O_tabu_da_basturbacao_feminina

Se masturbar ou não, eis a questão

Se masturbar ou não, eis a questão

Finalmente encontrei minha alma gêmea. Descobri que ela está em Nova-Iorque e que escreve para um site de Portugal. Infelizmente ela não escreve da forma que eu gostaria, mas há muita verdade em suas palavras.

Seu último texto que li tinha o seguinte título: “Quando és pobre não tens espaço para te masturbares”. Acho que está bem facinho de entender, né?

Kat George – nome da minha suposta alma gêmea – conta que mora em Nova Iorque e que, por falta de dinheiro, dividi um apartamento com um colega, o que rouba toda a sua privacidade. Principalmente devido ao fato das paredes da casa onde mora serem muito finas, sendo difícil fazer sexo ou até mesmo se masturbar com um vibrador sem que seu colega de quarto escute seu vibrador, sua pornografia ou mesmo seus gemidos.

Esse texto me fez lembrar da época que eu dividia o quarto com minha irmã mais velha. Eram tempos difíceis , durou mais ou menos até os meus 20 anos, ou seja, todo o meu período de descoberta. Não era muito confortável, às vezes eu tinha que ser muito criativa.

Sem ninguém pra conversar sobre o assunto, percebo que não é só lá, em Portugal, que esse tema é pouco aceito. Em uma roda de adultos podemos segredar algumas histórias interessantes, entretanto as mulheres sentem-se pouco confortáveis em admitir que se masturbam, e muitas vezes ouço elas dizerem que jamais o fariam, que preferem que outro o faça, fazem piadinhas…

Assim como Kat, eu também me sinto desconfortável em falar sobre o assunto: parece que só eu faço. No entanto, não nos sentimos desconfortáveis em saber que outros estão ouvindo nossos gemidos entre quatro paredes, nós até gostamos, é excitante, somos meio exibicionistas (se eu estiver sendo ativa é melhor ainda).

Mas tudo muda quando estamos falando do prazer solitário. Me sinto desconfortável em me masturbar quando há mais alguém em casa. Me preocupo se os outros irão ouvir os gemidos da pornografia lésbica que gosto de ver (os gemidos são estranhos e nisso nós duas também concordamos), se minha mãe vai chegar ou se o telefone vai tocar. Eu sinto como se os homens reconhecidamente fizessem isso para se divertirem um pouco mais, um “algo a mais” do que eles já fazem com as mulheres; mas se nós mulheres o fazemos não é pra complementar, e sim pra preencher um espaço vazio, como se nós só fizéssemos porque não temos quem o faça. Contudo isso não é verdade: eu me masturbo quando estou com vontade, quando me lembro de algum momento já vivido e por aí vai. Poderia citar inúmeros outros motivos.

Lamento que Kat esteja tão longe e que as estratégias dela não tenham funcionado tão bem. Eu gostaria de ficar sabendo que eu e Kat não somos as únicas a passar por esse perrengue.

O famoso besteirol americano conseguiu mostrar +ou- como eu e Kat nos sentimos.

http://www.youtube.com/watch?v=yG_8-cQ-7Cc
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