Sorriso aberto

Autora: Daniela Katalyloa

Eu já tinha perdido todas as minhas esperanças de ficar com a Verônica. Não é por nada, mas aquela menina era muito difícil, e sabe o que mais me frustrava? Às vezes parecia que ela queria. Às vezes não, quase sempre. Mas então ela do nada dizia que éramos amigas, que não queria perder essa amizade, e coisa do tipo.

Eu já tinha deixado passar umas 10 oportunidades de beijá-la também, poderia ter evitado todo esse drama lésbico de indecisão, mas sempre que pensava nisso, ela começava a falar sem parar, aí surgia a vontade de jogá-la no meio da rua. Desculpa gente, era pra ser uma piada, mas vendo assim, parece que não seria muito engraçado a situação. Mas confesso que ri mesmo assim.

Voltando…
Depois de todas as esperanças acabadas, derrotadas, destruídas e queimadas no mármore do inferno, nossa, dramático isso né?! Mas é isso aí mesmo. Depois de tudo isso, ela resolve finalmente dar a entender que realmente queria alguma coisa, eu disse que estaria em casa o final de semana inteiro e se ela quisesse, ela poderia ir lá ver um filme, já que eu não estava com pique algum para sair.

No sábado à noite depois do trabalho ela foi lá para casa, eu mostrei tudo que tinha que mostrar, indiquei o banheiro para que ela pudesse tomar um banho e enquanto isso, fui preparar algo para comer, afinal, ela deveria estar com fome. Vamos fazer macarrão, a única coisa que é impossível de dar errado na cozinha. Isso que fiz.

Jantamos, arrumamos tudo e sentamos no sofá para ver o filme. Dei o controle a ela e disse que poderia escolher. Romance. Essa foi a pedida. Eu curto e tudo mais. Mas não queria ver um romance meloso com ela. Vai que eu chorasse na frente dela e perdesse a fama de durona, poxa. Mancada isso. Mas como ela escolheu, eu teria que assistir.

O filme começou e estávamos nós lá assistindo até que ela deitou no meu colo e continuou assistindo. Eu fiquei olhando pra ela por um instante, pensando se podia ou não fazer algo e se devia ou não fazer.
– Vê, estou muito a fim de te dar um beijo.
– Então dá uai – Ela disse sem olhar pra mim e morrendo de rir.
– Estou falando sério.
– Eu estou rindo?
– Está sim!
– Ah é? Desculpa! – Disse e olhou pra mim séria.
Ai quem começou a rir fui eu, ela conseguia me fazer morrer de rir mesmo dentro do meu mau humor extremo.
Parei de rir, olhei pra ela e finalmente fui dar o beijo que estava esperando. Confesso que pensei um pouco antes de ir, estava demorando tanto que até me deu medo de não ser como eu imaginava. Mas só saberia na hora, não é mesmo.

Abaixei minha cabeça e a beijei, ela não se afastou, recebeu o beijo e até retribuiu, fiquei nessa posição mais algum tempo, o beijo estava calmo, sem pressa, conhecendo cada espaço da boca uma da outra, até que me afastei, e ela se levantou e ficou me olhando. Pronto, era a hora do segundo beijo.

Dessa vez, ambas sentadas, pudemos nos beijar em uma posição mais confortável, e mais fácil de aproveitar o beijo também. Eu tentei me controlar ao máximo, mas não sou lá muito racional nessas horas e quando me dei conta, já estava com a mão na sua nuca, entrelaçando seus cabelos de forma que puxava sua boca para que o beijo continuasse sem pausas. Nossas línguas estavam dançando entrelaçadas na boca uma da outra, minha outra mão desceu pelas suas costas a puxando para mais perto, quando por acidente minhas unhas encostaram em um pedaço descoberto por sua camisa, ela soltou um suspiro entre o beijo, e eu confesso que sorri por dentro. Não foi proposital, mas as unhas nunca falham.

Depois daquele suspiro, impossível me controlar, dessa vez, propositalmente levantei um pouco sua blusa para que pudesse tocar um pouco mais de pele, e ela sem ressalvas deixou que isso acontecesse, eu estava com o caminho livre até o momento, e rezando por dentro para que ela não me fizesse parar. Seria extremamente frustrante, isso seria um fato.

Chega de mimimi e vamos aos fatos.
Enquanto beijava sua boca, e passeava as unhas em suas costas, fui descendo levemente a outra mão pela sua nuca, e vindo até o seu pescoço, o inclinando para trás e beijando levemente, ela se entregou sem me impedir, e na verdade até me ajudou jogando sua cabeça para trás para que eu pudesse beijar com mais facilidade.

Minha boca foi passeando pelo seu pescoço e vindo em direção ao seu colo, sua camisa estava com o primeiro botão aberto, o que me deva acesso ao inicio de seu decote, e com isso, pude ali beijar levemente para saber se poderia continuar, e pude.
Devagar, comecei a desabotoar sua camisa olhando para ela e ela sem reclamar deixava que isso acontecesse, enquanto desabotoava e deixava sue colo livre e seu sutiã a mostra, eu beijava cada pedaço que ia ficando descoberto. Quando finalmente terminei e olhei para ela sem camisa, fiquei pensando por onde começar, já que até alguns dias atras eu estava querendo um beijo e agora a tinha ali, na minha frente, sem ressalvas.
– Olha, Vê, não vou mentir, se você não me impedir, eu vou continuar.
– Eu estou reclamando?
– Não, mas quero deixar claro que você pode recusar a qualquer momento;
– Ok. Entendi. Agora você podia parar de falar. Não é você que reclama que falo demais?
– Nossa, entendi.
Beijando seu colo, eu abri seu sutiã, e o deixei cair pelos ombros, nossa, aquilo que era visão. Seios fartos, nada a desejar a minha imaginação. Porque sim, eu os imaginava com certeza. E agora eles estavam ali na minha frente. Pude ver todas as manchinhas em sua pele. Ela tinha sardinhas em toda a extensão do colo, tem coisa mais sexy do que mulher com sardas no colo? Não sei vocês, mas para mim, isso é muiiito sexy.

Ela jogou seu corpo para trás, como se estivesse oferecendo aquele banquete para mim, não me fiz de rogada, e logo comecei a saboreá-los como se fossem o néctar dos deuses. Enquanto minha língua deslizava por um, minhas unhas passeavam em volta do outro. Seu bico na hora endureceu, me deixando claro que ela estava gostando. Ora mordendo e chupando um, ora arranhando e passando a língua no outro, permaneci assim por alguns belos minutos, até que decidi descer a língua pela sua barriga e ir deslizando as unhas por todo rastro que ela deixava. Seu corpo se inclinou me dizendo, continua. Isso não precisava nem ser dito. Me ajeitei no sofá enquanto ela jogou seu corpo para trás, e eu puxei suas pernas para que passassem em volta da minha cintura, ajoelhada em sua frente, eu me inclinei mais uma vez para beijar sua barriga e passar a língua por toda sua extensão, minhas mãos deslizaram até o cós de sua calça jeans e levemente passei as unhas na entrada da mesma.

Pronto, ali foi o pedido final, era naquele momento que ela poderia me dar o basta, fiquei ainda alguns minutos esperando que ela assim o fizesse, e como não o fez, continuei. Desci a mão por dentro de sua calça, sem a abrir, sem tentar nada de imediato, só para provocar. Ela fechou os olhos vagarosamente, e pronto, perdi toda minha razão, perdi todo meu juízo, perdi minha sanidade com aquela menina na minha frente, ali, como o banquete que eu tanto esperava.

Abri sua calça, e deslizei um pouco por suas pernas, sai da posição em que estava para que pudesse tira-la sem que me atrapalhasse mais. Após jogar em qualquer canto que não sei bem onde foi, e nem me interessava, voltei para perto dela e subi beijando toda a extensão de sua perna direita enquanto minhas unhas arranhavam a sua perna esquerda. A sua respiração ofegante era sinal de agrado.

Cheguei sobre sua calcinha que ainda me atrapalhava, mas estava sem nenhum pingo de pressa para tirá-la. Fiquei ali ainda, beijando a parte interna de sua coxa, mordendo de vez em quando, apertando, arranhando, até que passei a língua em sua virilha, e ela soltou um gemido. Eu sorri, e continuei, fui para o outro lado e mais um gemido escapou. Por cima mesmo de sua calcinha, beijei seu sexo que naquela altura já estava excitado, e subi mais uma vez, para aproveitar mais de seu corpo, conforme fui subindo, minhas mãos foram passeando pela sua perna até pousar em sua calcinha, dei uma pequena afastada na mesma para a lateral, e passei meus dedos só para sentir o quão excitada ela estava, modestia a parte, era muito. Beijei seus seios, beijei seu colo, seu pescoço, sua orelha, e logo após morder sua orelha, falei bem baixinho:
– Você vai gozar pra mim.
Ela deu um sorriso falho, perdido entre sua respiração e desejo.
Eu então afastei um pouco mais sua calcinha, e sem pensar duas vezes, a penetrei, comecei leve, calma, sem pressa de nada, não queria que aquele momento acabasse rápido, queria vê-la tremendo sobre mim, queria senti-la arrepiada, excitada, com fome, tesão, desejo.
Aumentei o ritmo das estocadas, ora fazendo circulo, ora entrando e saindo, sua respiração foi acelerando, seu gemido aumentando de ritmo, e eu podia sentir seu coração acelerado. Tirei o dedo de dentro dela e só pude ouvi com a voz falha:
– Não para, continua.
– Mas quem disse que vou parar?
Dessa vez enfiei dois dedos, e os ritmo não parava de aumentar, eu estava cheia de fome, desejo, tesão naquela menina, isso eu transbordava nos meus atos, nos meus olhos.
Quando eu pensava que estava no controle da situação, que eu controlava o ritmo, ela se levantou, me sentou no sofá, sentou no meu colo e disse no meu ouvido:
– Enfia de novo.
– Nossa, já te disse que não me adapto bem com pessoas controlando a situação, mas pedindo assim, pode controlar o quanto quiser.
Novamente enfiei os dedos dentro dela, e me inclinei para beijar seus seios que estava agora na direção direta de minha boca, ela jogou a cabeça para trás e rebolava num ritmo intenso, seu corpo suava com os movimentos, ela ia do rebolado para o vai e vem frenético em meus dedos, eu puxava seu cabelo pra trás e beijava seu pescoço, mordia sua orelha, lambia seus seios, até que ela se inclinou para frente e mordeu meu ombro, suas mãos apertaram minhas costas e ela foi desacelerando o ritmo. Quando finalmente seu corpo parou os movimentos e sua respiração foi voltando ao normal, eu levantei com ela ainda em meu colo, me virei de frente para o sofá a sentei e fui ajoelhando em sua frente, meu sorriso não negava o que eu queria, e ela prontamente entendeu, pois suas pernas foram se abrindo conforma eu me aproximava mais do destino desejado.
– Lembra de tudo que eu disse sobre um oral feminino? – Disse a olhando com malícia.
– Uhum – Ela respondeu também sorrindo.
– Vou poder mostrar que é verdade.
Antes que ela pudesse falar algo, abri suas pernas e passei a língua por toda a extensão de seu sexo ainda molhado, quente. Ela respirou alto que eu continuei. Passei minha língua de baixo para cima por alguns minutos, e logo a puxei para frente e a penetrei com minha língua, suguei com força enquanto ela rebolava devagar, eu sugava sua abertura com vontade, louca para sentir aquele gosto correndo em minha boca, abri mais suas pernas e subi para seu clitóris rijo, duro, pulsante, passei a língua em volta, lambi algumas vezes com força, para que minha língua pressionasse e assim ela ofegasse mais e mais.
Ela colocou as mãos em meus cabelos e me disse com a voz falha:
– Vai, me chupa.
Não pude responder, afinal estava com a boca ocupada, mas seu pedido foi uma ordem. Comecei a chupá-la enquanto suas mãos passeavam em meus cabelos, e sua respiração aumentava de ritmo e volume. Eu ora ou outra, mordia para senti-la tremendo em minha boca, os músculos de sua coxa pulsavam na lateral do meu rosto, suas pernas enlaçaram minhas costas e seu abdômen subia e descia a cada mordida que eu dava. Sua respiração foi dando lugares a gemidos, aumentei o ritmo das chupadas, seu sexo inteiro estava sendo saboreado por mim, seu corpo foi iniciando espasmos e suas mãos puxando mais e mais meus cabelos. No meio da minha fome e meu desejo, além de estar saboreando aquela gosto maravilhoso, queria mais, queria um orgasmo intenso, forte, puro, e com isso, a penetrei, ela não teria para onde correr. Naquele momento, seu corpo era meu. E eu teria o que queria.
Seu gemido veio com som de grito, seu corpo tremia sem parar, de sua boca, saiam palavras desconexas e sem sentido. Mas quem liga, nessas horas, nada faz sentido, estamos ali por um único e exclusivo motivo. O gozo.
– Vai… Não… Vai… Aí… Assim… Não…
Não estava entendo nada, mas parar que eu não ia, mordi mais uma vez seu clitóris, e a penetrei mais fundo, e com isso, seu corpo tremeu fortemente e suas mãos largaram meus cabelos para serem levadas ao seu rosto, onde por algum motivo ela resolveu esconder sua expressão. Não sei porque, já que eu não podia ver naquele momento mesmo. Estava ocupada demais. Finalmente seu gozo veio, quente, escorrendo em minhas mãos, tirei meus dedos e ainda tive o desejo de lamber seu sexo inteiro enquanto ela tremia.
Dei um sorriso e me joguei no tapete da sala enquanto ela ficou ainda ali sentada com o corpo voltando ao seu estado normal.
Depois de alguns minutos ela deu um sorriso e se inclinou, eu estava deitada de olhos abertos, e sorri de volta. Ela saiu do sofá deitou sobre mim no chão, me deu um beijo rápido na boca e perguntou:
– Agora é minha vez?
Sorri de volta para ela e…
Isso vocês jamais irão saber.
Fim.

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one Comment

  1. Mari On 3 de janeiro de 2016 at 2:17

    Maravilhoso esse conto, amei!!! Um dos melhores que já li!

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