romance erótico O amor pode dar certo parte 5 final

O amor pode dar certo – Parte 5 final

Depois daquela carta fiquei sem reação. Pensando naquelas palavras, li a carta umas quinhentas vezes e depois de quase dois meses, resolvi ir atrás da minha felicidade. Ir atrás de Aline.
Chegando em seu apartamento o porteiro me disse que ela estava no hospital, que hoje era a cirurgia do Théo, retirada de um câncer.
Fui correndo pro hospital e consegui achá-la do lado de sua família, chorando. Não sabia se ficava parada ou ia até ela, resolvi ir.
_ Aline…
Quando ela me viu, ela me abraçou correndo, chorando muito, vi sua mãe sorrindo pra mim…
– É verdade? Você está aqui comigo?
– Tô sim, o que aconteceu?
– O Théo foi diagnosticado com um câncer a menos de um ano, chama Hodgkin, é no sistema linfático.
– Por que você não me contou?
– Eu não queria despertar pena em você…
– Eu não sentiria isso de você, eu prometo que eu não vou sair do seu lado.
– Obrigada.
Esperamos muito na sala de espera, conversando com seus pais percebi que o estado de Théo era muito grave, e as chances eram pouquíssimas, veio em mim um filme de todas as vezes que brinquei com ele. Depois de quase cinco horas, os médicos saem sem que a Aline veja-os, e em seguida os pais de Aline são chamados.
Ambos voltam chorando, Aline chorava copiosamente, o Théo tinha partido, a única coisa que consegui era abraçá-la, fiquei do lado dela todo tempo, em todos os momentos.
No dia do enterro, amigos de escola do Théo, parentes, pacientes da Aline, todos foram prestar sua solidariedade.
Chegando em casa, havia sinais do Théo por toda parte, Aline estava em pedaços, preparei um chá e sentei com ela no sofá.
– Obrigada.
– Estou fazendo o que precisa ser feito.
– Eu não sei se eu vou conseguir viver sem meu filho…
– Você tem que viver, por ele… Ele era um garoto incrível, e tenho certeza que onde ele estiver ele vai olhar por você, por nós.
– Nós?
– Olha, você está cansada. Falamos disso quando estiver tudo voltando ao seu ritmo, eu só queria lhe pedir um favor.
– Claro.
– Me hospeda na sua casa por uns tempos?
– E seu serviço?
– Bom, eu fiquei mais do que um fim de semana aqui, meu chefe me ligou pedindo para eu voltar, se eu não voltasse, eu seria demitida, pois bem, aqui estou…
– Não queria atrapalhar sua vida.
– Aquele emprego não era vida, não se preocupe comigo… Só me diga posso ficar?
– Claro.
Dias se passaram e eu precisei voltar para a cidade onde eu morava. Fui receber meu salário, dar baixa na empresa, fazer acordo, entregar a casa que eu aluguei.
Estava me mudando para a casa de Aline. Eu respeitava seu luto, e não tinha ideia de como ia ser, morávamos juntas, dormíamos juntas, mas nada mais que isso.
Aline um dia saiu e disse que voltava somente a noite, quando ela entrou em casa, eu estava revendo uns valores, e fiquei boba com o que via, ela tinha cortado o cabelo, comprado roupas novas, estava com um semblante feliz e confiante.
– Gostou?
– Você está incrível…
– Eu pensei muito no que você me disse, eu preciso viver intensamente, agora por dois! Sei que o Théo queria ver sua mãe vivendo, feliz, eu vou ser feliz por ele!
– Digno de aplausos tudo o que você disse!
– Sem você pra cuidar de mim, me acolher todas as vezes que eu pensei em morrer, desistir da minha vida… Você foi fundamental pra que eu ainda esteja de pé. Vamos sair?
– Claro! Aonde você quer ir?
– Estou a fim de ir num restaurante que abriu perto do shopping e depois podíamos esticar, dançar em algum lugar…
– Seja feita sua vontade, mas espera eu me arrumar, porque preciso estar digna de tanta beleza, já volto!
– Eba.
Saímos felizes, era incrível ver Aline feliz daquele jeito. Jantamos e fomos dançar naquela mesma boate. Assim que chegamos Aline se manifestou.
– Moça duas pulseiras, por favor.
– Casal?
– Sim, somos um casal.
Entramos na boate e começamos a dançar, e como dançamos.
– Precisamos celebrar a vida, sempre!
– Estou gostando muito desse seu modo de ver as coisas Aline.
Aline segurou em minha cintura, e me puxou pra bem perto, foi até na minha orelha e me disse.
– Posso?
– O que?
– Te beijar?
Minha voz não saia, eu fiquei sem ação, apenas confirmei com a cabeça e nos beijamos, me senti leve, ela me beijava com tanta vontade e ao mesmo tempo com tanta doçura, eu mal podia acreditar que aquilo tudo estava acontecendo.
Dançando por mais um tempo e resolvemos ir para a casa.
Dentro do elevador quando estávamos nos beijando, senti que o clima estavam esquentando. Não sabia se ela realmente queria, ou depois iria me parar. Mas daí ela me levou para o quarto.
– Tem certeza Aline? Não quero que amanhã fique um clima ruim entre nós.
– Eu te amo… Você me ama?
– Claro que amo!
– Então vem, tira minha roupa, será que descontamos todo esse tempo esperando por esse momento.
– Mais de três anos não se desconta em uma noite.
– Ótimo, teremos a vida inteira para isso…
Puxei seu corpo perto do meu e abri a porta do quarto, minhas mãos desabotoavam sua blusa, enquanto a beijava com vontade enquanto. Sentia suas mãos puxando meu vestido, ela estava linda, com uma langeri na cor roxa, ficava me olhando, segurando minhas mãos, colocou minha mão perto da sua boca e começou a beijar, a lamber e a sugar meus dedos…
Tirei por completo minha roupa e comecei a beijar e aranhar suas pernas. Fui dando pequenas mordidas em seu corpo, tirei seu sutiã e comecei a morder de leve o bico dos teus seios. Sentia sua respiração falhar de tanto desejo.
Cada beijo, lambida era um motivo a mais para ela se excitar.
Desci até seu abdômen, e fui lambendo até chegar a sua calcinha. Tirei-a devagarzinho e comecei a lamber, e a sugar seu clitóris, ela se contorcia, gemia… Suas mãos em cima da minha cabeça era um sinal para não parar com aquilo tudo.
Seu corpo tremia, e não demorou muito para ela gozar na minha boca.
Fui de encontro ao seu rosto e a enchi de beijos, ela me surpreendeu e me jogou do outro lado da cama e de imediato subiu em cima de mim. Ela segurava meus seios, apertava, sentia meu corpo todo arrepiar com todo aquela intensidade que ela sugava meus seios, só com aqueles gestos eu gozei.
Ela me segurou e me colocou de bruços, deitou-se por cima de mim, e penetrou-me com seu dedo, começou a beijar minhas costas, ela metia com tanta vontade, me deixando completamente louca.
Ela se levantou e me pediu para que ficasse de quatro, obedeci de imediato ela ficou em baixo e começou a me chupar. Sua língua dançava em meu sexo e minhas pernas tremiam. Sentia que não iria aguentar por mais tempo e iria gozar novamente. Gozei na sua boca, ela foi subindo passando suas mãos em meus seios até apoiar sua cabeça no travesseiro.
Deitei do seu lado, ficamos em silencio nos olhando, fiquei cultuando cada parte do corpo de Aline.
– Te amo Ana.
– Também meu amor.
– Amor?
– Desculpa, eu empolguei.
– Não peça desculpas, eu adorei, posso te chamar assim também?
– Claro.
– Vem aqui, deita no meu peito, deixa eu cuidar de você…
Ficamos ali, nos curtindo por um bom tempo, quando eu acordei ela não estava mais ao meu lado, fui saindo do quarto chamando seu nome, mas gritou de volta pedindo para eu voltar para a cama. Eu de imediato atendi. Quando ela entrou no meu quarto ela me disse.
– Feche os olhos.
– Meu Deus quanto mistério amor.
– Valerá a pena, pronto, pode abrir!
– Que lindo…
Ela tinha trazido café na cama, acompanhado com um buque de flores, me encheu de beijo e fomos tomar café, ficamos curtindo o sábado deitadas, apenas curtindo o clima de romance, namorando. Até que em um certa hora, Aline se me fez a pergunta mais linda de todas.
– Casa comigo?
– É sério isso? – perguntei sem acreditar.
– Mais sério do que qualquer coisa pra mim… É ser sagrado. Eu te amo tanto, você me ajudou a reconstruir minha vida, e é com você que quero reconstruir uma família, olha não se assuste, mas, é a pura verdade é com você que quero ter filhos, é do seu lado que quero acordar, é com você que eu quero passar os domingos entediantes, é com você que eu quero brigar e fazer as passes (risos) é você o amor da minha vida.
Comecei a chorar, era tudo o que eu precisava ouvir e obviamente eu aceitei…
Já se passaram quase 5 anos desse pedido, nos casamos, mudamos do apartamento para uma casa maior, afinal três crianças precisam de muito espaço para brincar.
Sim, hoje somos mães de três lindas crianças, Julieta e José são nossos filhos adotivos, eles são irmãos biológicos e eu e Ana escolhemos os dois para não ser preciso separá-los.
Julieta tem 10 anos e José 9, já Caio tem quase 2 anos tivemos ele por inseminação artificial.
Eu trabalho com o irmão de Aline, ela por sua vez, continua no seu consultório.
Não passa um dia em que não nos lembramos do Théo nosso anjinho da guarda, assim como também não há um dia que nós não nus lembramos da promessa que fizemos a ele…
Que seriamos felizes, que viveríamos intensamente.

————————————————-

Você é nova por aqui? Então leia também as outras partes! E se lembre de voltar aqui, queremos saber o que você achou.

Parte | 1 Parte 2 | Parte 3 | Parte 4 | Parte 5 Final

PS: Lembrem-se de compartilhar nosso conteúdo, pra nós isso é muito importante!

Related Posts

Leave a comment

Your email address will not be published. Required fields are marked.