A visita

O toque inesperado do celular interrompe o silêncio no auditório quase vazio, o número desconhecido é a primeira surpresa de uma noite cheia de sensações.
Era para ser apenas uma visita, mas a vontade de ser livre e deixar a libido explorar novos caminhos e novas sensações nos levou para um fim de noite cheio de gemidos e sussurros.
Aline, que agora flutua pelos meus pensamentos como imagens psicodélicas recheadas de prazer, é uma morena de 1,60 m, coxas grossas, seios empinados e bumbum muito grande. Seu cheiro de mulher misteriosa, bem como a voz quase cantada e delicada, combinam com o jeito de querer bem.
Meu encanto por essa morena flor de dedos curtos e grossos começou na noite em que nos reencontramos, após três anos sem nos vermos. Eu estava saindo de um curso próximo ao bairro de Nazaré, que é onde ela mora, quando chamou meu telefone. Senti-me intimada a fazer-lhe uma visita. Seria apenas cordialidade, tentaria não demorar e seguir o meu caminho para casa.
Percebi então, no momento em que nossos corpos se uniram em um gostoso abraço, que aquela noite acabaria em uma cama, mas com certeza não seria a minha.

– Oi, Morena – disse Aline me abraçando – tudo bom? – A suavidade daquela saudação trouxe um sorriso doce e cheio de expectativa.
– Oi, moça – Disse tentando disfarçar a alegria – Tudo ótimo, e você?
– Tudo lindo. O que vamos fazer hoje?
– Tentar dominar o mundo – Rimos juntas.
– Certo, “cérebro”. Tenho uma ideia melhor: podemos tomar um vinho enquanto decidimos para onde ir, o que acha?
– Acho perfeito. Já temos o vinho?
– Claro. Pró-seco. E não faça cara feia, você vai gostar.

Na casa de Aline o frio que entrava pela janela nos deixava cada vez mais próximas, o seu jeito calmo, sua voz tranquila e o olhar misterioso me atraiam fazendo querer beijá-la; meus olhos seguiam os movimentos dos seus lábios, experimentando no íntimo a tortura do desejo não saciado.
Depois de duas taças e muita conversa, o relógio marcava 22h e em meus pensamentos ainda passava a ideia de voltar pra casa. Foi quando suas mãos pequenas me envolveram com naturalidade puxando meu corpo para si. Nos abraçamos e então nos beijamos. Como se uma de nós tivesse apertado um botão e feito a noite começar de verdade. Entreguei a minha lucidez nos doces lábios de Aline, desejando intimamente ser tocada.
Nosso longo beijo me fez perder a noção de tempo. Desejei estar livre de toda aquela roupa e como se pudesse ouvir meus pensamentos Aline realizou meu desejo. Sem pressa e com uma naturalidade que me hipnotizava, abriu os botões da minha blusa, beijou cada seio com ternura e sussurrou em meu ouvido.

– Eu estava te esperando…

Senti a umidade preencher minha calcinha, beijei com força seus lábios grossos e preenchi sua boca com minha língua ávida de desejo.
Era uma surpresa estar ali depois de três anos, era o desconhecido se apresentando com erotismo.
Enquanto suas mãos me tocavam e o nosso prazer arrancava sons que os vizinhos poderiam decifrar com facilidade, fantasiei por alguns instantes que olhos curiosos e atentos nos observavam sentindo inveja de nós.
Com essa fantasia, sorri para o estranho imaginário enquanto os lábios de Aline me bebiam entre as pernas, lutei tentando adiar o orgasmo que teimoso foi mais forte que eu, levando por instantes as minhas forças.
Senti o sorriso de satisfação nos lábios de Aline e a beijei sentindo meu gosto.

– Você está bem? – Pergunta Aline sabendo a resposta.
– Estou sensível – rimos juntas.
– Descanse, espero que a noite não tenha acabado pra nós.
– Não me diga que você ainda que sair – Perguntei temendo a resposta.
– Sair é tudo que eu não quero agora – Diz Aline selando a frase com um beijo delicado em meus lábios – Vamos pra cama?
– Acho uma boa ideia.

Fomos pro quarto e em sua cama beijamos, tocamos, chupamos, penetramos e gozamos e não nos soltamos ate a exaustão.

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