romance erótico O amor pode dar certo parte 4

O amor pode dar certo – Parte 4

Três anos se passaram, as coisas mudaram, eu mudei. Me formei em administração, decidi sair da pequena cidade e fui morar em uma cidade não muito longe da minha, umas três horas separavam da minha cidade natal.
Um dia saindo do escritório, vejo Aline parada em frente ao meu carro, fico pensando que estou louca, eu só posso estar louca.
– Oi Ana!
– Aline? O que você está fazendo aqui?
– Bom te ver também, eu fui até sua cidade, encontrei com seus pais e consegui com ela o endereço de onde você trabalhava, cheguei a pouco, que bom que deu tempo de te encontrar.
– Como está o Théo?
– Lindo! Alto, está na altura dos meus ombros, ele te mandou um beijo.
– Ele se lembra de mim?
– Sim! Ficou feliz quando disse que estava vindo conversar com você.
– Mande outro beijo para ele, em que posso te ajudar Aline?
– Eu não sou uma cliente sua para você falar assim comigo.
– Não quis ofende-la.
– Tudo bem, deixe as formalidades de lado, podemos conversar melhor?
– Claro, eu estou indo para a minha casa, entre no seu carro e me siga.
– Ok!
Dentro do carro, hora e outra me pegava olhando no retrovisor não podia acreditar que ela esta ali, meu coração estava super acelerado, mas tinha que manter a pose de durona, afinal eu me magoei muito naquela época.
Chegando em casa, me sentei para conversar com ela.
– Aceita algo?
– Não eu estou bem, obrigada.
– Ok!
– Eu ensaiei 3 anos para te falar muita coisa, mas agora na sua frente não tá saindo nada…
– Normal…
– Faz o seguinte, me escuta do começo ao fim, sem me interromper?
– Prometo tentar.
– Ok, sobre o que você viu na boate, sim eu entrei em pânico e sim eu sentia 20% de algo por ela, mas os outros 80% era seu…
– Isso não foi o bastante, pelo o que eu me lembre.
– Eu não sei o que aconteceu, quando eu a vi, eu cai nas desculpas esfarrapadas dela, eu me esqueci de você, não pensei em nada.
– Obrigada por me falar algo que eu já sei, ela reinava no seu coração e eu não pude fazer nada.
– Reinava, eu juro por tudo que é mais sagrado, pelo meu filho que eu não a amo mais! Ela não existe pra mim.
– Desculpa, mas não acredito e você sabe que eu tenho motivos.
– Sei, assim como eu também tenho, ela me procurou depois, foi no meu consultório disse que estava de passagem pela cidade e que queria me dar um beijo.
– Por favor me poupe dos detalhes da conversa.
– Não, você precisa saber o que eu disse. Eu disse que aquilo na boate foi um erro, que você e eu não éramos só amigas e que por um impulso eu te perdi, ela tentou forçar a barra, me agarrou, eu dei um tapa nela. Enfim só fiz o que deveria ter feito na boate.
– Bom pra você então.
– Não, eu te perdi, eu não consegui em três anos me recuperar de você.
– Acalme-se, daqui a pouco você encontra alguém para tentar e assim se recupera de mim, porque ao contrário da Kátia, eu não te via como uma reserva, um brinquedo e por ser assim, que eu nunca te procurei.
– Sei que você é bem diferente dela… Fim de semana eu estava na casa da minha mãe, ela me perguntou o porquê de nós não termos dado certo, eu contei tudo nos mínimos detalhes, ela quis me matar por ter estragado tudo. Disse que não era justo eu fazer a merda que fiz e não te pedir desculpa, e pedir pra você voltar pra mim, já que hoje eu sei exatamente o que eu sinto por você, e sem porcentagem para definir o que eu sinto.
Nesse momento eu fiquei consternada, me levantei me virando de costas para ela, eu não queria que ela visse-me com os olhos cheios de lagrimas.
– Ana, você já tem alguém?
– Eu não quero ninguém, nunca mais… Nunca mais você ou qualquer mulher vai me machucar, eu não vou deixar!
– Olha pra mim, eu não quero te machucar, nem da outra vez eu quis!
Ela se levantou, vindo até a mim me abraçou, sussurrava no meu ouvido pedidos de desculpas, toma um banho, respira, eu te espero aqui, já está tarde hoje eu não volto para a casa, eu procuro um hotel aqui.
Sai em direção ao banho, fiquei uns 30 minutos pondo a ideia no lugar, naquele momento passava um filme na minha cabeça, eu podia escutar a musica que embalava meus três anos de amargura e solidão (John Legend – All of me).
Quando sai do banheiro, senti um cheiro vindo da cozinha, coloquei uma roupa e fui até lá.
– Desculpa invadir sua cozinha, pensei que você estaria com fome e decidi preparar algo para você, ainda gosta de macarronada?
– Sim.
– Ótimo, quer que eu coloque para você num prato?
– Não é necessário, pegue um prato para você, coma comigo se quiser.
– Quero sim.
Comemos em silencio, coisa que há três anos atrás era impossível.

– Ei, espera que eu te ajudo – disse ela correndo pra me ajudar a lavar a louça.
– Você já cozinhou, não precisa me ajudar – disse tentando ser educada.
– Ok, eu vou embora.
– Está chovendo muito lá fora, e esta tarde para procurar um hotel, minha casa é pequena, mas cabe você, pode ficar.
– Ok, muito obrigada Ana.
– Não me agradeça, faria por qualquer um. Nós temos praticamente o mesmo corpo, vá até meu quarto, é o único da casa não terá erro, pegue a roupa que quiser, tome um banho. Assim que terminar aqui eu vou para o quarto ler um pouco antes de dormir.
– Certo, até mais.
Aline entrou no banho, aquilo de tratá-la de uma maneira fria, não era do meu feitio, mas eu não conseguia ser diferente, a armadura de ferro que eu tinha colocado no meu coração não me deixava ser aquela Ana que ela conheceu.

Quando ela chegou no quarto eu já estava deitada no chão, a principio ela foi relutante, queria dormir no chão para que eu pudesse dormir na cama, mas eu me mantive firme me dispondo a dormir no chão, apaguei as luzes, fiquei de olhos fechados pensando em tudo que ela me disse.
– Ana, já esta dormindo?
– Quase Aline.
– Você gosta do seu emprego?
– Depende.
– Administração é algo que eu gosto, mas meu chefe, a maneira que ele conduz o escritório me deixa insatisfeita.
– Pena, é horrível trabalhar num local onde não se está satisfeito.
– Éh!
– Porque não monta seu escritório!
– Não posso, gasta muito e eu pago aluguel, é complicado…
– Você poderia ir pra minha cidade, meu irmão quer abrir um escritório nessa área, só que está sem parceiro.
– Legal!
– Eu iria gostar que você fosse.
Adormeci…
No dia seguinte acordei e achei na cama apenas um bilhete:

“ Oi, não quis me despedir de você… Éh, acho que realmente eu te perdi… Assim como eu vejo que você perdeu aquela Ana doce e meiga. Não me leve a mal, você me tratou bem… Mas a sensação que passa é que você se tornou uma dama de ferro… Como a dos filmes.
Ana eu realmente quero você, eu gosto de você, mas eu preciso que você me deixe entrar na sua vida… Se gosta de mim, não se feche, não se blinde.
Você sabe onde me encontrar, se aquela Ana, alegre, doce, gentil e amorosa existe ai dentro de você, (eu sei que ela esta ai, só precisa de uma ajudinha pra sair).
Deixa eu te ajudar, deixa eu reparar todos os meus erros e te dar todo o carinho e amor que você sempre mereceu… Eu te amo.”

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