romance erótico Um anjo veio me beijar parte 3

Um anjo veio me beijar – parte 3

Voltamos para nossa pequena cidade, tudo como sempre foi, minha mãe emburrada pelo o meu trabalho, que ela nem considerava trabalho e por eu ter ido com Kaila a Berlim.

Fiquei dias sem dormir pensando em Kaila, no seu cheiro, na dança na sua história de vida, na doença, mas o que eu mais pensava era naqueles olhos verdes e naquela boca.

Às vezes eu me travava em pensamentos preconceituosos da minha mãe e de uma boa parte da cidade, e me dava medo… Sentia medo de ser mal tratada por todas aquelas pessoas que eu convivo há anos.

Por isso me afastei, sabia que não iria resistir a Kaila, e fiquei enclausurada em minha casa no fim de semana. Às vezes via ela passando de moto em frente a minha casa, mas resistia e não saía.

Em uma noite de quarta-feira, olhando pela janela, vi as luzes do celeiro acessas e resolvi ir até a Kaila, estava transtornada e quase desesperada pra vê-la.

Cheguei e escutei uma música tocando, avistei-a de roupa de academia, fazendo exercícios na barra de abdominal, na verdade não sei se aquele “troço” servia para abdominais, era um cano que ficava suspenso por duas paredes de tijolos, lá ela ficava de ponta a cabeça, subia e descia seu corpo, confesso que aquela visão dela de regata, suada me fez perder qualquer noção.

– Que susto Megan!

– Desculpa não quis te assustar.

– Você está bem? Você sumiu esse fim de semana, eu não tive coragem de ir até sua casa, afinal sua mãe não é minha fã. (risos)

– Eh…

– Espera aí que eu vou descer para gente conversa melhor.

– Não! Fica ai, fica assim – eu estava com uma cara de boba, uma boba apaixonada.

– Está louca? Conversar de ponta cabeça?, Só um minutinho!(risos) – Eu fiquei estática olhando pra ela, não conseguia interagir com ela, estava completamente entregue ao que eu estava sentindo.

– Megan, você está bem mesmo? Alguém te fez algo? Sua mãe? – Disse ela se aproximando de mim.

– Estou bem, ninguém me fez nada… É que eu estou apaixonada.

– Pelo Mark? É? Megan fala comigo me responde… Você está muito estranha! – Não deixei ela terminar de falar, me aproximei mais e mais dela e a beijei.

Assim que terminei de beijá-la sai correndo, escutei ela chamando pelo meu nome, mas decidi correr para longe dela. Mas também não fui para a casa. Encostei em uma árvore grande a beira da estrada e comecei a chorar, eu não sei se aquilo era sinal de que eu era bissexual ou lésbica, eu só tinha certeza de que meu coração nunca bateu tão forte e que aquele beijo, superou até o beijo do Oliver ou de qualquer outra pessoa que eu já tivesse beijado.

Mal sai de casa nos dias que passaram, nos fins de semana nem cheguei perto da fazenda dos Kreuk’s, até que encontrei Kaila no centro da cidade, saindo do hospital onde ela atendia.

Ela abriu um sorriso mais lindo do mundo quando me viu e me chamou para tomar um café em um restaurante que ficava de frente a praça central.

– Sinto que você está fugindo de mim Megan – disse ela.

– Não é isso, só estou sem tempo – eu estava tentando disfarçar, mas não estava tendo muito sucesso.

– Me explica o que foi aquilo na noite de quarta no celeiro?

– Não foi nada – eu não sabia o que dizer.

– Claro que foi! Nunca ninguém me beijou daquele jeito, tão intenso… Foi o melhor beijo da minha vida!

– Fala baixo!

– Eu estou falando o mais baixo que posso Megan. Eu vou ser bem sincera com você, eu sou apaixonada por você desde que eu te ví, mesmo a gente brigando, eu senti algo diferente quando te vi e fiquei na minha.

Mas depois do beijo que você me deu eu não vou mais omitir o que eu sinto por você, eu não posso!

Kaila segurou minha mão, eu não sei se todos que estavam na praça estavam prestando atenção em mim e na Kaila, mas eu fiquei com medo do que eles iam pensar, medo do que poderia falar ou fazer, eu retirei minha mão da mão de Kaila o mais depressa possível.

Sua fisionomia de apaixonada deu lugar a uma cara de decepção, com os olhos cheios de lágrimas.

– Então é isso Megan? Você tem vergonha de mim? Você não tem coragem de sentir publicamente… Você está com medo.

-Desculpa, eu não quero te magoar.

– Você sente vergonha de mim! Você é igual sua mãe! Olha eu vou facilitar as coisas para você… De hoje em diante, eu não vou mais dirigir a palavra a você, nem tocar em você nem olhar para você.

– Não é isso, eu estou pensando em você, você está doente!

– O que minha doença tem haver com isso? Espera ai, você não quer ficar comigo porque eu sou doente? Porque eu posso morrer a qualquer momento?

– Calma, vamos conversar longe daqui… No celeiro.

– E lá no celeiro eu poderia colocar minhas mãos em você?

– Claro! Não fica assim, lá a gente pode conversar melhor Kaila.

– Não, eu não quero me esconder… Eu pago um preço muito alto por ser verdadeira com meus sentimentos, eu não vou me ocultar mesmo amando você. Eu prometo que eu nunca mais toco em você.

E lá se foi Kaila, pagou a conta subiu na moto e sumiu da minha vida, foi ai que tomei meu primeiro porre, substitui o café por wisky.

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