Conto_erotico_ogrande_verdadeiro_grito2

O grande e verdadeiro grito 2

Sábado, 10:15 da manhã, heis que meu telefone toca. Era minha ex-namorada que estava reativando a agenda do celular, pelo menos foi essa desculpa que ela usou. Combinamos uma cervejinha no final da tarde, daquele mesmo dia. Não escondo de ninguém que a minha preferência e pelo vinho. Não sou chegada à cerveja, não curto coisas que amargam. Gosto do vinho prosecco, do vinho do porto, vinho tinto. Gosto da história, o gosto, a cor, cheiro, efeito benéfico, o charme e tudo mais. Por isso não esperava que fosse nada alem de uma conversa entre amigas. Seduzir com cerveja? Esperar uma boa transa, principalmente se fosse a transa que eu estava precisando, algo que me roubasse a razão e arrancasse gritos de satisfação? era uma piada.

Marquei com Bianca no final da tarde e antes dela chegar eu assistir alguns filmes, chorei, dei risada, bebi alguns goles de vinho sozinha, tomei um banho de rainha, tirei uma soneca. Acordei entediada e cheia de energia minutos antes da Bianca chegar. Para minha surpresa, com uma garrafa de vinho.

– Vinho? – disse espantada – pensei que iríamos tomar cerveja.
– Oi pra você também Morena, eu estou bem e você?
– Oi Biba – era assim eu a chamava na intimidade, eu sempre fui dengosa e abusava dos apelidos nos momentos a dois, mesmo não sendo namoradas, o meu carinho não tinha acabado.
– Vinho sim – Bianca estava com um sorriso enigmático – achei que você iria gostar do presente, não seja mal agradecida, você já foi mais educada.
– Sinto muito dona sensibilidade – não era charme, era apenas ironia, mas eu adoro flertar e a porta parecia aberta para isso – fiquei surpresa, mas é claro que eu prefiro vinho, deixe-me ver o rotulo. Quase tão bom quanto a companhia.
– Obrigada senhora sarcástica. Nós vamos beber ou continuar com os trocadilhos?
– Eu acho que podemos fazer os dois – rimos juntas – vou colocar pra gelar mais um pouco.

mulher_forte_malhada

Bianca estava diferente, seu corpo havia mudado, seu cabelo estava mais bonito, havia um brilho radiante.
Foi nesse momento que lembrei das palavras do meu colega de trabalho, ele costuma dizer que “mulheres não prestam, porque elas terminam com você e fazem uma lista em seguida, só com coisas que elas precisam fazer pra ver você se arrepender de ter terminado com ela.” Bianca não foi muito diferente, não sei se ela fez uma lista, mas ela faz com que eu me pergunta-se, por quer terminei com Bianca?
Ela não era só bonita, era inteligente, engraçada e tínhamos uma ótima química. Fisicamente ela era a prova perfeita de que mulher não precisa ser alta para ser gostosa. Ela tinha 1,61 altura. Adorava malhar, pulava da cama cedo e não faltava a não ser que estivesse de cama, parecia uma fisiculturista, suas pernas grossas faziam “os cuecas” torcerem o pescoço e as mulheres ligavam por minuto.
Mulheres ligando por minuto? Acabei de lembrar!
Eu não aguentei tantas ligações e foi por causa do maldito celular que nossa relação acabou. Ver tanto Ibope me deixava louca e eu acabei não aguentando a pressão. Me chateou muito ter que terminar, mas mesmo com todo o ciúme, tínhamos uma química perfeita.
Não me recordo como começou, mas me lembro dos meus lábios tocarem os dela com urgência e a resposta rápida e sensual. Embriagada pelo vinho e pelo desejo, fui passiva, submissa deixei que Bianca conduzisse a brincadeira, nos beijamos abraçamos e o prazer parecia se intensificar.
Bianca me lambeu, mordeu, chupou e penetrou onde, como e quando quis. Senti seus dedos tortuosos entrando e saindo em mim, uma de suas mãos segurando firme meus cabelos e os nomes mais baixos e sujos já pronunciados entre nós. Gozei gritando alto, chamando seu nome, intenso, como um peso saindo de dentro de mim. Atingi o clímax e adormeci cansada nos braços de Bianca.

Continua…

Confira também – O grito

Related Posts

Leave a comment

Your email address will not be published. Required fields are marked.