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O sexo e a minha criatividade

Bianca me ensinou muito sobre inspiração, sobre a relação sexo – criatividade. Alguns profissionais como, publicitários, jornalistas, pintores, poetas e escritores, são profissionais que trabalham com a criatividade e… naturalmente precisam de fontes de inspiração e, consequentemente, precisam evitar qualquer coisa que interfira em seus momentos criativos. Em meu caso, quando estou criando, não sinto muita falta de sexo, mas quando faço sexo, sinto como se o resto não tivesse muita importância e lá se vai a minha criatividade. Em alguns momentos eu me sinto obrigada a escolher: – prazer ou trabalho.

No texto “Sobreviva ao bloqueio criativo”, de Luís Antônio Giron, fala-se bastante sobre o assunto e eu me lembrei desde texto na última visita de Bianca. Foi na semana seguinte ao encontro que tivemos, veja O grande e verdadeiro grito.

Era sexta-feira e eu estava trabalhando em casa, – Bianca se ofereceu para jantar comigo, tentei explicar que estava trabalhando e que tinha prazo pra entregar os textos, mas, com jeitinho, ela acabou me convencendo.

Nesse dia me lembrei de mais uma das frases de um amigo, “mulher não vale nada, quando ela sabe que não pode ter alguma coisa ou alguém, aí é que ela quer”. Dizer pra Bianca que eu não podia naquele dia, era o mesmo que dizer que eu estava morrendo de vontade. Sua intenção não era somente me alimentar. Eu sabia que no final da noite dormiríamos abraçadas.

Era Por volta de 18h quando Bianca tocou a companhia eu ainda estava trabalhando. Além de seu lindo sorriso, trazia uma deliciosa pizza tamanho família, cheia de queijo e, borda crocante e recheada… (fico emocionada quando lembro, estava muito boa e eu estava com muita fome!

– Boa noite, Biba – disse cumprimentando-a com um beijo suave nos lábios e uma felicidade transparente, não só pela companhia, como também pela comida que tinha um cheiro delicioso.

– Olá Dengo, ainda está trabalhando?
– Sim, estava no meu melhor momento criativo quando minha barriga começou a conversar comigo, daí você chegou.
– Sua barriga conversando com você? – disse Bianca debochada.
– É só uma forma criativa de dizer que estou com fome e que minha barriga está roncando.
– Muito criativa , espero que essa não seja sua melhor criação – rimos juntas – Você gosta de queijo provolone certo? Eu trouxe pizza de quatro queijos, espero que goste. Não trouxe bebida, mas como já é tarde, eu pensei que poderíamos tomar o vinho que sobrou do outro sábado.
– Ainda tem vinho sim, mas não sei se seria legal beber, ainda estou trabalhando.
– Qual problema? – é só uma taça. Acho que com o vinho você já pode se considerar uma publicitária – rimos juntas.

Depois do vinho e da pizza eu ainda tinha muito trabalho pela frente, sabia que levaria pelo menos metade do meu final de semana para termina-lo, a não ser que um milagre acontecesse.

Claro que meus planos eram muito diferentes dos de Bianca, duas taças de vinho, uma música que surgiu sem eu perceber e logo em seguida um aroma que começou a me deixar excitada. Seu plano era me deixar excitada e me fazer ir procura-la.

Resistir por meia hora, mesmo com Bianca desfilando de um lado para o outro, mostrando suas lindas pernas e ficando sem calcinha, ante que tomei-a em meus braços.

Trabalho

Larguei tudo que estava na mesa e a puxei para mim, encostei os seus lábios no meu e fiz parecer como se eles nunca estiveram separados. Mas mesmo assim meu pensamento continuava no trabalho, nos benditos textos que eu precisa escrever.

Tentei recuar, voltar ao trabalho, mas aquela mulher arteira conhecia meu ponto fraco. Me pegou pela cintura, me segurou forte e me apertou, colou seu corpo no meu e apertou, enquanto me beijava deslizava as mãos pelo meu corpo, hora em minha cintura, apertando e dominando, hora em meus cabelos, afogando os dedos e puxando de encontro ao seu corpo.

Metade de mim era desejo a outra metade era dúvida, Parte de mim tentava não esquecer as ideias, as palavras, as frases formadas para o texto que eu estava tentando escrever, a outra parte não podia evitar a vontade de ser tocada, não podia evitar a umidade entre minhas pernas que molhava minha calcinha.

Calcinha… Era o nome daquele objeto que cobria a parte do meu corpo, a parte onde eu começava a implorar para ser tocada por Bianca. Era a barreira entre a minha (falsa) resistência e o meu desejo.

Então esqueci da resistência, me deixei levar pela loucura de sensações, boca, cheiro, coração palpitando, o arrepio dos beijos na nuca… E que beijos na nuca. Deixei acontecer e por alguns minutos o mundo deixou de existir. Enquanto seu corpo nu, encostava no meu e o seu sexo procurava o meu para não deixar o ar passar entre nós, o mundo deixou de ser importante. Enquanto minha boca percorria seu corpo e encontrava seu íntimo, o mundo parou. Parou e aplaudiu o nosso prazer.

Bianca gozou chamando meu nome e eu gozei gritando de prazer. Mais tarde me lembrei do trabalho que precisava ser feito, entretanto meu corpo cansado e a minha mente vazia não dariam conta de escrever nada. Pela manhã mandei um email para o cliente e informei sobre o atraso. Infelizmente ele nunca saberia que o meu “bloqueio criativo” na verdade foi um desvio de criatividade, e que criatividade!

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