romance erótico Um anjo veio me beijar parte 4

Um anjo veio me beijar – parte 4

As palavras de Kaila se declarando para mim… Era tudo que eu precisava ouvir, a minha vontade era de beijá-la ali mesmo, de andar de mãos dadas pela cidade inteira.

Fiquei semanas sem ver Kaila, e olha que eu procurei-a, almoçava como sempre na casa de sua avó onde ela também morava, mas nada de vê-la.

Chegava o natal, a ceia mais uma vez seria na casa dos Kreuks, depois de quase dois meses eu vi Kaila, ela passou por mim, cumprimentou com um vago gesto, tanto eu quanto minha mãe e grudou na sua avó, depois disso ainda houve festa, senhora Eloise pediu para que Kaila tocasse, mas ela pela primeira vez recusou disse que estava cansada e que iria dormir.

Aquilo partia meu coração, tanta indiferença, sim eu sei que era meu merecimento depois de minha postura.

Minha mãe achou aquilo o máximo, disse que até que enfim eu me desgrudei daquela lésbica.

Minha vida se resumia a escrever, passear com o Finn e me livrar das armadilhas que minha mãe fazia para que eu e o Mark ficássemos juntos, coisas como jantares em minha casa, pedidos para que Mark me acompanhasse as compras.

Mark era um cara legal, lindo, inteligente, romântico. Mas eu tinha vontade de morrer toda vez que eu olhava para o lado e ao invés de ver a Kaila, eu via o Mark.

Sonhava com aquele beijo no celeiro, sentia seu cheiro sentia sua presença em todo o momento.

Um dia me encontrei com a senhora Eloise, e resolvemos passear.

Ela disse que estava estranhando o comportamento de Kaila, o fato de nós duas não estarmos conversando mais.

Senhora Eloise sempre foi tão compreensiva, tão carinhosa que me abri e contei tudo oque aconteceu em Berlim, no celeiro, na cafeteria.

Chorei litros, pois confessei que amava Kaila, me sentia morta sem ela do meu lado.

Eloise ouviu tudo, e me consolou, me contou a história de vida de Kaila.

Me contou inclusive que já pegou a Kaila chorando olhando uma foto minha, e que desconfiava do que poderia ter acontecido.

Ela também me disse que as pessoas um dia não iriam se importar com quem a pessoa resolvia se relacionar, que um dia existiriam personagens gays onde o foco não seria o fato de ser gay.

Bom imaginar isso em 2001 era meio surreal, mas, mais surreal ainda era me imaginar com alguém que não fosse a Kaila.

Senhora Eloise, disse algo que não me animou muito, mas que era verdade. Que infelizmente preconceito sempre irá existir e que eu não poderia deixar de viver o que me faz feliz por medo do que as pessoas iriam falar.

Ela me disse que quando ela ficou viúva, todos da cidade falaram por ela ter assumido as rédeas dos negócios da família, mas que com o tempo ela percebeu que se as pessoas falam é porque a vida deles é tão sem graça, que para se destacar falam da vida dos outros.

Tomei coragem e fui procurar por Kaila no hospital onde trabalhava, e uma enfermeira me disse que ela tinha ido a Berlim fazer uns exames de rotina.

Resolvi esperar por sua volta, que seria daqui quatro dias, seria bem no dia de uma festa para arrecadar fundos para a construção de um centro esportivo, provavelmente a cidade inteira estaria lá.

Eloise me garantiu que levaria Kaila a esse evento, seria minha chance de tentar consertar toda a besteira que fiz, e quem sabe recuperar o tempo perdido.

Enquanto isso Mark, cada vez tentando se aproximar mais e mais. Tudo isso é claro com um belo empurrão de minha mãe.

Chegou a noite da famosa festa, Mark queria dar carona para mim e para minha mãe, só que eu preferi ir no meu carro, mas não adiantou minha mãe fez o Mark sentar conosco na mesa.

Que por sinal era de frente com a mesa dos Kreuk e a Kaila estava lá, linda com um vestido laranja cabelos soltos, e nenhuma vez olhou para a minha mesa.

Eloise e os pais de Kaila foram até nós nus cumprimentar, mas Kaila se manteve firme no seu lugar.

No meio da festa decidi chamar o Mark para conversarmos em particular, minha mãe deu pulos de alegria eu e Mark saímos de lá e fomos até a entrada da festa conversar.

– Estou muito feliz por você querer ficar sozinha comigo Megan.

– É que eu preciso te dizer uma coisa, não há possibilidade nenhuma de nós dois ficarmos juntos Mark.

– Mas por que? Algo que eu fiz?

– Mark você é um cavalheiro! É um excelente homem, mas meu coração já está ocupado.

– Por quem?

– A Kaila, talvez você ache isso estranho, mas é ela que eu amo.

– Bom, não é o que eu queria ouvir, mas não sou preconceituoso a Kaila é muito boa cuida bem de nós daqui, sempre gentil eu não sabia que vocês tinham um romance.

– Na verdade nós ainda não temos nada, eu roubei um beijo dela, mas como ela percebeu que eu tinha vergonha de assumir o que eu sinto por ela, ela ficou magoada… Mas enfim, eu pretendo reconquistar ela, hoje mesmo! Eu só não queria fazer nada sem antes conversar com você.

– Agradeço a consideração.

– Eu torço muito para que você seja feliz, que você encontre a mulher ideal. Me tendo infeliz do seu lado, você só te faria infelicidade, me entende?

– Sim, eu gosto muito de você, Megan, para querer te ver infeliz. Seja feliz com a Kaila.

Nos abraçamos e realmente Mark era um homem nobre e merecia toda a felicidade do mundo.

Entrei e sentei-me na mesa com minha mãe e o Mark passou por nós dizendo que iria dançar.

Minha mãe ficou em pânico, por eu não ter sido chamada.

– Megan o que está acontecendo que ele não te chamou? O que você disse ao Mark?

– Que ele e eu seremos amigos, por que eu gosto de outra pessoa.

Minha mãe segue a direção dos meus olhos, e percebe que estou olhando fixamente para Kaila, que por sua vez nem está olhando para mim.

– Não, você nem pense numa coisa dessas Megan.

– Eu não sou obrigada a ser infeliz só porque essa cidade tem a mente fechada, eu vou sim até ela e vou sim chamar ela para dançar e se ela aceitar eu vou dançar e tentar conquistar o amor da minha vida, com licença.

– Megan, volta aqui.

Saí em direção a mesa de Kaila, seus pais tinham ido dançar e ela ficou fazendo companhia a sua avó.

– Boa noite senhora Eloise, oi Kaila.

– Oi minha querida, bela noite não é mesmo? – disse senhora Eloise com um sorriso no rosto.

– Boa noite Megan, minha avó me dê licença eu vou dar uma volta por ai – disse Kaila com uma cara de poucos amigos, mas sua avó segurou-a na mesa.

– Kaila eu vim pra falar com você.

– Não temos nada o que conversar e se eu fosse você voltava para sua mesa afinal sua mãe não para de olhar pra cá com uma cara de raiva.

– Que isso minha neta! Não fale assim com a Megan – disse Eloise repreendendo a atitude de Kaila.

– Tudo bem, eu mereço ser tratada assim, eu reconheço minhas falhas, mas Kaila eu vim aqui para te chamar para dançar comigo.

– Aqui? Agora? Melhor não Megan, as pessoas iram comentar será prejudicial a sua reputação.

Os pais de Kaila chegaram felizes me cumprimentando, Eloise deixa-os a par do convite que eu fiz a Kaila, inclusive da maneira como Kaila me tratou.

– Minha vó, por favor, você nem tem ideia do que está acontecendo.

– Tenho sim porque a Kaila me contou tudo, sobre o beijo que ela roubou de você no celeiro e sobre a postura dela depois daquele beijo.

– Minha filha, vocês duas se gostam, está escrito na testa de vocês, acho que se Megan está aqui te convidando para dançar na frente da cidade toda, acho que é porque ela não se importa com o que as pessoas podem pensar – disse o pai de Kaila.

– Seu pai tem razão, eu estou aqui porque eu não me importo com o que os outros vão pensar.

– Bom, já que está expondo a toda a minha família o que aconteceu, eu acho que você deve voltar para a sua mesa ou ir até o Mark, afinal você estão quase namorando.

– Eu nunca fiquei com o Mark, inclusive eu acabo de dizer a ele que eu quero você e se caso eu estar aqui na sua frente te chamando para dançar não a convence, eu subo no palco eu pego no microfone e te chamo para dançar… Ou eu posso me ajoelhar e pedir para você dançar comigo.

– Você é louca.

– Louca por você! Por favor, quer mais um sinal? Olha a música que começou a tocar! É a nossa música, Save-me dos Hanson, foi a musica que tocou quando dançamos na boate em Berlim, e a letra da musica, é exatamente o que eu quero te dizer…

Estendi mais uma vez minha mão a Kaila, e ela segurou minha mão e saímos pelo salão, algumas pessoas sorriam outras estavam visivelmente horrorizadas com aquilo, mas eu não estava nem ai com o que eles iriam dizer.

Segurei firme o corpo de Kaila, e começamos a dançar, fechei meus olhos e fiquei apenas sentindo sua respiração.

– Você está encrencada com sua mãe.

– Eu não ligo, não mais.

– Eu podia jurar que você e o Mark estavam namorando.

– Eu não ia fazê-lo feliz, eu gosto de você, eu amo você.

– Eu também te amo.

Depois de ouvir aquilo da boca de Kaila, eu a beijei, no meio de tantas pessoas, eu simplesmente a beijei. Sem medo e sem culpa, algumas pessoas aplaudiram.

– Megan você é louca.

– Por você! Eu sou louca, já que a nossa música acabou, me diz, confia em mim?

– Confio.

– Vem comigo!

Saímos da festa sem nos despedir de ninguém, peguei o carro e fui em direção ao celeiro. Assim que entramos, fechei bem aquela porta e sem demora comecei a beijar Kaila.

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