.
– Então Kátia eu não vim sozinha, estou com a minha amiga…
– Não seja por isso amiga, fique ai conversando, acho que vocês precisam de um tempo pra conversar, vou aproveitar que não estou dirigindo e vou até o bar, já volto.
Deixei as duas sozinhas, sei que algumas teriam ficado lá como um cão de guarda, mas eu tinha medo de presenciar algo, mas no fundo eu sentia que a Aline só iria despejar tudo o que estava dentro dela, ela só precisava botar a raiva dela para a fora, e quando eu chegasse ambas estariam discutindo e no final da noite eu e Aline dançaríamos para comemorar a libertação de toda a magoa dela.
Tomei duas cervejas, e voltei até onde Aline estava com a Kátia, voltei confiante (eis ai o poder da bebida, ou ela dá confiança… ou acaba com ela de vez).
Chegando próximo as duas, vi que elas estavam se beijando… Meu mundo caiu, Kátia tinha um poder de persuasão enorme, ou Aline nunca tinha deixado de gostar dela.
Esperei o beijo terminar na esperança de Aline dar um tapa, um empurrão de algum movimento que mostrasse que aquele beijo ela não queria. Mas percebi Aline colocando a mão no rosto dela, como forma de carinho.
Resolvi não esperar, e nem ir até a Aline, eu tinha deixado na entrada da recepção minha bolsa, com documentos, celular, chave de casa… Mas me lembrei que estava presa a Aline, afinal eu estava com minhas roupas em seu apartamento, e meu carro em sua garagem… Resolvi voltar para o bar, fiquei ali por horas, depois passei de longe e vi as duas conversando. Resolvi esperar de fora da boate, perto do carro da Aline.
Depois de algumas horas, Aline chegou perto de mim, eu estava dormindo perto do carro.
– Ana, levanta deixa eu te ajudar.
– Me solta, eu sei me cuidar.
Entramos no carro e fomos para o apartamento sem trocar nenhuma palavra. Chegando dentro de casa Aline veio em minha direção
– Eu posso te explicar.
– Boa noite Aline. Tranquei o quarto de hospedes, arrumei minhas coisas, percebia que ela estava do outro lado acordada, na esperança de que eu saísse para que pudéssemos conversar. Eu não sai. Resolvi escrever uma carta, que dizia assim.

“Aline, desculpe por ter sido grossa contigo…

No momento me falta palavras, sinto que não escreverei muito.
Gostaria de te dizer que eu tentei, tentei ser o melhor pra você e pro Théo. Vocês são uma família incrível e eu queria muito fazer parte dela. Mas como tudo na vida, não é só uma pessoa que pode decidir. Sendo assim, sei que o beijo que eu vi não foi só a vontade dela, até porque, você é rápida em dizer sim, ou não… Eu sei bem disso, lembra do fim do nosso primeiro encontro?
Eu não posso, e não vou competir com uma lembrança… Você ainda gosta dela, e bom pra ser bem honesta prefiro ocultar a minha opinião se a recíproca é verdadeira no caso de vocês.
Agradeço a hospitalidade, aos momentos incríveis com você e com o Théo, por favor, dê um beijo nele e diga que eu sempre vou ser grata por ele ter me ensinado a jogar futebol.
Estou indo embora, em todos os sentidos… Eu quero um coração para chamar de casa, mas acho que o seu já tem moradora… e eu não pretendo dividir com ninguém.
Não me julgue covarde por não te esperar, é que seria difícil para mim te ver depois do que eu vi. E se um dia, seu coração estiver 100% desocupado, e você pronta para um relacionamento de verdade. Sem resquícios de nenhuma pessoa dentro do seu coração, se esse dia chegar e você se lembrar de mim. Você sabe onde me achar… Caso o contrário, prefiro que não me procure.
Foi bom te conhecer, aprendi muita coisa, inclusive sobre mim.
Tenha uma boa vida.
Aline ”.

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