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O Nascimento de Afrodite

Quando Cronos matou o pai Uranos com um golpe de foice, mal podia imaginar que estava provocando também o nascimento da mais bela criatura de todo o universo. Após sofrer o golpe cruel, a genitália de Urano despencara céu abaixo, mergulhando no mar que circundava a ilha de Chipre. As águas tornaram-se rubras e ferventes por vários dias, despertando a atenção das ninfas que habitavam a ilha.
– Vejam, irmãs! – gritou uma delas. – O mar parece prestes a parir algo!
O mar continuava a borbulhar, embora não estivesse mais a ferver, e suas águas haviam adquirido uma tonalidade rósea e agradável, parecendo uma gigantesca taça de vinho rosê.
Uma espuma alvíssima como uma renda sobrenadava ao redor de um grande redemoinho, remetendo à ilha um perfume inebriante que fazia as narinas rosadas as ninfas fremirem de deleite.
Então, da fenda que se fizera no mar, emergiu uma concha enorme, que aos poucos se abriu, revelando no seu interior uma mulher belíssima e inteiramente despida.
As ninfas pasmaram para aquela beleza, que colocava a delas em segundo plano: tudo nela era perfeito, desde as unhas cristalina dos pés até os cabelos dourados e esvoaçantes como finíssimos raios de sol.
Empurrada de leve por uma escolta de golfinhos, a concha foi depositada nas areias alvas da praia. Um instante depois, a deusa colocou o pé para fora, pisando no solo, e no mesmo momento uma relva esmeraldina cobriu toda a ilha, enfeitada por um manto de flores de todas as cores.
Então, ao ser indagada quem era, ela respondeu com uma voz que parecia saída da flauta do deus Pan:
– Sou Afrodite, a deusa do amor.
E, desde então, deuses e homens passaram a desfrutar da companhia da mais bela das deusas.

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