romance erótico Um anjo veio me beijar parte 2

Um anjo veio me beijar – parte 2

Passaram-se mais de um ano, nossa amizade se fortalecia, eu não me importava com alguns olhares maldosos, e muito menos com a ladainha da minha mãe sobre as más companhias.

Então chegou meu aniversário e eu resolvi passar com Kaila. Fomos para uma outra cidade e também ao cinema.

Antes de irmos, escutei alguém me gritando, era o Mark, um funcionário do aras que fica perto da minha fazenda, ele era um homem muito lindo atraente, todas as meninas da cidade queriam uma chance com ele… Menos eu.

Mark veio em minha direção com uma caixa

– Desculpa te gritar

– Tudo bem Mark?

– Te vendo claro que esta tudo bem

Kaila olhava pra mim com uma cara de riso, enquanto Mark ficava com uma cara de ansioso pela minha reação ao abrir o pacote.

– Tudo bem Doutora?

– Sem formalidades Mark, me chame de Kaila, o doutora fica para quando eu estiver exercendo a profissão certo?

– Certo Kaila.

Abri meu presente enquanto os dois conversavam, fiquei muda quando vi que era um ursinho de pelúcia com um coração desenhado.

Kaila vendo minha cara, resolveu dar uma injeção de ânimo.

– Nossa que lindo!

-Gostou Kaila? – Perguntou Mark todo animado.

– Claro! Que mulher não gosta de pelúcia? Ainda mais assim com um coração! Tenho certeza de que a Megan ficou sem palavras de tanta alegria!

– Poxa! E então Megan, gostou mesmo?

– Claro! Adorei! Olha Mark eu estou com um pouco de pressa, mas amei de verdade! Será que podemos conversar outro dia?

– Claro como quiser, podemos tomar uma cerveja ou um sorvete depois.

– Ótima ideia! – Eu disse, me despedindo e entrando no carro apressadamente.

Kaila se despediu de Mark e também entrou no carro.

– Ei, você foi rude com o Mark, ele é gosta muito de você.

– Não foi minha intenção ser rude, eu só não gosto dele como ele gosta de mim.

– Complicado, mas olha seja gentil da próxima vez… E o tempo vai descobrir um cara que vai fazer você amar pelúcias (risos).

– E você?

– Eu o que Megan?

– Bom, você está aqui há quase dois anos, e eu não vejo você mencionar nenhuma garota.

– Sou discreta.

– Então tem alguém?

– Tem e não tem… Não quero falar sobre isso.

E foi assim meu aniversário do ano 2000, com direito a presente do Mark, cinema, bolo de aniversário com Kaila, inclusive foi nesse aniversário que ganhei meu colar predileto, com uma pedra de esmeralda, segundo Kaila a esmeralda representa a cor dos olhos dela.

***

Um dia conversando na varanda da fazenda de Kaila, estávamos eu e sua avó. A senhora Eloise me disse que Kaila teria que ir a Berlim, como fazia sempre para uma consulta medica e uns exames, inclusive deu a ideia de que eu poderia ir com Kaila, assim aproveitaria para conhecer Berlim.

Eu amei a ideia de sair um pouco, mas percebi que Kaila ficou apreensiva, como se não tivesse gostado.

Minha mãe odiou a ideia, afinal seriam 4 dias da filha dela ao lado de quem ela totalmente desaprovava, mas resolvi burlar mais esse capricho da minha mãe e ir, afinal Berlim parecia ser um lugar incrível! Foi isso que percebi nas fotos que vi.

Mas fui, mesmo percebendo que Kaila não estava confortável com a ideia.

Chegando no hotel, fomos ao restaurante para jantar, já era tarde e a consulta de Kaila era de manhã cedo.

Não queria ficar sozinha num quarto de hotel ou andando por ai e resolvi pedir a Kaila para ir com ela ao médico, de imediato ela não quis, ficou brava mas depois de muita conversa consegui fazer ela deixar eu ir… Com uma condição é claro, eu não poderia perguntar nada para ela sobre o assunto.

Acordei cedo, não queria deixá-la esperando, chegamos ao consultório, todos estavam feliz em vê-la, ela entrou e eu fiquei folheando algumas revistas, depois de quase duas horas de consulta ela saiu, e disse que teria que comer algo para fazer uma bateria de exames pelo resto da tarde, achei aquilo estranho, mas acompanhei-a até uma praça de alimentação.

A curiosidade me consumia, mas eu não queria aborrecer ela e resolvi não perguntar nada… Não naquela hora.

Chegando ao médico, ela entrou numa sala e eu resolvi sondar a secretária, sabia que ela não iria me contar nada se eu demonstrasse não saber, então resolvi fingir que estava por dentro do assunto.

– Qual seu nome?

– Rute senhorita posso ajudar?

– Não, eu estou bem… Preocupada com a minha amiga

– Imagino, mas a Kaila já venceu tantas batalhas tudo indica que está tudo controlado.

– É vamos ver, será que esse problema tem cura?

– Especialistas como o doutor Miller tentam achar uma cura, ou algo que possa controlar essa doença, mas o coração é algo sério, ainda mais no caso de Kaila é sempre uma corrida contra o tempo.

Depois que Rute disse aquilo, eu fiquei em pânico, o que Kaila tinha no coração ao ponto de estar nessa corrida contra ao tempo.

Quando Kaila saiu, escutei ela marcando a próxima consulta para Janeiro de 2001, e assim me despedi do Dr. Miller e de Rute.

Saímos em silencio do prédio, entramos num taxi e chegando ao hotel foi inevitável, eu tive que perguntá-la.

– Me conta o que você tem?

– Eu disse para não me perguntar Megan.

– Eu sei, mas a Rute disse que é grave, que você corre contra o tempo!

– Por que ela ia te dizer isso?

– Por que eu fingi que sabia do que se tratava.

– Droga Megan! Por isso que eu não queria que você viesse!

– Acalma, me conta o que está acontecendo!

– Ok, você quer saber?

– Quero!

– Fecha a porta, eu vou te contar, eu tenho uma doença que afeta meu coração, quando eu era criança eu não conseguia correr, vivia de cama, com tontura e depois de muito procurar eu descobri que meu coração ele aumenta de tamanho, como se fosse uma bomba de ar, ele aumenta e diminui.

Os especialistas disseram aos meus pais que eu não completaria nem 11 anos de idade, pois aqui estou eu hoje com 26 anos. Contrariei os médicos com seus diagnósticos mórbidos, e não estou curada e posso morrer a qualquer momento. Os médicos não falam de tempo, dizem que não podem afirmar nada quando se trata de mim, eu não sei se eu tenho horas, dias, meses… Com sorte alguns anos.

Ouvir Kaila me dizendo aquilo me fez chorar como criança, como alguém podia ficar calada sobre uma doença tão seria dessas.

Ela por sua vez me consolou, pediu segredo que somente sua família sabia e ela não planejava mais ninguém soubesse.

Resolvi parar de chorar e abraçá-la forte, foi ai que eu percebi que nesse tempo todo de amizade eu nunca tinha abraçado Kaila, seu cheiro era muito bom.

Resolvemos sair, era sexta-feira e Berlim era realmente linda. Nos divertimos, vimos shows na praça, fomos a um restaurante que serve Wurst maravilhoso.

Sábado descansamos na parte da manhã. A tarde saímos as compras e a noite Kaila me chamou para um restaurante muito bom.

– Comi demais Kaila, acho que engordei uns dois quilos só nesse prato (risos).

– Exagerada, você come demais!

– É eu sei, então o que faremos agora?

– Bom tem uma boate, quer dizer, esquece.

– Não esqueço termina de falar, que boate é essa?

– Bom eu amo dançar, eu ia sempre numa boate aqui perto, mas não é para você.

– Por que?

– É uma boate gay, sua mãe me mataria se soubesse que você foi numa boate gay.

– Eu quero ir. Ou só gay pode frequentar?

– Não, simpatizantes frequentam também, mas tem certeza? Você é muito bonita e provavelmente vão ter mulheres que chegaram em você…

– Ai você me defende! Digo, não a nada demais, tipo você podia fingir ser minha namorada.

– Eu?

– É ou você quer ficar com alguém?

– Eu to tranquila, te dou cobertura (risos).

– Ótimo, vamos.

Saímos em direção a boate, chegando lá fiquei surpresa com o que vi, tudo muito calmo, digo pessoas dançando, algumas até se beijando, mas eu acho que eu tinha uma ideia diferente de uma boate GLS.

Kaila conhecia a dona do local e me apresentou como amiga, pegamos umas bebidas e fomos para a pista de dança, bom eu confesso que nunca dancei bem, então digamos que Kaila não parava de rir do meu estranho jeito de dançar.

Depois de muitas músicas, incluindo as das Spice Girls ( que eu ensinei Kaila a dançar) começou a tocar uma música lenta, Save me da banda Hanson, Kaila ficou me olhando sem jeito, eu preferi quebrar aquele clima e a puxei para dançar.

– Até que eu danço bem não é mesmo Kaila?

– Prefiro me manter calada (risos).

– É legal isso.

– O que? Meu silêncio?

– Não, dançar com uma garota… Nunca tinha dançado com uma garota assim, eu gostei.

Kaila ficou muda, apenas me ajeitei em seus braços e deixei a musica nos levar.

O restante daquela noite foi bem diferente, depois daquela dança ficou um clima no ar, ao contrário do que eu pensava eu não me apavorei, eu deixe tudo fluir, não aconteceu nada demais, mas acho que o meu coração tinha achado uma moradia e era a Kaila.

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